O povo não pode esperar

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Eu ando um pouco zangada com a esquerda. Em particular com o Bloco de Esquerda. Porque é do Bloco de Esquerda que espero alguma coisa mais.

O PCP sabe-se, não quer mudar nada à esquerda. A existência do PCP resume-se a fazer uma oposição conservadora e corporativista. Aos dirigentes do PCP chega-lhes a CGTP para a luta política e o protesto, uma dúzia de deputados para quase nada de relevante e um passado político na luta antifascista.

O Bloco de Esquerda deve querer mais. Eu quero mais do Bloco senão não vale a pena. O Bloco deve querer ser um partido do poder. Agora. É isso que deve anunciar. Sem isso nada feito. O Bloco com três, sete ou dez deputados, é a mesma coisa. Para mim bastava um com o tempo de antena dos sete. O Bloco de agora não é melhor que o Bloco quando tinha dois deputados. O que eu espero é um Bloco a influenciar a governação. O mais rápido possível. Com acordos ou partilhando o poder.

Com este PS de Sócrates não há acordos possíveis, mas o discurso do Bloco deve ir ao encontro das expectativas dos eleitores do PS, quebrando o PS, provocando divisões internas. Precisa de olhar igualmente para a massa de eleitores do PSD. Para isso precisa de fazer algumas reorientações no discurso político. Também na prática política. Precisa adaptar a linguagem. Inventar formulações. Ser popular. Não aparecer aos olhos dos eleitores como estando sempre do contra.

Tal não significa abdicar dos princípios, dos objectivos, das propostas políticas. O Bloco tem um projecto político e em algum momento deve ser colocado em causa.

Mas não se pretende a revolução amanhã. Pode ser depois de amanhã. Mas para isso é preciso conquistar as pessoas com inteligência. Desde que sejam povo todos os apoios são bem-vindos.

O que as pessoas, todas as pessoas de esquerda desejam, se verdadeiramente são de esquerda é antes de tudo, o bem-estar do povo, é dignidade e justiça social, são enfim melhores condições de vida para todos. E liberdades.

Quero dizer por fim que estou mais à esquerda que nunca. Mas as discussões filosóficas e ideológicas, não podem iludir um problema premente; o povo não pode esperar.

Uma nota final. Gostava de ver o PCP empenhado numa convergência à esquerda sem preconceitos e sem pretensões de liderança. Será um dia… porque o PCP é indispensável.

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22 comentários a “O povo não pode esperar

  1. Muito fascinante a imagem que metestes que representa A Liberdade guiando o povo…pintura de Eugène delacroix.

    O povo esta ficando afogado, esta sufocando, e não se vê aquele salvador por perto para o despertar…

    Hoje muitos pensam que ser da direita o ser da esquerda é igual, eu também assim penso…Eu sou pelos os direitos das pessoas, para viverem bém e com alguma dignidade…e hoje não é o caso e portanto o governo é da esquerda…

    Como queres que o povo siga esses politicos corrompidos ?

    um beijo.

  2. Caro Fernando eu penso exactamente o mesmo. O problema é que esta “linha” ou “tendência” é minoritária tanto na Mesa Nacional como na Comissão Política.

    Os “moderados” são apelidados logo de sociais-democratas ou reformistas.

    Achas que´foi por acaso que Miguel Vale de Almeida saiu, e Daniel Oliveira baixou às bases.

    O PSR e a UDP ainda têm o controle do BE (sem ofensa).

  3. O povo não pode esperar mesmo. Está em curso na blogosfera um movimento de solidariedade para com os trabalhadores portadores de deficiência, no sentido da reposição dos benefícios fiscais que lhes foram retirados no OE 2007. A iniciativa é do blog “o país do Burro”, que lançou um repto a todos para que coloquem um pequeno dístico nos seus blogs. Agradece-se a colaboração de todos.

  4. Se me permitem vou meter a foice na vossa seara.

    O problema do BE não é as saídas dos “Miguel Vale de Almeida” ou dos “Daniel Oliveira”. Pelo contrário, o problema do BE é o excesso de social-democratas e a falta de militantes operários.

    O BE peca por falta de obreirismo e excesso de liberalismo.

