Segurança e higiene alimentar em estabelecimentos comerciais em Viana do Castelo

Chegou-me às mãos um excerto do relatório da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), sobre a segurança alimentar, higiene, conservação de alimentos e atendimento ao público, decorrente da vistoria aos estabelecimentos comerciais e agentes do turismo de Viana do Castelo.

Tomando como verdadeiro o relatório e não querendo ser conivente com esta situação e também para proteger os estabelecimentos com boas práticas, alerta-se os compradores nos estabelecimentos abaixo mencionados, para a gravidade das situações relatadas e para o facto de tais práticas, configurarem um abuso e um desrespeito pelos consumidores, de que podem resultar problemas para a saúde dos clientes.

Café Garrett: sito no centro comercial bairro do Jardim: R. José Espregueira 8
Café Pikaki: sito no Largo Senhora Necessidades 84

Falta de higiene na confecção de empadas, pastelarias. Forno não atinge os 75 graus Celsius necessários à confecção de empadas de frango. Utilização de pré – congelada na confecção de pastelaria variada -fraca qualidade de fabrico e foco eminente de contágio e degradação.

Café Filadélfia: sito na R Rodrigo Fontinha Lote 6-r/c-E
Café Cyrne: sito na R Francisco C Castro 16-r/c
Café Himalaya: sito na encosta das Mimosas

Falta de higiene na confecção de sandes, não lavagem das mãos, permeiam com maneio de dinheiro, focos iminentes de baratas, nunca teve uma desinfecção contra as baratas, nível elevado e risco de saúde pública. Elevado grau de bebidas fora de prazo, incluindo compais, sumos e refrigerantes, com data expirada. Snacks e aperitivos, com data expirada à venda. Copos, guardanapos e WC, sem o mínimo exigido de higiene. Maquina de lavar louça, com elevado grau de sujidade, sem quantidade de detergente e falta de renovação da água. Café demasiado queimado, com elevado teor de agentes cancerígenos.

Pastelaria Caravela: sito na Praça República 58/62
Confeitaria Flôr: sito na rua R. José Espregueira 8

Elevada percentagem de espessantes, conservantes e fermentos industrial na confecção do tradicional pão português e incluindo o pão reduzido, dito bijou -grau elevado de E381, e aromas na pastelaria -grau elevado de agentes cancerígenos e de gorduras poli saturadas. Falta de higiene no manuseamento do pão e derivados de confeitaria e uso recorrente de sobras de limão, para consecutivos cariocas de limão, e palhinhas para uso de beber refrescos.

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10 comentários a “Segurança e higiene alimentar em estabelecimentos comerciais em Viana do Castelo

  1. Realmente não se pode mais dar uso ao ditado que diz O que não mata, engorda. Já não sabemos muito bem o que andamos a comer. Estas vistorias e respectivos relatórios são bem-vindos, assim como a sua divulgação.

  2. Desde que se tenha a certeza das informações… O que não me pareçe que seja correcto nos casos apresentados… Há que ter algum cuidado quando nos dispomos a apontar o dedo a alguém

  3. Primeiro de tudo penso que Voce ou a ASAE consegue encontrar problemas iguais em estabelecimentos diferentes, conheço por dentro um local referido em cima e penso que isto é um plano para fazer com que certos “locais” $vendam$ mais do que outros, mas gostaria que me enviasse para o meu email o relatório da ASAE.
    Isto porque como já evidenciei não demonstra a verdade pelo menos num local.

    Aguardo resposta

  4. Eu como cliente do café himalaya, gostaria de ver o relatorio efectuado pela asae, por via e-mail.Para ver se realmente tudo isto é verdade e para eu nao ser prejudicada na parte da saude por este estabelecimento em questao.
    obrigado

  5. Retomando o que disse no post, tomando como verdadeiro o relatório a situação é grave para a saúde pública. Posso ter cometido o risco de considerar como verdadeiro o mail que recebi, mas as partes que lá vêm indiciam ser uma pasty e copy de partes do relatório e os dados das empresas referidos são tão precisos que não me deixaram dúvidas.

