Divagações.

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Qual o caminho para capitalizar o descontentamento gerado pela social-democracia tecnocrática de José Sócrates? Talvez dissolver o Bloco de Esquerda para criar uma nova plataforma que junte o eleitorado de Manuel Alegre e Helena Roseta e o dinamismo de um novo líder chamado Carvalho da Silva? Não: aconteceu o mesmo na Alemanha no Verão e acontecerá em Itália ainda este ano.

(da Focus de hoje)

Será que é possível à esquerda, às várias esquerdas, esquerdas-esquerdas, encontrarem plataformas mínimas de entendimentos, cada vez mais alargadas? Serão possíveis, entendimentos que conduzam a um partido único, a um Partido da Esquerda Portuguesa, como é o meu desejo?

Que esquerda nova queremos, afinal? Estamos dispostos a sacrificar os nossos “grupos”?

É possível construir um movimento ainda mais largo e mais aberto? É possível chamar os renovadores comunistas, os independentes, os votantes de esquerda, doutros partidos a esta nova organização?

Em que domínios e quais os pontos comuns, susceptíveis de unir a esquerda, na prática e concertadamente?

Serão movimentos tipo “Movimento Intervenção Cívica”, Fórum Social, ATTAC, espaços privilegiados e adequados, de discussão, de procura dos caminhos, de reflexão sobre as escolhas fundamentais e prioritárias, da congregação dos esforços para dar forma a actuações mais eficazes?
(…)

(de A hora que há-de vir!..)

Os partidos são um instrumento político, não podem ser o fim.

Miguel Portas (citado pela Focus)

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9 comentários a “Divagações.

  1. Penso que assim deveria acontecer.
    O eleitorado está a ficar cansado das demagogias de sempre e afinal é hora do Carvalho da Silva saltar para a ribalta política e mostrar o seu valor nestas andanças.

    Com as “figuras” que enumerou, ficaria um “caldo engraçado” e que partiria a Esquerda, para uni-la nesse tal “Bloco” que seria de es querda. ( qual redondância :))

    abr…prof…

  2. Sim é isso que quem manda no nosso pais quer, não é o PS, o PSD, ou o CDS, pois estes partidos limitam-se a servirem os verdadeiros ideólogos das políticas que têm levado o povo Português para a miséria.

    Os verdadeiros ideólogos são aqueles que aumentam ano após anos os seus lucros, à custa da pobreza dos outros, pois não é por acaso que as politicas destes partidos têm atingido os direitos dos trabalhadores, a fim de tornar a exploração destes cada vez mais fácil e barata e não interessa que a vertente humana desapareça, pois isso não produz lucros.

    Enquanto isso, os lucros do sector financeiro vão crescendo…

    Quando nasceu o BE, este era apontado como o verdadeiro partido de esquerda, a comunicação social, de propriedade do grande capital, dava grande destaque, e “tempo de antena” não faltava….

    Porquê?

    Pois desta forma punham o povo a pensar e a sonhar que o BE era o caminho, enquanto o povo estava distraído a sonhar, os golpes aos seu direitos iam continuando e cada vez mais intensamente, havia forma de desviar a atenção… dos verdadeiros propósitos.

    Enquanto isso havia ataques cerrados ao PCP, e a comunicação ignora a existência deste partido, a comunicação social não quer informar o povo, quer sim é entreter o povo, pois o povo esclarecido é um perigo para os interesses instalados.

    E agora que o BE está esgotado, pois já não existe capa que sirva, há que arranjar mais uma distracção, a arma é a desinformação e o entretimento do povo… o poder financeiro até ajuda… pois se estes entretimentos acabam e o povo começa a estar verdadeiramente informado, o crescimento do PCP torna-se um perigo para os interesses dos agiotas da nossa praça.

  3. Formiga

    Este post pega em duas afirmações distintas para “confirmar” que os partidos são apenas instrumentos da luta política, como diz muioto bem o Miguel Portas. Repare que elas (a primeira talvez com intuitos provocatórios, não sei bem) colocam hipóteses de convergências que passam por, no limite, acabar com os partidos para dar lugar a um novo. Mais desprendimento com o “próprio” partido é impossível, em nome de soluções de unidade das esquerdas, contra o espírito de grupos. A Formiga rejeita qualquer entendimento endeusando o seu PCP na linha do comentário do post anterior em que para além do PCP não há esquerda e todos são traidores e uns vendidos. Como é possível!..

    O Bloco está “esgotado” diz a Formiga. Não está mas pode ficar, pelo menos para mim, se resumir a sua política a alinhamento, sem mais, na luta dos trabalhadores, com a CGTP, umas posições e propostas políticas interessantes, e ficar satisfeito em manter ou mesmo ter um pequeno crescimento de número de deputados. Se for esse o “jogo” não estou interessado em participar. Espero que tenha objectivos mais ambiciosos. Para lhes continuar a dar o meu crédito. Já que os outros partidos o perderam à muito.