    Portugal precisa na esquerda de uma alternativa ao PCP e ao PS, uma alternativa capaz de ganhar o eleitorado do PCP e particularmente dos eleitores do PS. Evidentemente que se dos potenciais eleitores do PSD e até do CDS, se alguns quiserem mudar o rumo das coisas e contribuir para uma alternativa, podem e devem fazê-lo engrossando o eleitorado bloquista. Mas que ninguém se iluda… o eleitorado, a génese do eleitorado bloquista está nos que sofrem, nos que são expurgados de direitos, nos que não têm trabalho, nas mulheres secularmente oprimidas, nos jovens precários, na intelectualidade revoluncionária, nos que fartos do conservadorismo institucional exigem a liberalização dos costumes, o eleitorado bloquista não está sedeado nos actuais eleitores do PSD.
    Caríssimos, no interior do Bloco não há excesso de PSR, muito menos de UDP… no interior do Bloco falta Partido, no interior do bloco falta memória e há excesso de Politica XXI e de carreiristas de palmo e meio.

  5. O que eu espero é um Bloco a influenciar a governação. O mais rápido possível. Com acordos ou partilhando o poder.

    O mais rápido possível. Com acordos ou partilhando o poder.

    Com acordos ou partilhando o poder.

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    O que eu espero é um Bloco a influenciar a governação. O mais rápido possível. Com acordos ou partilhando o poder.

    O mais rápido possível. Com acordos ou partilhando o poder.

    Com acordos ou partilhando o poder.

    MESMO QUE SEJA COM O DIABO, O QUE É PRECISO É PARTILHAR O PODER!

    o que é preciso é um acordo… para partilhar o poder.

    partilhar o poder.

    partilhar o poder.

    partilhar o poder.

    poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder, poder,

    PODERRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!

  6. Francisco Mendes
    O Bloco é um espaço das esquerdas anticapitalistas que se revêem num ideal socialista. Cabem comunistas, socialistas, social-democratas, de todas as profissões, estratos sociais, origens, credos e raças, etc. O Bloco tem um programa político comummente aceite.

    O problema não é um excesso de social-democratas (nem sequer é o caso) ou falta de um operariado (onde está ele, mesmo no PCP?). O problema em minha opinião é da estratégia política.

    O Bloco não deve em minha opinião disputar o eleitorado do PCP. O PCP cumpre um papel importante embora às vezes pernicioso, devido ao sectarismo. O que interessa é fazer mossa no eleitorado do PS e porque não em parte do PSD, enfim onde está o povo.

    E como é que isso se faz, não abdicando do programa, do projectos, dos princípios políticos?

    Apresentando-se como uma alternativa de poder, com propostas, com pessoas, com um discurso positivo e coerente, com propostas políticas sérias e exequíveis. Declarando com ênfase que são possível outras políticas, opostas às políticas neoliberais. e que está disponível para ser governo. E assim distinguindo-se de um PCP conservador e corporativista. E de um PS e PSD ao serviço dos interesses dos mais fortes.

    O eleitorado potencial do Bloco pretende mais de que uma voz de consolo, pretende alterações de políticas. Esta merda não pode andar toda a vida entre o PS e o PSD e nós, por aqui, mandando umas bocas, participando numas manifestações, nas greves, resistindo, mas assistindo impotentes a um país onde se acentuam as desigualdades, se atacam os direitos sociais, se destrói o Estado social.

    É preciso entrar no eleitorado dos partidos tradicionais, (eles estão nas empresas, nas fábricas, nas escolas) e escaqueirar aquilo tudo.

  7. Quem sou eu para o desdizer?
    Evidentemente que o rotulo de sectário (porque não esquerdista? maoista? ista de qualquer coisa?) dá jeito para evitar o debate.
    O senhor contudo não nega o seu desejo de poder. Repare, você não exclui parceiros, qualquer um lhe serve, desde que o poder fique ao alcance da sua mão.

  8. Que debate é que pretende Emiliano se no seu primeiro comentário a única coisa que fez foi repetir até cansar, duas frases acrescentando-lhe uma da sua autoria adiantando um juízo de valor sem me questionar sobre o sentido do que escrevi.

    Evidentemente que desejo que a esquerda tenha o poder. A esquerda a sério. Não a “esquerda” de Sócrates e de outros afins. Eu escrevi ” Com este PS de Sócrates não há acordos possíveis …” E obviamente toda a direita naturalmente excluída como é fácil de perceber. Está escrito no post Emiliano. Você leu concerteza.

