Até sempre!

Retiraram direitos aos trabalhadores, precarizaram mais o emprego, congelaram vencimentos, diminuíram salários reais, cresceu o desemprego, aumentou o tempo de trabalho, baixaram as comparticipações em actos médicos e em medicamentos aos mais idosos, baixaram os valores das reformas, dos subsídios de desemprego, aumentaram os impostos, as taxas moderadoras, as propinas, os combustíveis, os transportes, as rendas de casa, fecharam-se escolas, cantinas, hospitais, maternidades, aumentou o fosso entre ricos e pobres e a miséria e a fome está presente em muitas famílias … tudo em nome de um amanhã melhor para todos. Mentiroso e traidor este Governo!

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Bom Natal!

Menino:
Hoje
que é noite
do teu
Natal,
venho pôr
na lareira
que não se acendeu
em todo o dia,
a minha bota
rota,
à espera da tua
prenda.

Tu
que, como eu,
és filho de gente
pobre,
julgo que não te esquecerás
de mim
– que preciso de tudo,
desde umas botas
usadas
que não metam água,
até um pouco
de pão,
para enganar
a fome.

Hoje,
que toda a gente
come
coisas boas,
lembrando
o teu
nascimento,
a fome
custa mais
a suportar,
roi
mais

dentro
e faz sentir
ódios
e maldades
e vontade
de dizer
palavras feias
– mesmo para ti,
Menino,
que parece
que te esqueceste
do frio
que já passaste
e só te lembras dos ricos,
que compram coisas caras
para os filhos,
dizendo-lhes
que foste tu
quem lhas mandou
do céu.

Para nós,

há chuva
e frio
e vento
e lama
e nortada.
E há fome
– há fome, Menino,
daquela que dói cá dentro
e até faz pôr labaredas,
mesmo em olhos de meninos!…

Hoje que ceei saudades
do que comi no outro dia
e, antes de ver
se adormeço,
vou descalçar
esta bota
e deixá-la
aqui,
à espera
dum presente
que me dês.

(Presente, não;
um futuro,
porque o presente que tenho
é bem pior
que o passado
que foi
bem pior
que o teu …)

Alfredo Reguengo
24/12/1969

Coincidências?

Não sou de intrigas e até acredito em coincidências. Mas é inevitável ficar sempre a suspeita a ser verdade o que está a ser veiculado por e-mail:

aviso (extracto nº 20 573/2007), a pessoa nomeada é Manuel Marques da Cunha Costa, familiar do Vereador, José Maria da Cunha Costa; aviso (extracto nº 20 574/2007) a pessoa nomeada é Maria Helena Monteiro de Oliveira Moura, filha do Presidente da Câmara, Defendor Oliveira Moura.

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Ora Phone-ix!

 Pergunta edite_estrela-dn.jpg eurodeputada do PS a Sócrates no debate no Parlamento Europeu: ” Como foi possível alcançar os resultados que alcançou enquanto Presidente do Conselho da UE e, simultaneamente, os resultados a nível interno? Quase parece que tem o dom da ubiquidade”.

Quem a fodesse!..

Imigrantes uma “espécie” maldita

As imagens de imigrantes perseguidos e algemados, após dois dias de viagem em alto mar, numa pequena embarcação sobrelotada, à fome e ao frio, arriscando a vida à procura de uma oportunidade, são imagens que nos deviam entristecer e revoltar, mais a mais, quando isto acontece num país que viveu estas situações, em particular nos anos sessenta e setenta, com milhares de portugueses a emigrar à procura do sonho de uma vida melhor. Tal e qual como agora o fizerem os 23 imigrantes marroquinos.

Choca-me saber que alguns foram perseguidos e algemados, como se de criminosos se tratassem. Choca-me que sejam chamados de clandestinos ou ilegais. Choca-me que sejam indesejados. A imigração é um direito. É por isso que abomino o nacionalismo ou o patriotismo, como queiram. As pessoas devem ser livres de escolher onde viver. Sem muros e sem fronteiras. Ser imigrante é um acto de grande coragem e dignidade. São pessoas que não se conformam com o destino que lhes querem traçar. Os imigrantes são pessoas à procura de uma oportunidade de vida. Afinal eles, como nós, apenas querem viver e ser felizes. É isto que os dirigentes políticos, com raras excepções, não querem perceber, envolvidos que andam em fazer a gestão do capitalismo e não a tentar resolver o problema das pessoas que sofrem.

Pagar entrada no Parque da Cidade? Não obrigado!

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A Câmara Municipal de Viana do Castelo pretender cobrar o acesso ao novo Parque da Cidade em fase final de construção, inserido no programa Polis de Viana do Castelo. Desagradado com esta decisão o CDS/PP tomou a iniciativa de promover uma petição popular.

Eu associo-me a esta campanha, apesar das diametrais diferenças políticas e ideológicas.

O fruir da natureza não deve ser pago. O Parque da Cidade é um espaço público pago pelos dinheiros públicos. O Parque da Cidade foi concebido para permitir aos utentes o convívio com a natureza, a educação ambiental, o lazer, a leitura, o encontro de diferentes gerações, de culturas e de classes sociais. E isso não deve ser pago. É um direito da cidadania e por isso deve ser sustentado pelos dinheiros (municipais) públicos.

Seria criminoso condicionar o acesso por motivos económicos. Os espaços naturais são de todos. Cobrar uma taxa de acesso é inaceitável do ponto de vista social e contrário ao princípio que animou a construção do Parque: “…potenciar o surgimento de um valioso espaço de convivialidade e animação urbana, de formação e informação ambiental e de fruição e contacto com o rio e com a natureza”.

O Parque natural é de todos. Mesmo que resulte de um aproveitamento notável de um espaço degradado. Não é um “condomínio” ambiental apenas para quem tenha possibilidades económicas. Mesmo estando murado.

Nunca irei aceitar o acesso pago seja qual for o valor ou porque como alguns dizem “noutros lados (em alguns) também se paga”. Não pagarei um cêntimo nem que isso implique nunca visitar este espaço público. E não pago por razões de princípio e também de solidariedade social. O Parque da Cidade “ …contribuindo para o fortalecimento da identidade e competitividade urbana de Viana do Castelo e para o reforço da sua afirmação urbana”, paga-se pelo dinamismo económico e cultural que os responsáveis souberem imprimir à cidade.

Assine a Petição!