  4. Camarada Fernando,

    Quanto ao princípio do seu post, não compreendi.

    Em relação “…para além do PCP não há esquerda e todos são traidores e uns vendidos…”, eu não afirmei isso, nem podia afirmar, pois se existe partido que participa activamente em coligações unitárias e faz disso um princípio, é o PCP.

    A minha afirmação foi somente em relação a partidos, pois quanto a pessoas existem muitas com valor em quase todos os partidos (quase porque ainda não encontrei nenhuma do CDS), nomeadamente pessoas militantes ou simpatizantes do bloco.

    Quanto ao BE partido, vou dar só um exemplo, lembra-se como o BE votou na Assembleia Municipal da CML, em 1 de Marços de 2005, o negócio da Bragaparques?
    Mas para abono da verdade deve-se dizer que o BE de hoje está a ser coerente com esta votação, basta ver a aprovação, de 19 de Setembro, sobre o Parque Mayer.

    Já agora sabe dizer porque na Assembleia Municipal, de 28 de Setembro 2007, o BE votou contra uma moção do PCP que recomendava à CML a reabertura dos concursos públicos que podiam possibilitar a regularização da situação precária de centenas de trabalhadores?
    Não vi nenhum trabalhador, militante ou simpatizante do BE, da CML a defender isto, no entanto foi a posição do BE.

    Pessoas essas que lutam diariamente pelos direitos dos trabalhadores, mesmo com prejuízo para a sua vida pessoal.

    Quanto ao BE partido, não possui qualquer filosofia de apoio ao trabalho sindical, em relação ao trabalho de organização nesta área, nem se pode dizer que deixa muito a desejar, porque ele simplesmente não existe.

    Para concluir, tenho muito carinho e respeito por muitos militantes do BE, que me costumam presentear com diversas discussões politicas e sindicais, saudaveis, no entanto, quanto ao BE como partido, não obrigada.

    Pois em tudo o que participo gosto de ser coerente, defendo certos ideais políticos e sociais, mas não me limito a defender pratico. Gosto muito da minha consciência.

  5. Formiga

    Gostei a sério que me chamasses camarada. Para mim tem significado. Quanto ao resto … não me vou repetir, as minhas respostas estão dadas nos comentário do anterior post e em tantos posts que publiquei. Sobre a minha visão do sindicalismo podes ler aqui.

    Espero que um dia possas ver o Bloco de outra forma. E que tenhas uma visão menos “eudeusada” do teu partido. Sem partidarites. Para que as esquerdas possam percorrer caminhos comuns. Eu sou mais do que uma pessoa de partido, nunca me senti aliás. Sou um homem de esquerda, acima de tudo.

  6. Não são visões endeusadas como dizes. è a verdade Por aqui o BE simplesmente desapareceu depois de tanto empenho em campanha eleitoral e dizer que defendia a esquerda mais que qualquer outro partido o certo é que por aqui o PCP ainda mexe e de certeza mexerá muito mais é pena é que a nivel nacional o tempo de antena é nulo ultimamente só quem tem direito a opinião é o CDS, O PSd e o BE , sem falar no PS claro está, o PCP interessa que desapareça? eu só pergunto porquê? não é necessário?? ou não interessa que seja??? assim quando só falamos que queremos unir esquerdas com os renovadores e não com o proprio partido eu pergunto ás pessoas iluminadas que por aqui aparecem ( sem ofensa) porquê??

  7. Nelly,
    Saúdo o teu regresso. O Bloco é para mim, mais um, apenas isso, partido de esquerda, não é o partido da esquerda, como não é o PCP. Para mim o Bloco é apenas um movimento/partido cujos princípios e propostas políticas, estão mais de acordo com a minha visão do que deve ser a esquerda agora e especialmente no futuro. Ainda é. Com todas as suas diferenças, difíceis de conciliar, o Bloco tenta fazer o seu caminho. Com muitos erros é certo, com algum oportunismo/oportunistas (de certeza, como em todos) mas empenhados na sua maioria em mudar o país. O Bloco é apenas mais um instrumento da luta política, para alargar as lutas, a consciência política e para alargar o campo à esquerda. O Bloco não concorre (espero que não concorra) para disputar o terreno do PCP. O Bloco não cresceu à custa eleitoral do PCP e espero que continue assim. O problema que parece ser irresolúvel …é que o PCP julga que é a única esquerda e recusa qualquer tentativa de unidade se não conseguir controlar os movimentos onde essas tentativas são feitas. Sabemos todos que é assim e é pena. Continuo a achar que devia haver um esforço à esquerda para assegurar acordos mínimos tendo em vista no futuro a criação de um grande partido da Esquerda a sério.

  8. As tuas palavras pelo menos são mais coerentes que as de José Manuel faria , que certamente é iluminado. Já que todos os que votam no PCP não o são è por causa de palavras á toa como aquelas que nunca conseguiremos unir as esquerdas… tás a ver…!

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