Sá Fernandes uma referência

José Sá Fernandes apelou a associações, movimentos de cidadãos, partidos políticos, para uma grande coligação pré-eleitoral entre todas as forças políticas, excluindo o PSD e o CDS, “que constituíram a maioria camarária nos últimos anos e que, independentemente de quaisquer juízos pessoais, têm de ser politicamente responsabilizados pelas suas acções e omissões, bem como, obviamente, os que, à partida, se excluem de um projecto democrático”, para uma união de vontades e esforços, tendo em conta “um cenário de extrema gravidade, com uma câmara falida e com os seus trabalhadores desmotivados, envolta em suspeições intoleráveis, sem rumo e sem esperança…”

Esta proposta política, recupera uma posição idêntica, tomada por mim, aqui, mas que excluía igualmente o PS, pelas suas, também, responsabilidades, no estado caótico de Lisboa.

Dizia eu, “com Helena Roseta e Carmona Rodrigues, a manifestarem intenções de apresentar candidaturas independentes …à esquerda do PS, fica aberto um espaço de diálogo e de convergências para uma candidatura única, forte, negociada, com base numa plataforma política e programática alargada. Da arquitecta Helena Roseta, uma pessoa de esquerda, espera-se, o não embarque em entusiasmos desmedidos ou aventuras isoladas, olvidando o trabalho notável e exemplar de José Sá Fernandes que vem desenvolvendo em prol da cidade de Lisboa. Do Bloco de Esquerda, espero que não incruste à figura do candidato, procurando tirar dividendos políticos, e mantenha a abertura política, evidenciada no passado, ao encontro das melhores soluções políticas. Do PCP, gostaria de vislumbrar a abertura suficiente para um acordo de unidade sem tentações hegemónicas e de disputa de lugares”.

E não é que parece que acertei!

Diz Sá Fernandes, “só esta união de vontades políticas e de esforços concretos, assente em princípios programáticos e propostas diferenciadoras, poderá assegurar que a Câmara Municipal de Lisboa, num prazo de dois anos, possa recuperar as suas condições financeiras, a sua estrutura administrativa e a sua dignidade politica, voltando de novo a servir a nossa cidade.”

Este tipo de propostas, caros amigas e amigos, apenas são tomadas, por quem tem grande independência, pessoal e política, não está agarrado a preconceitos, e está ao serviço de causas.

Sinto um enorme orgulho em ter José Sá Fernandes, como parceiro, neste combate.

Ps: O Daniel Oliveira do Arrastão, talvez o melhor bloguer/blogue político, esqueceu-se de me citar, nas referências aos apelos de unidade … eu compreendo-o, sou muito pequeninho, mas não deixo de ser referência de …mim próprio.

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16 comentários a “Sá Fernandes uma referência

  1. Viva Fernando,

    Não percebo muito bem, confesso, o que é “uma união de vontades e esforços” que não envolve uma coligação. Mas tudo bem, o importante é que haja governabilidade na Câmara, principalmente face à situação financeira e se a maioria da Assembleia for diferente da da vereação.

    E boa sorte para Sá Fernandes.

    Abraço,

  2. Eu acho extraordinário esta postura dos amigos bloquistas, da corrente maioritária, ou supostamente maioritária… rejeitam todos os apelos à unidade vindos de dentro, dos seus proprios correlegionários. Depois, assim do nada sacam da cartola uma proposta de unidade…
    Valentes!!!

  3. Que envolva uma coligação, Ricardo! Uma união de vontades e forças para uma coligação. Porque dizes que não envolve uma coligação?

    Nem Sá Fernandes, nem eu digo não a uma coligação, bem pelo contrário.

    Quando escrevi o meu post a defender uma coligação, ainda não estava marcado o dia das eleições. Mas Sá Fernandes fez agora as contas e diz que que as “coligações podem ser anunciadas até ao próximo dia 22 de Maio e as candidaturas apresentadas até ao próximo dia 28 de Maio.”

    Não é por aí, portanto.

  4. Miguel Ângelo,
    Quem votava (votou) Sá Fernandes vai continuar a votar Sá Fernandes. Quando não se consegue descortinar seriedade nas propostas que se há-de fazer.

  5. Ismael
    A quem te referes, camarada? Que propostas de unidade camarada? A proposta é de Sá Fernandes, e quero mesmo crer que à revelia da vontade da direcção do Bloco. É nisso que José Sá Fernandes marca pontos. Apesar do declarado apreço pelo apoio do Bloco ele é um homem independente. Faz o que acha melhor para a cidade fora dos cálculos políticos e eleitorais.

  6. Ò Miguel Valério eu penso que quem votou em Sá Fernandes não tem razões para mudar o seu voto, mas sou eu a pensar. Agora se o vai fazer ou não não sei, claro. Eu se fosse eleitor em Lisboa não teria dúvidas nenhumas.

  7. «José Sá Fernandes encontra-se hoje com Helena Roseta para discutir a possibilidade da união das duas candidaturas num movimento de cidadãos conjunto, depois de PS e PCP já terem afastado qualquer hipótese de coligação pré-eleitoral.»

