Foi uma boa greve geral

Não sei os números da greve geral. O governo fala em menos de 14 por cento e diz que foi uma greve parcial e de impacto limitado. O costume. Nas minhas contas foi muita gente mesmo sabendo que podiam ser muitos mais. Mas essas são outras contas.

Os tempos não são fáceis. Apesar disso foram seguramente mais de um milhão de trabalhadores em greve. A greve geral para além das debilidades dos movimentos sindicais, de ser um pouco fora do tempo, carregava uma dificuldade maior; o medo.Não adiante iludirmo-nos. Os trabalhadores têm medo. Medo de perder o emprego, medo de não ver renovado o contrato, medo de não progredirem na carreira, medo da repercussão na avaliação de desempenho. E depois há perdas pecuniárias igualmente relevantes quando o salário é baixo ou os compromissos são muitos.

O dia virá em que os trabalhadores irão mandar às malvas estes constrangimentos. Será no dia em que as greves servirão objectivos concretos e realizáveis. Será o dia em que o activismo sindical será fiável, honesto e ao serviço dos interesses únicos dos trabalhadores. Eu confio nesse dia.

Há boas razões para uma greve geral

greve-geral.jpgCom o governo Sócrates, acumularam-se os despedimentos, cresceu a precariedade, agigantaram-se as desigualdades sociais, perderam-se direitos sociais, baixaram os salários reais, fragilizaram-se as relações laborais.

Com a reforma da segurança social e da função pública prosperaram os reformados precoces, aumentou-se a idade da reforma, baixaram as pensões, criou-se instabilidade no emprego.

Com o governo Sócrates, as populações estão mais desprotegidas, o povo está mais pobre, as famílias atravessam maiores dificuldades.

O Foice dos Dedos associa-se à greve geral e amanhã não haverá qualquer escrito.


José Mário Branco – Cantiga do alevantar

Blog com tomates

Actualização: O Momentos e Documentos também nomeou o Foice dos Dedos com este prémio. Os meus agradecimentos. Estou bem acompanhado.

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O excelente Notícias de Aldeia teve a simpatia de me nomear como um blog com tomates. O Blog com tomates é um prémio, segundo o autor(a) da ideia, para os blogs que respeitam os direitos humanos e se afirmam na luta pela verdade e coragem.

Mesmo sabendo que estes prémios tendem a vulgarizar-se, não quero deixar de agradecer ao Notícias da Aldeia, ter-se lembrado do Foice dos Dedos, tanto mais significativo para mim, por vir de alguém que não conheço, mas cujo blog faz parte das minhas preferências. O meu obrigado.

Embora havendo inúmeros blogs merecedores da minha distinção, desta vez e pedindo desculpa, por não nomear outros também meritórios, vou nomear quatro dos mais antiguinhos, dos primeiros em que “embarquei” nestas andanças. São eles:

Erotismo na cidade; Pé de Meias; Click Portugal; Filho do 25 de Abril.

por Fernando Publicado em Geral

Segurança e higiene alimentar em estabelecimentos comerciais em Viana do Castelo

Chegou-me às mãos um excerto do relatório da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), sobre a segurança alimentar, higiene, conservação de alimentos e atendimento ao público, decorrente da vistoria aos estabelecimentos comerciais e agentes do turismo de Viana do Castelo.

Tomando como verdadeiro o relatório e não querendo ser conivente com esta situação e também para proteger os estabelecimentos com boas práticas, alerta-se os compradores nos estabelecimentos abaixo mencionados, para a gravidade das situações relatadas e para o facto de tais práticas, configurarem um abuso e um desrespeito pelos consumidores, de que podem resultar problemas para a saúde dos clientes.

Café Garrett: sito no centro comercial bairro do Jardim: R. José Espregueira 8
Café Pikaki: sito no Largo Senhora Necessidades 84

Falta de higiene na confecção de empadas, pastelarias. Forno não atinge os 75 graus Celsius necessários à confecção de empadas de frango. Utilização de pré – congelada na confecção de pastelaria variada -fraca qualidade de fabrico e foco eminente de contágio e degradação.

Café Filadélfia: sito na R Rodrigo Fontinha Lote 6-r/c-E
Café Cyrne: sito na R Francisco C Castro 16-r/c
Café Himalaya: sito na encosta das Mimosas

Falta de higiene na confecção de sandes, não lavagem das mãos, permeiam com maneio de dinheiro, focos iminentes de baratas, nunca teve uma desinfecção contra as baratas, nível elevado e risco de saúde pública. Elevado grau de bebidas fora de prazo, incluindo compais, sumos e refrigerantes, com data expirada. Snacks e aperitivos, com data expirada à venda. Copos, guardanapos e WC, sem o mínimo exigido de higiene. Maquina de lavar louça, com elevado grau de sujidade, sem quantidade de detergente e falta de renovação da água. Café demasiado queimado, com elevado teor de agentes cancerígenos.