    Por isso não invente ao dizer aos gritos ” Mesmo que seja com o diabo”. Falei no Bloco porque representa uma esquerda mais plural, logo mais abrangente, mas não excluo nenhuma esquerda, partidária ou não, pelo contrário, é perfeitamente legitima a ambição de exercer o poder por si ou partilhando-o.

    Já escrevi aqui que penso que a esquerda devia tentar uma convergência para um programa de convergência assente em denominadores comuns.

    Se tenho a ambição de pensar que é possível construir uma sociedade melhor, naturalmente que quero que essa esquerda determine as políticas adequadas a esse fim. Para isso é preciso ou estar no poder ou partilhar a governação. Claro que podemos estar aqui toda a vida a resistir e a protestar mas isso não deve chegar.

    O que eu penso é que a esquerda e por maioria de razões o Bloco se quer conquistar a confiança e a credibilidade, deve assumir-se como um partido que quer disputar o poder. Desde já deve manifestar sem timidez essa ambição. A não ser que se contente em ser mais um. Eu não me conformo com a esquerda fora do poder e este reduzido ao PSD e PS e às políticas neoliberais.

    Em termos pessoais não tenho qualquer pretensão de exercício do poder. Sou tanto pequenino e tão pouco qualificado, amigo.

  9. fly

    Não colocas nenhuma questão concreta a não ser manifestar um desejo. Por mim tudo bem embora preferisse uma outra abrangência e dele discorde em bastantes aspectos.

    Aproveito para dizer que gosto muito do teu Blogue pela acutilância, por ser bem informado, e pelas ideias na generalidade. É uma das minhas visitas frequentes.

  10. O BE tem projecto político? Tem é vários, só depende dos interesses em dado momento.

    Os projectos mais actuais, foram o antes das eleições para a CML e o depois das eleições para a CML.

    O PCP juntar-se a um partido que diz estar ao lado dos trabalhadores, e logo ao virar da esquina espeta-lhes uma faca nas costas?

    O PCP estar ao lado de um partido que o trabalho dele em relação as lutas dos trabalhadores, é fazerem uns discursinhos na comunicação social, darem uma voltinha, e a seguir ficarem à espera que os outros trabalhem e lutem pelos direitos dos trabalhadores?

    O PCP estar ao lado de um partido que se alia à UGT, no papel de capacho do PS, e ajuda no roubo dos direitos dos trabalhadores?

    Não o PCP nunca pode estar ao lado de quem trai o povo Português…. Os programas políticos do PCP são para cumprir, e não para serem rasgados logo após as eleições.

    Vão perguntar aos trabalhadores precários da CML, como é que se sentem com a hipocrisia e traição do BE, e não precisam ir muito longe, pois alguns desses trabalhadores até são militantes do BE.

  11. Formiga
    São posições como as que aqui expressa que fazem com que descreia na possibilidade de um dia a esquerda fazer alguma coisa de verdadeiramente útil depois do 25 de Abril.

    Eu tenho 52 anos, trabalho desde os 13 anos e tive desde muito cedo uma militância política sindical e cívica sempre ligado a movimentos de esquerda, conheço bem o papel do PCP nos movimentos associativos. Não gostaria de falar muito sobre isso para não dizer coisas desagradáveis pelo respeito que merecem outros comunistas. E além disso já escrevi muito sobre isso.

    Lendo o que escreve deixo-lhe uma pergunta: para si há mais esquerda para além do PC. Ou há PC e traidores? O que diz sobre o Bloco fica-lhe mal. Dizer que apunhala os trabalhadores, que está feito com o capital; que não está ao lado da luta dos trabalhadores; que ajuda no roubo ao direito dos trabalhadores; que trai o povo português, etc, é um discurso tão bafiento, tão sectário e não leva a lado nenhum.

    A esquerda não é o PCP. Esse discurso não leva a lado nenhum. Ainda agora CGTP reuniu com o PCP e o Bloco para a greve do dia 18 Outubro. Toda a gente da esquerda tem estado nas lutas e nas ruas com a CGTP não é só o PCP, não se iluda.

    Sobre Lisboa, precisa como já li alguém dizer, ler mais do que o Avante. Ainda agora PCP recusou o orçamento participativo, por exemplo. E sobre os precários também precisa de se informar melhor. O Sá Fernandes não vai dar o aval para despedir os precários. Agora o que vai com certeza é moralizar a pouca vergonha de “assessores e amigos” do carmona e cªs que por lá pululam. Agora falta-me tempo, se as circunstâncias e o tempo me permitirem irei responder-lhe com mais calma.