    Isto está escrito no esquerda.net.

    O meu comentário anterior, não diz, embora não seja explícito, que a proposta de José Sá Fernandes é subscrita pela maioria do Bloco, m as tenho a certeza que não se lhe opõe. O que eu quis comentar, ou, se quiseres, quis evidenciar, é a dualidade de reacções. Quando propostas análogas são feitas por outros sectores do Bloco, sectores internos, “Cai o Carmo e a Trindade”…
    Nestas circunstâncias, no Bloco todos se unem. Dos sociais-democratas aos estalinistas (que também cá os temos) passando pelos trotskistas reformados, todos, mas todos, unem forças para combater, insultar e esconjurar, quem ousa propor unidade com outros sectores da esquerda ou atrever-se a propor medidas revolucionárias, claramente identificadas com as classes desfavorecidas. Há no Bloco quem veja nestas propostas e nos proponentes os principais adversários do Bloco, há até aqueles que preferem partilhar a cama com Sócrates (sentido figurado evidentemente) a morar na mesma casa dos seus correligionários que se atreveram (que tiveram a ousadia de propor algo que não foi abençoado pela lógica do quarteto.

    Foi isto apenas que quis realçar. Foi registar a dualidade e a ginástica ou golpes de rins, para não escrever degustação de sapos, que impera no Bloco…

    Quanto à ideia do José Sá Fernandes, nada a obstar, tudo para a apoiar e concretizar, se ela for, como penso, séria!

    Ismail

  8. Eu também acho que já vai sendo tempo da Esquerda aprender a trabalhar em conjunto, a unir-se. Por outro lado, as questões internas já vêm de longe de muito longe e vai sendo também tempo de as ultrapassar.

  9. Não duvido que a candidatura de Sá Fernandes vá ter um aumento dos votos neste acto eleitoral em relação ao último. Em 30 anos nunca Lisboa teve alguém que NÃO votasse a favor ou se abstivesse na porcaria dos lobbies do cimento e das pseudo empresas público-privadas…

    A coligação de esquerda é premente pois corre-se o risco de se voltar a perder as eleições ou no mínimo de não conseguir uma maioria que lhe permita governar em paz.

    Os principais responsáveis pela negação da unidade de esquerda são os mesmos que tem fechado os olhos na pouca vergonha que devassa a nossa Capital.

    Uma hipocrisia “esquerdista” que só sabe olhar para o seu umbigo, alicerçada no culto do tacho e na ridícula pretensão de ser a única força de cariz social. Refiro-me no caso da “cozinha” ao PS e ao restante ao PCP.

    A Helena Roseta, pede-se que aproveite o destaque dado pela sua candidatura, para trazer à praça pública os problemas da habitação social que tão bem tem sabido defender como cidadã, mas que chegada a altura certa saiba dar o seu apoio à única candidatura que já provou ser idónea e protectora dos verdadeiros interesses de Lisboa – daqueles que nela moram, e não nos que se servem dela para aumentar as suas contas bancárias, os seus negócios privados e a escalada hipócrita da carreira profissional “engravatada”.

    Chega. É tempo de mudar. De fazer uma Lisboa para os lisboetas. Só assim Lisboa e o país poderão respirar de alivio, conscientes de que as coisas vão de facto mudar, para melhor.

    Sá Fernandes é o homem que Lisboa estava à espera…há muito tempo. Pode ser o fio condutor de (para a) esquerda. Esquerda esta que infelizmente insiste em fechar os olhos à solução óbvia. A da união.

    PS: não sou militante do Bloco de Esquerda

  10. Alberto Ismail
    Para mim no Bloco apenas há bloquistas. Essa coisa de social-democratas, estalinistas, trotskistas, serve só para dividir e entreter alguns. A mim apenas me interessam as propostas políticas, de matriz de esquerda socialista e moderna, que consigam a cada momento, trazer para este campo o maior número de pessoas e pouco mais. Os dirigentes e os aderentes com mais responsabilidades políticas deviam aprender com o passado dos “grupos” e tentar deixar as coisas menores de lado. Há tanto que fazer que divergências de lana-caprina, não me interessam. De repente parece que alguns descobriram agora divergências. A mim parece-me que a direcção do Bloco está a fazer o que devia, com inteligência e cultura política, achando que Sá Fernandes, como independente que é, tomou por sua iniciativa esta posição que de resto eu saúdo e de resto já tinha defendido.

  11. Teixeira,
    Eu votaria Sá Fernandes fosse por quem fosse candidato. Depois de todo um trabalho de verdadeiro provedor do munícipe, não restará dúvidas que merece o respeito e o apoio de todos.

  12. Até parece que sou o primeiro a falar em divergências.

    E quanto a essa “coisa dos istas” nada tenho a acrescentar para alem de me lembrar de na ultima convenção a mairia da direcção chamar “metralhas” à lista da Helena Carmo.
    Mas vindo da maioria não tem mal…

  13. Pingback: Dizem que é uma espécie de "provedor do munícipe" « MUNDO AO CONTRÁRIO

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