Alternativas no Bloco I

Do manifesto.

“1. Assumir as tradições da esquerda na luta pela revolução social, protagonizada pela classe trabalhadora maioritária, para a superação do capitalismo e o advento do socialismo num sistema multipartidário…”

Tirem-me deste filme!

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37 comentários a “Alternativas no Bloco I

  1. A pergunta de Trilby é pertinente. (Qual dos “bold” te incomoda?)

    Como sempre o Fernando não hesitará em responder… Valha a verdade que nisso ele não muda.

    Preferia que o não fizesse, que não respondesse… (sei que não vou gostar da resposta.)

    (Mais… sei que ele vai ficar irritado com este comentário. – O que tem esta gaja que tecer considerações acerca do que direi ou não direi?! – escreverá.)

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…

  2. Não aprendo. Começo a escrever directamente o comentário, logo a seguir, por descuido, carrego numa tecla que não devo e lá vai tudo o que entretanto tinha escrito, ao ar. Foi o que aconteceu. Uma chatice quando praticamente tinha concluído o que tinha a dizer. Para não estar a reescrever e a rememorar tudo, direi que o Bloco que ajudei a construir e penso que é o Bloco que as pessoas precisam, não é o Bloco que transparece da moção alternativa de que citei uma parte. O Bloco terá de ser um movimento/partido aberto aos vários pensamentos políticos das esquerdas para se constituir como alternativa válida e credível aos olhos de quem quer de FACTO mudar as políticas e mudar a governação. Colocar o pensamento político ao nível de uma forte carga ideológica, ainda por cima em minha opinião desajustada ao tempo, é restritivo, fecho o partido, diminui a base de apoio, não responde às profundas aspirações dos mais necessitados em verem respondidas as suas necessidades primárias.

    O Bloco de Esquerda tem muitos defeitos, tem problemas de crescimento, confronta-se com problemas de oportunismos, vaidades, aproveitamentos pessoais, mas esse é um problema que decorre da sua própria natureza de partido com diferentes sensibilidades e do seu crescimento plural à esquerda.

    Prefiro um Bloco com estas dificuldades naturais mas empenhado em construir uma resposta política, social e ideológica, em oposição à ideia que se vai consolidando de que não há alternativas, ao neoliberalismo, sérias e realizáveis e que se constitua como uma alternativa de poder. Para ficar tudo na mesma, participar aqui e ali numa manifestação de protesto, basta-nos o PCP. Eu desejo um Bloco que disputa o poder, com uma alternativa que dê confiança às pessoas, para acabar com este regabofe que é a cada ano que passa, assistirmos à perda de direitos, à destruição de um modelo de estado social, que assegure melhores condições para os mais necessitados.

    Não posso esperar por novos amanhãs, por adventos do Socialismo, pela superação do capitalismo, liderados por um partido à velha maneira dos conceitos m-l, pela classe trabalhadora. Eu quero mudar já!

    Não alinho em iluminismos de pretensos vanguardistas que vão guiar o povo no caminho de UMA NOVA ORDEM MUNDIAL SOCIALISTA, como tamb]em esta escrito na mo;\ao alternativa. As mais de trezentas mil pessoas que votaram no Bloco n\ao se rev|em nestes ideologismos mas em quest\oes muito pr]atica e concretas da sua vida.

    Agora este teclado deu/lhe para n\ao escrever alguns caracteres. Deve estar a pedir para ficar por aqui.

    ROSA L como poderia irritar/me com o teu coment]ario_

  3. Pois Fernando, também não sei qual destes bolds te choca.

    Por muito que tenhamos mudado (e ainda bem que assim foi), se nos continuamos a dizer marxistas…continua a haver luta de classes, ou não? Trabalhadores, também…ok, fomo-nos adaptando e cada vez mais (porque a realidade assim o impõe) fomos abandonando proletariado…mas trabalhadores…mantemos?
    Que são maioritários…são ou não?

    Superação do capitalismo? Mas não somos anti-capitalistas? ou deixámos de ser marxistas?

    Advento do Socialismo? Mas não somos anti-capitalistas? ou deixámos de ser marxistas?