  12. Já tive oportunidade de responder a estas questões noutro post “divagações”, no entanto para completar.

    Em relação “….precisa como já li alguém dizer, ler mais do que o Avante…”, isto é uma frase demagoga, no entanto posso informar que uma das coisas que mais gosto da vida é ler, e como o avante só sai uma vez por semana, o militante de dois em dois meses, não consigo me limitar a estas leituras, mas agradeço a preocupação e se precisar de bons livros, para ler (não para enfeitar a estante), diga-me.

    Em relação ao orçamento, deixo-lhe aqui um texto de um camarada.

    Hoje na CML (
    Em defesa dos interesses da população da Cidade, PCP votou contra o chamado ‘Plano de Saneamento Financeiro’

    Na sessão de hoje da CML, o PCP votou contra a proposta de um designado Plano de Saneamento Financeiro.

    As razões do PCP são as seguintes:
    O PCP votaria a favor se se tratasse apenas de votar um empréstimo bancário para garantir pagamentos a fornecedores, o PCP votaria a favor, já que, com autonomia e sem submissão ao governo, se transferiam para a banca as dívidas da CML e, em simultâneo, se resolveriam problemas de empresas, sobretudo de pequenas e médias empresas que vivem dificuldades acrescidas por causa das dívidas da CML.
    O PCP não pode concordar que, sob o álibi do plano, se pretenda luz verde para aumentar para o máximo os impostos e taxas sobre os cidadãos de Lisboa.
    Não pode aceitar que, sob a mesma protecção, se pretenda reduzir indiscriminadamente e sem nenhum critério definido as despesas com pessoal, eventualmente à custa dos trabalhadores e da dispensa aleatória de uma percentagem de contratados.
    O PCP não aprova que se pretenda reduzir também indiscriminadamente em 30% a atribuição de subsídios a colectividades e a outras instituições de carácter social.

    Esta é uma linha política que o PS segue no Governo e agora também na CML, com o apoio e o voto do Bloco de Esquerda: cortes no investimento directo, aumento de impostos sobre os cidadãos e redução em pessoal.

    Sobre “…sobre os precários também precisa de se informar melhor…” será que sou eu que tenho de me informar melhor? Veja se estes textos o ajuda, que são de um amigo meu e que se calhar você também o conhece.

    http://esquerda-comunista.blogspot.com/2007/09/despedimento-colectivo-na-cml.html
    http://esquerda-comunista.blogspot.com/2007/10/bloco-de-esquerda-congratula-se-com.html

    Quanto”… O Sá Fernandes não vai dar o aval para despedir os precários. Agora o que vai com certeza é moralizar a pouca vergonha de “assessores e amigos” do carmona e cªs que por lá pululam…”, aqui acha que também estão incluídos os assessores do Sá Fernandes, que o são em part-time, e ganham, ganham… já agora se me souber responder, quantos eram antes das eleições? Quantos são agora? Se não for abusar como se chamam? É só para tentar perceber de onde vieram.

    Quanto ao moralizar,
    o tal programa que custou à CML muitos euros, (mas carregue nos euros) e que foi adquirido através de uma empresa (que não pertence a ninguém ligado ao PCP, PS, CDS, à Roseta, nem ao Carmona), já funciona? Acha que o Sá Fernandes vai denunciar esta situação?

    Camarada Fernando, eu gosto de discutir, mas as discussões têm que ser sérias e sem demagogias. Mas acredito que não seja por mal, mas sim por estar mal informado.

    Saudações sindicais

  13. Formiga
    Quando falo em ler para além do Avante refiro-me obviamente às questões da política… podia ter falado no site do partido ou nos Blogues de pessoas do PCP, mais “fechadas”. Peço desculpa se não me fiz entender. Para que a troca de argumentos não seja redonda, batendo sempre sobre os mesmos assuntos é preciso OUVIR as explicações contrárias.

    Sobre o orçamento participativo não há volta a dar o PCP votou contra em Lisboa. Aqui em Viana por exemplo, absteve-se. Será que não tem uma posição política definitiva sobre o assunto? O voto contra o saneamento financeiro também não se compreende. O PCP até estava de acordo desde que “…com autonomia e sem submissão ao governo …” O que é isto! E que alternativa apresentou a CDU?

