Sentido único

Vim aqui só dar um saltinho, para informar os que por aqui ainda aparecerem, que criei um novo blogue. Se acharem que vale alguma coisa aquilo que tenho para dizer, visitem-me aqui:

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por Fernando Publicado em Geral

Até sempre!

Retiraram direitos aos trabalhadores, precarizaram mais o emprego, congelaram vencimentos, diminuíram salários reais, cresceu o desemprego, aumentou o tempo de trabalho, baixaram as comparticipações em actos médicos e em medicamentos aos mais idosos, baixaram os valores das reformas, dos subsídios de desemprego, aumentaram os impostos, as taxas moderadoras, as propinas, os combustíveis, os transportes, as rendas de casa, fecharam-se escolas, cantinas, hospitais, maternidades, aumentou o fosso entre ricos e pobres e a miséria e a fome está presente em muitas famílias … tudo em nome de um amanhã melhor para todos. Mentiroso e traidor este Governo!

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Ai Portugal, Portugal.

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1 – Hoje os primeiros-ministros da Europa estão por cá para assinar o Tratado de Lisboa. Com uma caneta de prata, oferecida por Sócrates. Agora queremos um referendo, (que aliás Sócrates prometeu) para permitir uma discussão alargada e envolver os cidadãos europeus na construção do “projecto” europeu. Um projecto europeu social e a favor da paz.

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2 – A Câmara de Lisboa está mergulhada numa enorme crise financeira que a obrigou a recorrer a um empréstimo bancário para pagar as dívidas a fornecedores. A crise é conhecida e reconhecida por todos. A única dúvida era a de saber quem era mais responsável pelo estado a que chegou a maior Câmara do país. Se o PS de João Soares (coligado com a CDU) ou o PSD de Santana Lopes e Carmona Rodrigues. Era o PSD. Sem nenhuma vergonha na cara, agora, poucos dias depois da aprovação do empréstimo em Assembleia Municipal, o Presidente e os vereadores do PS, CDU, PSD e Carmona (Sá Fernandes e Helena Roseta, votaram contra), aprovaram um subsídio de 400 mil euros e isenção de todas taxas no valor de milhares de euros, a uma empresa privada, responsável pela realização do Rally Lisboa-Darkar, depois de outras cidades europeias terem recusado, sem que daí decorra qualquer vantagem para a cidade E a crise onde fica? Continua o regabofe. Apenas Sá Fernandes (e talvez Helena Roseta) parece de facto interessado em resolver os problemas de Lisboa, dos trabalhadores a recibo verde e fazer o saneamento financeiro da Câmara.

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3 – Circula por aí uma petição contra umas pretensas directivas da ASAE para uma melhor higienização alimentar que os peticionários consideram “duvidosos e excessivos”. Acontece que não consegui encontrar essas “orientações” em lado algum. Não digo que não existam mas seria de bom senso, remeter-nos para um link, onde se pudessem confirmar, afirmações como estas “…a proibição da utilização de chávenas de porcelana para chás e cafés, ou de copos de vidro para outras bebidas”. Entretanto a ASAE já desmentiu, dizendo que estas afirmações são “uma mentira e um profundo disparate. A ASAE não impõe medidas, é uma entidade fiscalizadora, não legisla, apenas fiscaliza o que está disposto na lei”. Tal como o Apdeites (a partir do qual tive conhecimento e redigi estas linhas), esta petição parece-me um perfeito disparate. Primeiro, como disse atrás, ao não remeter quem lê para qualquer documento que sustente o que afirma, retira-lhe credibilidade, segundo porque uma petição, deve ser rigorosa e verdadeira e não pode basear-se em coisas como “…supostas regras comunitárias (que não parecem estar em vigor em mais nenhum país da União Europeia). Fere de rigor a petição. Como a maioria dos leitores que me lêem sabem, sou arguido por um artigo que publiquei aqui sobre um relatório que chegou às minhas mãos (a que dei alguma credibilidade mas também resguardo na apreciação dos factos enunciados), sobre uma suposta intervenção da ASAE, precisamente para salientar que sou favorável a uma actividade fiscalizadora alimentar, rigorosa e séria (mas não fundamentalista é certo) em nome da saúde pública e segurança alimentar, defendendo que os relatórios deveriam ser públicos.

Sou arguido (IV)

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Hoje fui constituído arguido formalmente com termo de identidade e residência. Seguir-se-á a formulação da acusação (ou não) de “crime” por parte do Ministério Público, sendo que caberá sempre à acusação, em qualquer das situações, levar o processo a julgamento ou desistir da queixa.

E é isto. É a isto que está sujeito um activista cívico, um militante da cidadania, o cidadão exigente e responsável; o que não se resguarda atrás do anonimato.

Talvez compreenda melhor agora quem se protege através do anonimato. Contudo no tocante a mim próprio, prefiro continuar a dar a cara, a arriscar, a assumir com coragem e determinação as minhas opiniões e as consequências. Até ver!

E mais não posso dizer (nem sei se já disse de mais). Agora o processo está em segredo de justiça. Talvez daqui por quinze dias, mais coisa menos coisa, já possa adiantar um pouco mais.