Bloco de Esquerda

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A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda ratificou, como se esperava, o acordo de Lisboa entre o PS e o Bloco de Esquerda. O acordo é positivo para Lisboa e permite a Sá Fernandes implementar algumas das suas propostas mais emblemáticas, sem estar prisioneiro de outros compromissos.

Embora possa compreender, não concordo que o Bloco tenha necessidade de reafirmar que não fará coligações com o PS para as legislativas de 2009. O Bloco não pode estar prisioneiro de fantasmas. O Bloco tem uma actuação própria e não pode ficar constrangido por afirmações mal intencionadas que visam condicionar a sua actividade independente e se constituir como uma alternativa política credível.

Também não posso concordar que a esta distância afirme que não fará coligações autárquicas, seja com o PS ou qualquer outra força política de esquerda. É um erro. O plano da intervenção autárquica assume características peculiares que uma reserva de cautela, sobre eventuais coligações de esquerda, deveria ser tido em conta.

A direcção do Bloco, emaranhada em tendências, vem-se mostrando incapaz de concretizar a política estratégica, aprovada na última convenção, para não provocar roturas internas irremediáveis, sendo que algumas parecem ser indispensáveis, a um processo de renovação e crescimento.

Em minha opinião, volto a afirmar, as tendências organizadas, tendem a criar pequenos grupos, cada vez mais fechados, mais fixados nas suas posições, cada vez mais inflexíveis, sendo tanto pior quando uma dessas tendências, a Ruptura/FER, se caracteriza por uma rigidez ideológica, contrária ao projecto político de construção de uma nova esquerda.

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2 comentários a “Bloco de Esquerda

  1. José Manuel Faria. É impensável o Bloco fazer uma coligação com o PS nas legislativas. Seria uma traição depois das políticas mais anti-sociais e mais à direita algumas vez promovidas por um partido político. Já quanto ás autárquicas, sem prejuízo da orientação estratégia nacional, as organizações locais devem ter um papel na definição das políticas e uma lata autonomia para eventuais acordos ou coligações eleitorais.

    É conhecida a minha oposição às tendências organizadas. Não por temer as criticas, bem pelo contrário, acho-as perfeitamente legítimas e necessárias, mas porque aguçam, um espírito grupista, porque instalam a desconfiança sobre as posições políticas gerias, porque fazem oposição permanente, porque querem fazer valer pontos de vista mais ou menos rigidos e priveligiam pouco o consenso. Este facto agrava-se, tanto mais, quanto for a inflexibilidade ideológica do “grupo”. O que pode impedir que cada um dos militantes tenha uma atitude proactivamente critica e a possa manifestar em qualquer lugar ou ocasião? Nada, penso e espero eu. O que os dirigentes devem priviligiar é o consenso e a discussão livre e aberta, sem tabús e sem querer impôr posições políticas à “força”.

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