    Quanto ao aumento das taxas dizem respeito unicamente a prédios devolutos e deixados ao abandono. Essa é uma proposta que toda a esquerda pelo país fora tem vindo a apresentar, e que consta de todos os programas políticos; o pagamento de uma taxa do IMI superior sobre os prédios deixados ao abandono. Qual é o problema então?

    Diz a Formiga… sim reduzir a despesa mas sem que seja “à custa dos trabalhadores … da dispensa de contratados … nem reduzindo os subsídios às associações…”. Já agora, aconselho eu a fazer outras leituras. Por exemplo aqui.

    Está escrito no plano por proposta de Sá Fernandes que “a diminuição prevista de 30% no valor das avenças não colocará em risco de desemprego os chamados “falsos prestadores de serviços”, os funcionários da Câmara que desempenham funções do quadro há vários anos e que continuam, escandalosamente, ainda hoje “a recibos verdes”. O que é que isto significa? Significa que segundo o plano “esses trabalhadores deverão ser integrados no quadro da CML.”.

    Mas a Formiga não acha que a Câmara de Lisboa depois do regabofe das últimas governações do PSD e do estado caótico em que ficou, precisa de alguma moderação e controle das despesas?

    Como a A Formiga sabe, ao contrário do que diz o PC, não há uma coligação de poder na Câmara de Lisboa entre o PS e o Bloco, como por exemplo existiu entre o PS e a CDU no tempo do filho Soares (aí sim a CDU tinha de aprovar tudo e soube aproveitar-se de lugares “chave” nas empresas municipais, como convém e fazem os partidos de direita). O que existe é um acordo em determinados pontos e apenas sobre isso e que por “acaso” são propostas de Sá Fernandes apresentadas em campanha eleitoral ou não é verdade?

    Os assessores de Sá Fernandes, Formiga, não eram funcionários, não foram e não vão ser integrados na Câmara, AO CONTRÁRIO do que pelos vistos defende o PCP (a integração de TODOS os avençados, incluindo toda a cambada de oportunistas lá enfiados pelo PSD)) e é por essa razão que Sá Fernandes e o Bloco defendem e fizeram aprovar uma diminuição das avenças, “diminuição os desperdícios e racionalizando os custos” sem que seja “à custa dos trabalhadores e diminuição dos serviços essenciais”. O que tem contra?

    Quanto aos assessores de Sá Fernandes como a posição do Bloco sobre a questão da permuta de terrenos relacionado com a Bragaparques esse “número” já cansa e está mais do que explicado. Há por aí disponível um vídeo com a sessão gravada da assembleia municipal em que a decisão foi tomada e que desmente o que o PCP pôs a circular. Sá Fernandes tinha um número elevado de assessores mas o trabalho desenvolvido por essa equipa foi muito importa e levou à queda da Câmara, denúncia do caos e corrupção em Lisboa. Mas apesar do número (11 creio) Sá Fernandes gastava menos do que os outros com menos assessores e nenhum foi integrado nos quadros.

    Claro que acredito em Sá Fernandes, o seu passado fala por si. E nem sequer é do Bloco de Esquerda. Sobre as posições do Rui Faustino não lhe concedo credibilidade nestes aspectos quando desqualifica o Sá Fernandes como o candidato das esplanadas. Isso não é política. É baixo.

    A nossa diferença é que eu quero uma esquerda mais unida, mais combativa, mais aberta, menos sectária e estou-me nas tintas para o “meu” partido (aliás eu sempre considerei que não tenho partido). Tal como o Miguel Portas acho que os partidos não são o fim mas sim um instrumento da luta política. A Formiga pretende que na esquerda tudo fique na mesma. Com o seu PC a “liderar”. Não vamos lá assim. Dispenso-me de comentar essa diferença entre militantes e o Bloco em si. Não faz sentido. O Bloco é o conjunto: de militantes, simpatizantes e políticas.

  14. ahahaha Viva o Marxismo Leninismo!

    ahahaha Grande confusão!!!! Parece o BÉ! ahahahah
    Façam um favor à esquerda, não falem dela 🙂
    Esquerda é luta!
    E outra coisa… na luta de classes.

