Victor Constâncio quer mais despedimentos.

toma.jpgHá algumas figuras públicas para as quais não há pachorra.

Victor Constâncio é uma dessas figuras. Amiúde vezes, o presidente do Banco de Portugal, aparece aí a botar discurso, normalmente, para elogiar os “esforços” dos governos e concomitantemente amesquinhar de forma cobarde e vergonhosa, os assalariados que probos, diligentes, colaborantes, emprestam todos os dias, com esforço e pundonor, o seu trabalho, a troco de uns míseros euros.

Ouvir a retórica decrépita e bolorenta de maior flexibilidade laboral, para aumentar a produtividade, é de bradar aos céus. Este homem brinca com a gente. O presidente da Banco de Portugal escamoteia, a mais que demonstrada culpabilidade e mediocridade da maioria empresarial. Ele sabe que a falta de produtividade se deve a uma classe de empresários, apostada em ganhos fáceis, em métodos de gestão obsoletos, à falta de investimento na formação, na qualificação, na falta de visão estratégica, em métodos de produção desajustados, em deficiente gestão dos recursos técnicos e humanos, na escassez de meios tecnológicos, no acomodamento ao Estado.

É tão fácil como mentiroso dizer que é a rigidez laboral que condiciona a produtividade. Há inúmeros exemplos que demonstram esta enorme falsidade.

Como sempre e em tudo à incapacidade, incompetência e roubalheira, desta gente sem escrúpulos, os resignados assalariados, são os alvos fáceis desta gente sem escrúpulos e de cedência em cedência, vão traçando a sua derrota.

Fazer induzir que os custos de trabalho (leia-se o salário, nas palavras de Victor Constâncio) são um factor da falta de competitividade é a forma de dizer aos patrões, para reduzir os salários aos empregados.

Pornográfico, este Victor Constâncio!

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2 comentários a “Victor Constâncio quer mais despedimentos.

  1. Pois é verdade,

    Pena é, a UGT achar que não existem motivos para a Greve.

    Hipocritamente a UGT fala, fala que é contra isto, é contra aquilo, mas na hora de assinar são os primeiros, assinam documentos que contém tudo aquilo que se pronunciaram negativamente, de maneira a entreter o Zé povinho, pois claro.

    Uma das últimas, é o parecer da UGT sobre o livro verde, que retrata a flexisegurança, ou seja, que torna legal a precariedade laboral, de forma “floreada” querem repor a escravidão…. e por incrível que pareça a UGT até concorda com as linhas mestres desta proposta de exploração.

    Agora só falta a CIP se pronunciar contra,

    Isto é que era…. de certeza que o Proença era o próximo dirigente da CIP, pois ele e a UGT já têm experiência a defender os direitos dos patrões…

    Agora falta saber qual vai ser o troco, o que o Torres Couto recebeu já nós sabemos, agora falta saber o que vai o Proença ganhar, por vender os direitos dos trabalhadores.

  2. eu desde que li um texto numa dessas revistas côr de rosa já há uns anos e julgo que era Ferraz da Costa que dizia para que querem receber bons ordenados se não sabem gastar o dinheiro o povinho só compra mobilia do IKEA e kit Market e intervalos no serviço para quê se depois vão gastar 50,00 escudos( na altura) em café que não presta , só sabem beber Zurrapa. Isto é assim que aquela cambada pensa, aquela gentinha de m… !

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