Venha a “reentré” política

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Chamar os bois pelos nomes. Há momentos em que é preciso chamar todos os nomes “feios”. Todos os nomes feios a alto e bom som. Não é isso que dá razão a alguém. Mas há alturas que é preciso, falar curto e grosso!

Não sou um adepto da guerrilha, como táctica. Gosto de resolver logo os problemas. Sou pelo diálogo, pela concertação, pela troca de argumentos. Abomino conflitos. Fico mesmo doente. Mas gosto de dar o meu murro na mesa, quando necessário. Quando tem de ser. Nos momentos certos. Detesto a hipocrisia. Defendo os consensos, os acordos, não conflituar por qualquer coisa, defendo a serenidade. Mas não compactuo com o abuso, com falsidades, com hipocrisias, com desrespeitos… aí sou bravo, transfiguro-me.

Isto anda tudo em águas mornas. Tudo muito calado. Muita diplomacia, elegância, cortesia, muitos salamaleques. Parece que não se passa nada. Tudo em férias. Tudo distraído. Tudo gente muito bem-educada. Arre!

Parece que estamos todos satisfeitos com a vida. Já resmungamos, protestamos e esquecemos. Dizemos que isto não vai lá. Eles dominam tudo. Não há nada a fazer e adormecemos, embalados.

Quando alguém diz em voz alta o que pensamos em voz baixa, vemos motivações encapotadas, insídias, desconfiamos de tudo e de todos. Ah quanta raiva, às vezes sinto!

Por isso regozijo-me quando ouço alguém a pôr a boca no trombone. A dizer o que os outros calam. A chamar o nome aos bois. A paciência tem limites. E para certas coisas, nem há margem para a paciência ou a tolerância. É preciso partir a loiça. Deixar para lá a boa educação, os bons termos.

Portugal sempre teve um problema de liderança e de falta de rumo. As nossas lideranças, as elites deste país ou são incompetentes ou são interesseiras. Os são ambas.

Por causa disso, atrasamos-nos. Por causa disso, temos problemas de contas públicas, temos um país adiado, sempre à espera de melhores dias. Temos um país em que uns enriquecem muito depressa, tão depressa como outros empobrecem. Um país de mais ricos e um país de mais pobres. Estamos sempre a bater na mesma tecla.

Quando não há dinheiro para tudo há que fazer escolhas políticas. Há que pedir maiores esforços a quem pode esforçar-se mais. A classe média-baixa, aos mais pobres, já não se lhes pode pedir mais. Há que pedir, exigir, ou retirar a quem pode.

Que venha a reentré política!

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2 comentários a “Venha a “reentré” política

  1. As caixas do estado estão vazias porque quém pode pagar não paga, sabe muito bém desviar os lucros e os mais pobres esses que tanto pagam todos os dias e de que maneira, teem pouco para dar…
    Nada mais a acrescentar, dizes tudo quanto penso deste pais que anda a deriva.
    Um beijo.

    Ia esquecer, desejo te um dia muito feliz neste dia tão especial…
    Um bom aniversario Fernando ! 🙂

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