    O que está escrito no meu blogue é o que está escrito no relatório que recebi por mail. Já lho reenviei

  6. Também eu gostaria que me envia-se uma copia desse relatório para o meu e-mail. Gosto de ir passar férias a Viana e gostaria de saber com o que posso contar, mas devemos, sempre que possivel, validar a fidelidade da informação que divulgamos pois temos uma responsabilidade acrescida.
    Obrigado

  7. Tanto quanto sei a ASAE não publica os seus relatórios. É preciso ter muito cuidado com o reencaminhamento de mails. Quer um exemplo? É capaz de já ter recebido um mail deste género “Os bombeiros e o INEM deram-se conta que muitas vezes, nos acidentes
    rodoviários, os feridos trazem consigo um telemóvel. No entanto, na
    hora de intervirem, não se sabe a quem contactar da lista interminável
    de números.
    Lançam-nos por isso a ideia de que toda a gente acrescente na sua
    agenda o telefone da pessoa à qual contactar em caso de urgência sob o
    mesmo nome. O nome internacional é ICE (= In Case of E mergency). Com
    este número inscreveremos a pessoa com a qual deverão contactar os
    bombeiros, polícias, INEM, protecção civil…….
    Quando houver várias opções poderemos assinalá-las como ICE1, ICE2,
    ICE3, etc. É simples, não custa nada e pode ajudar-nos muito!
    Passem esta mensagem ao maior número de pessoas. ”
    Por curiosidade fiz uma pesquisa com os termos ICE e INEM e logo na primeira página apareceu isto:
    “O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem recebido inúmeros pedidos de informação que confirmem a veracidade de um e-mail que circula no espaço cibernético. Nele, explica-se que os intervenientes do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) – sendo estes o INEM, os Bombeiros, a Polícia, os Hospitais, as Unidades de Saúde, entre outros – recomendam a inserção da sigla ICE (In Case of Emergency) na lista telefónica dos telemóveis, com o contacto da pessoa a comunicar em situações de emergência.

    Efectivamente, desconhece o INEM este tipo de situação, pois não está padronizado um tipo de actuação para pessoas a contactar em caso de emergência. Essa tarefa cabe, inclusivamente, às autoridades policiais (PSP e GNR) e não aos serviços de emergência médica pré-hospitalar (bombeiros, Cruz Vermelha ou INEM).” Pode confirmar:

    http://www.inem.min-saude.pt/pageGen.asp?sys_page_id=472404&news_id=1658

  8. Tenho por hábito ser cauteloso na publicação de informações recebidas no meu mail. Creio que terá sido o primeiro caso em que dei eco a um deles por o achar com alguma credibilidade, assumindo correr um risco. Mesmo assim escrevi com cautela, “tomando como verdadeiro o relatório …” para ser lido com a precaução devida. Reconheço contudo que as fontes não eram assim tão seguras pelo que tenho de ser mais cauteloso, no futuro. Contudo o que me fez mover foi a denúncia de más práticas para salvaguarda da saúde pública e simultaneamente proteger os estabelecimentos que praticam serviços adequados. Dito isto espero que não se confirmem as denúncias aqui feita publicamente e sendo assim, lavrar o meu pedido de desculpas pela precipitação.

  9. Pingback: Sou arguido (III) « Foice dos dedos

  10. já tenho visto serviço prestado por certas empresas que deixam a desejar no que diz respeito á implementação do sistema de HACCP ; a maioria estão a trabalhar para associações.
    Agora pergunto eu ! ? será que a culpa ( no caso de visita da ASAE ) é dos comerciantes associados ?
    Não seria bom,em vez de levaram um preço tão reduzido (apanhar clientes ),levarem um pouco mais alto e fazerem um serviço digno ?
    deixo isto á reflexão de todos !

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