Ora Phone-ix!

 Pergunta edite_estrela-dn.jpg eurodeputada do PS a Sócrates no debate no Parlamento Europeu: ” Como foi possível alcançar os resultados que alcançou enquanto Presidente do Conselho da UE e, simultaneamente, os resultados a nível interno? Quase parece que tem o dom da ubiquidade”.

Quem a fodesse!..

Imigrantes uma “espécie” maldita

As imagens de imigrantes perseguidos e algemados, após dois dias de viagem em alto mar, numa pequena embarcação sobrelotada, à fome e ao frio, arriscando a vida à procura de uma oportunidade, são imagens que nos deviam entristecer e revoltar, mais a mais, quando isto acontece num país que viveu estas situações, em particular nos anos sessenta e setenta, com milhares de portugueses a emigrar à procura do sonho de uma vida melhor. Tal e qual como agora o fizerem os 23 imigrantes marroquinos.

Choca-me saber que alguns foram perseguidos e algemados, como se de criminosos se tratassem. Choca-me que sejam chamados de clandestinos ou ilegais. Choca-me que sejam indesejados. A imigração é um direito. É por isso que abomino o nacionalismo ou o patriotismo, como queiram. As pessoas devem ser livres de escolher onde viver. Sem muros e sem fronteiras. Ser imigrante é um acto de grande coragem e dignidade. São pessoas que não se conformam com o destino que lhes querem traçar. Os imigrantes são pessoas à procura de uma oportunidade de vida. Afinal eles, como nós, apenas querem viver e ser felizes. É isto que os dirigentes políticos, com raras excepções, não querem perceber, envolvidos que andam em fazer a gestão do capitalismo e não a tentar resolver o problema das pessoas que sofrem.

Até sempre amigo!

A má notícia chegou-me por telefone assim como ninguém quer a coisa. O meu amigo, Sr. Amorim, tinha morrido. Foi um choque tremendo. Ele estava bem com os seus 88 anos. Hoje chorei. Há muito tempo que não me emocionava tanto. Estou a ficar cansado…

Sou arguido (IV)

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Hoje fui constituído arguido formalmente com termo de identidade e residência. Seguir-se-á a formulação da acusação (ou não) de “crime” por parte do Ministério Público, sendo que caberá sempre à acusação, em qualquer das situações, levar o processo a julgamento ou desistir da queixa.

E é isto. É a isto que está sujeito um activista cívico, um militante da cidadania, o cidadão exigente e responsável; o que não se resguarda atrás do anonimato.

Talvez compreenda melhor agora quem se protege através do anonimato. Contudo no tocante a mim próprio, prefiro continuar a dar a cara, a arriscar, a assumir com coragem e determinação as minhas opiniões e as consequências. Até ver!

E mais não posso dizer (nem sei se já disse de mais). Agora o processo está em segredo de justiça. Talvez daqui por quinze dias, mais coisa menos coisa, já possa adiantar um pouco mais.

É já na próxima sexta-feira

pelas 10, 00 horas que vou ser ouvido na qualidade de arguido sobre um post publicado aqui no Foice dos Dedos. Renovo os meus agradecimentos a todos os que se mostrarem solidários. Se puder digo algo.

Sou arguido (II)

Como já dei conta fui constituído arguido na sequência de um artigo publicado aqui no Foice dos Dedos. Como alguns de Vós saberão (eu não sabia) não somos informados, das razões nem quem foi ou foram o ou os autores do processo, até ao dia do interrogatório. Em bom rigor não sei de que estou acusado. A única informação que obtive fui de que tinha a ver com a publicação de um artigo na Internet.

Revendo mentalmente tudo o que escrevi (e face à natureza de alguns comentários ao post), presumo que se refere a um artigo, sobre uma intervenção e eventual relatório da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) em estabelecimentos comerciais em Viana do Castelo, de que reproduzi uns excertos.

Contudo, também posso estar enganado. E pode vir de onde se espera tudo.

Mas o que me trás aqui, neste momento, é essencialmente fazer um agradecimento a todos quantos, por diversas formas, pessoalmente ou por telefone, e-mail, em comentários, ou através dos seus blogues, se têm manifestado solidários comigo. O meu obrigado.

Quanto ao que se seguirá estou tranquilo. Sempre soube usar a liberdade responsavelmente mas com uma saudável exigência cívica.


José Mário Branco – Queixa das almas jovens censuradas

Sou arguido

Hoje fui surpreendido com uma notificação do Tribunal Judicial da Comarca de Viana do Castelo para me apresentar, de hoje a um mês, na qualidade de arguido, para interrogatório nos serviços do Ministério Público.

Fiquei naturalmente intrigado. Eu, arguido? A que propósito? Eu que sempre pautei a minha vida por um grande sentido de responsabilidade e pela educação. O que se teria passado? Que teria eu feito para ser processado criminalmente? Eu que em toda a minha vida apenas uma vez fui a tribunal e por motivos políticos. Por mais que pensasse não conseguia perceber a razão. Confesso que ainda pensei que tivesse sido o nosso Primeiro-ministro Sócrates. Com este Governo já estou por tudo.

Mas foi por pouco tempo. Acabei por saber que fui processado por causa de um artigo publicado no Foice dos Dedos, sobre a intervenção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) em estabelecimentos comerciais em Viana do Castelo.

Nesse artigo, transcrevi, partes de um alegado relatório da ASAE, recebido no meu e-mail, com a indicação do nome e morada dos estabelecimentos comerciais e das “alegadas” práticas que configuravam um desrespeito com os Clientes e consumidores e por isso justificavam, no meu entendimento, uma denúncia em nome da saúde pública.

Apesar da reserva de cautela que sempre tenho no que circula pelas caixas de correio electrónicas, a forma detalhada como se apresentava aquele documento e a sua “origem, pareceu-me ter algum crédito e por isso assumi o risco de o tornar público através do Foice dos Dedos, mesmo assim, procurando que o mesmo, fosse lido com precaução, ao ter escrito, “tomando como verdadeiro o relatório…”. Mas se calhar não fui feliz nesta formulação.

Com excepção de um desses estabelecimentos, de que fui Cliente (quando as circunstâncias do trabalho mo permitiram), e conheço o dono, com quem mantive, aliás, num dado período da minha actividade profissional, um excelente relacionamento, e que estranhei ver o nome incluído nesse conjunto, não conheço os outros, crendo que nunca sequer lá entrei em qualquer um deles, se bem me lembro.

Não quero nem estou aqui a fugir às minhas responsabilidades. Em bom rigor, não sei ainda agora, se houve fiscalização, se o relatório existe, ou se existe e foi adulterado o seu conteúdo. Mas, teria interesse em, já agora, confirmar ou não o que divulguei. Ou se é falso e difamatório.

O que desde logo reconheci e isso está patente nos meus comentários, é que fui, ao contrário do habitual, demasiado imprudente. Tomei consciência disso depois de ler alguns comentários. E não tive problemas em reconhecer o erro e ter escrito por isso, numa resposta a um comentário “ … espero que não se confirmem as denúncias aqui feita publicamente e sendo assim, lavrar o meu pedido de desculpas pela precipitação.”

Que fique por fim claro que acho importante estas vistorias da ASAE, mesmo que alguns as considerem exageradas, e que acho que os relatórios deveriam ser tornados públicos, em nome da saúde pública e do respeito pelos consumidores.

No dia 23 de Novembro de 2007 conto dar-vos notícias.

Até lá talvez pare com o Foice dos Dedos.