    Com licença
    antoniomaia

  15. ahahahahah tu tens consciência que és reaccionário, não tens? Para não te chamar revisionista, que é mesmo o que representas ahahahah
    Com que então poder, querem poder, amigos, na conjectura actual diria que oiço esse discurso no congresso do psd ahahaha , mas não, oiço, leio esse desejo, da esquerda da tanga, só podem estar a gozar com as pessoas todas ahahahahah com o ps, agora o Sócrates de tão reaccionário passou a estúpido para convidar o Louçã para ministro da economia ahahahaha pândego, mas não me podes chamar labrego ahahahahah e gozam com os votos das pessoas ahahaha o voto das pessoas é no compromisso com os interesses do grande capital ahahaha desculpem mas não aguento mais, mas um conselho mais, além de deixarem a esquerda em paz, discutam o futebol ahahaha larguem a discussão política 🙂

    Viva o marxismo leninismo!
    antoniomaia

  16. Bem, como militante comunista e que acredito nos seus ideais, e tento cumprir os estatutos… HOMENS… POUPEM-ME!!!Quem lixa sempres esta merda(desculpem a expressão) são estas ideias de jirino para não falar num animal mais Graudo… assim não vamos lá .. eu sei que o BE ainda não chegou lá … mas o PCP assim tambem não sei se avançará…Talvez, só talvez, não me trucidem….talvez esteja a chegar a altura de temos calma e se calhar juntar ideias não precisamos concordar com tudo mas se calhar era preciso mais tolerancia de parte a parte.. só talvez, porque sozinhos nem BE Nem PCP… acho eu e espero não ser banida… (Tou na brinca….)è preciso calma e ler nas entrelinhas… formação acho… è necessário!

  17. O bloco, é isso, é um bloco que não se sabe nem bem, nem mal o que quer. Quer, porventura perpetuar o capitalismo com a noção de que para lá do mesmo, é o vazio e entretanto vai tendo com que se entreter numas “arruaças mal dispostas” que em vez de adiantarem, atrazam. Não tem directrizes ideológicas, aquilo é uma amálgama de “esquerdalhos” ca- da qual com a sua proveniência, desde maoístas, stalinistas, trotskistas, tudo isto misturado, dá o que dá. Para alem disso o passado político dos srs. drs. profs. dirigentes, não lhes permite que, usufruindo de regalados e chorudos ordenados, façam muitas ondas, senão o sistema que os construiu e os promoveu, zanga-se com eles e lá se vai a vida boa, travestida de vida de luta.
    O PCP, ao contrário, não trai o seu passado de luta. A luta do PCP, é acabar com o capitalismo, historicamente condenado e implantar uma sociedade socialista. Todos os processos dentro da legalidade que nos é imposta, pela “ditadura burguesa” a que eufemisticamente chamam de democracia, nos parecem lícitos e justos. Para já queremos para a construção dessa sociedade, criar as condições subjectivas que permitam dar o salto em frente. As condições objectivas, essas, já existem, as outras, as subjectivas, constroem-se na luta do dia a dia. na resistência às leis laborais, aos despedimentos, à flexibilização do vínculo laboral, na resistência como o fazem os professores à lei que impõe as avaliações, e um sem número de outras lutas que no dia a dia se travam, nas empresas e nos mais diversos locais onde se trabalhe, etc, etc. Em todas essas lutas o PCP está e estará presente. Lança-se a ideia através da Comunicação Social, que o PCP está anquilosado, está ultrapassado, e os “intelectuais de meia tijela”, agarram -se a essas premissas, que objectivamente os promovem, para fazerem contra vapor e atrazar a luta a que o PCP meteu ombros, há 87 anos. Para os “blocos”, vamos lá ver “o estoiro” que as directrizes dadas para a luta na Autoeuropa que implementaram um acordo, a um tempo oportunista, e desastroso. VEREMOS OS EPISÓDIOS SEGUINTES!!!

  18. Que me desculpe a Nelly, mas o sectarismo dos outros comentários é demonstrativo do que pensa muita gente no PCP e a totalidade da Direcção. Equerda há só uma, o PCP e mais nehuma. Tudo o resto é esquerdalhada ao serviço do grande capital e a direita e o grande capital.
    É pena, mas é o que eu vejo. Independentes, bloquistas, socialistas, tudo na mesma gamela e com o mesmo rótulo!
    É pena, mas é real, embora seja absurdo.

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