Pastelaria Caravela: sito na Praça República 58/62
Confeitaria Flôr: sito na rua R. José Espregueira 8

Elevada percentagem de espessantes, conservantes e fermentos industrial na confecção do tradicional pão português e incluindo o pão reduzido, dito bijou -grau elevado de E381, e aromas na pastelaria -grau elevado de agentes cancerígenos e de gorduras poli saturadas. Falta de higiene no manuseamento do pão e derivados de confeitaria e uso recorrente de sobras de limão, para consecutivos cariocas de limão, e palhinhas para uso de beber refrescos.

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A balançar entre estados de alma

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Alarme

Quem foi que anoiteceu a tarde em água e vento
o encheu de Inverno o Outono em que me escondo?
Quem foi que amarfanhou o meu sorriso antigo
e encheu de lama estrelas que sonhava?
(…)
É preciso
acordar
a madrugada
-antes que a matem,
inda mal desperta! …

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Destino

É em vão que bradais para que a minha voz se cale!
Em mim,
o pensamento
é voz e é semente!

Hei-de falar, porque penso e vivo
e hei-de pensar
constantemente
(…)

Alfredo Reguengo
(Poemas da Resistência)

Elementar

O Presidente Cavaco Silva pediu um consenso técnico para a escolha do local do novo aeroporto de Lisboa e um consenso político para o início das obras.

O Presidente disso o que o bem senso não precisava de dizer se não houvessem políticos trouxas e governantes casmurros. A opção do aeroporto é uma decisão fundamentalmente técnica.

Acabe-se com este circo!

A Delphi e as posições dos governos português e espanhol

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Uns têm conhecimento do problema e mexem-se. Outros produzem declarações mentirosas. Uns reúnem com os trabalhadores, ouvem os seus problemas, tomam medidas. Outros ficam à espera do que isto vai dar. Uns revelam preocupações sociais. Outros insensibilidade. O primeiro-ministro espanhol, Zapatero reuniu com a comité dos trabalhadores. O primeiro-ministro Sócrates não falou sequer sobre o assunto.

Em Portugal e Espanha a Delphi vai despedir trabalhadores, 700 por cá e 1600 em Espanha. Em Portugal espera-os o desemprego e provavelmente, para muitos, o desemprego para sempre. Em Espanha, a Junta de Andaluzia, garantiu empregos alternativos para os 1600 despedidos em quatro empresas.
Em Portugal está e vai ficar tudo na mesma. Não se conhecem nenhumas iniciativas para pressionar a multinacional, por parte do governo, nem são conhecidas medidas para apoiar os trabalhadores.

São estas pequenas diferenças que fazem a grande diferença entre os dois governos e os dois países vizinhos.

(texto com base na informação recolhida no esquerda.net)

O calimero Carmona quer ser presidente outra vez.

carmona1.jpgCarmona decidiu-se, desta vez. Os calimeros costumam ter boas votações. Saúdo esta candidatura por dividir a votação no campo da direita.

… e que a polícia não chegue antes!

Os bancos comem tudo!

multibanco.jpgAderi com facilidade ao uso do Multibanco. A ida ao banco era um tormento. As filas, as esperas, lidar com os funcionários, não me convidavam. A minha ligação ao banco foi sempre mínima e circunscrita ao essencial. Com o Multibanco e mais tarde da Internet, foi a libertação. As minhas idas ao banco quase deixaram de existir.

Com o Multibanco, a relação foi benéfica para os dois lados. Mas mais ainda para o Banco. Com o Multibanco os bancos reduziram funcionários. O meu benefício foi o prejuízo de muitos funcionários.

Contraditoriamente, o progresso tecnológico, tornou mais rápida a execução das tarefas, mas não libertou tempo, porque o capitalismo é insaciável. Hoje trabalha-se mais e mais intensamente …e paga-se menos.

Os gatunos dos bancos, depois de nos empurrarem para o bem-bom e terem aproveitado para sanear as empresas, trafulhas, como são, pretendem agora que paguemos o uso do Multibanco.

Sacanas!

Por mim, volto aos Bancos, volto ao tormento, às filas, às esperas. Para esses pulhas não dou mais um cêntimo. Voltemos aos balcões dos bancos, para recuperar os empregos que ajudamos a acabar.