    Não entendo, Fernando. Ontem disseste-me que fui eu que mudei e que tinha que o reconhecer…mudar creio que não mudei. Mas durante muito tempo devo ter mostrado uma coisa que não sou…só posso. Se achavas que eu não subscreveria uma frase em que me assumo como marxista…só posso ter sido muito confusa.
    Mas, acrescento, o Bloco também…uma esquerda socialista, lembras-te?

    Mas deixa-me fazer-te uma proposta. Que claro és livre de aceitar ou não…critica a Moção. Neste momento é ela que vai estar em discussão dentro do Partido. O manifesto não passou de um pontito de partida. Daqueles que se iniciam quando ainda tudo está por fazer. Discussão incluida. Aquela coisa que eu tanto sinto a falta no MEU BLOCO. Discussão.

    Ah e só uma nota. O multipartidário é a diferença. Entre o que queremos manter e o que fomos ao longo dos tempos aprendendo com os erros. Todos nós. A Esquerda. A socialista.

  4. Uma pequena nota adicional. Conhe;o alguma pessoas que subscrevem&assinam esta alternativa e como ]e evidente por for;a desse conhecimento n\ao me refiro a elas sobre esses vanguardismos. Mas n\ao posso por isso de deixar de manifestar a minha forte oposi;\ao }a mesma.

    Este teclado est]a com os caracteres estranhissimos. Vou mudar as pilhas.

  5. Ola Isabel. Escrevemos quase ao mesmo tempo. Este teclado continua com os mesmos problemas. Vou deixar de colocar acentos. Deves ter lido o meu comentario no arrastao que juntamente com este anterior e os que deixei no troll da para perceber, penso as minhas discordancias com a proposta que subscreves.

    Tu dizes que nao mudaste de pensamento politico eu creio que mudaste e mudar de opiniao nao vejo que seja um problema se continuarmos a ser consequentes *e diferente de ser coerentes* com as nossas conviccoes mais profundas. Eu tenho mudado muito mas nao mudei no que penso que deve ser o Bloco nas minhas criticas ao Bloco. Elas estao por ai escritas e nao retiro uma virgula e ha des reconhecer que sempre assumi as minhas criticas sem constrangimentos nenhuns e contra a corrente de quem achava que estes assuntos devem ser tratados internamente.

    Ja li a mocao e mantenho o que disse. Alias essas ideias nao sao propriamente uma novidade. Ha uma linha de coerencia ideologica desde o inicio dos opositores leia se Rotura/Fer desde a formacao do Bloco. Agora continuo a dizer que e profundamente errada.

    Vou ficar agora apenas pelos Bolds. Terei oportunidade de discutir melhor a mocao, noutra altura.

    Destaquei os Bolds apenas para significar que sao conceitos que nao cabem no Bloco, um partido/movimento de pluridades de esquerda multiplas onde os denominadores de unidade sao largos e nao confinados a a ideias fortemente marcantes e nao agregadores das vontades colectivas de quem vota no Bloco.

    Para alem portanto de razoes estrategicas e tacticas do papel que esta cometido ao Bloco, unir, juntar, agregar, correntes e pensamentos distintos, em torno de grandes principios da justica, das liberdades, do papel do Estado, em alternativa as politicas neoliberais, capitalistas, se quiseres que assentaram arraiais no pensamento corrente, consideradas como inevitáveis, como a necessidade dos despedimentos, de quebra de principios de universalidade de servicos, de pretenderem arrumar para canto com os direitos sociais, com um estado providencia, de acharem normais as desigualdades e a justica social, etc. Para me referir so aos Bolds, deixando para depois a discussao do documento, nao concordo nem com as adjectivacoes nem com a afirmacao marxista de que o CAPITALISMO IRA SER SUPERADO… de que ira surgir o ADVENTO DO SOCIALISMO … num quadro de uma NOVA ORDEM MUNDIAL, liderado pela CLASSES TRABALHADORAS. Depois explicamos como e que isso se faz. Eu so vejo isso possivel pela forma violenta. Pela revolucao mesmo.

    Nos devemos defender a utopia mas temos de ter os pes bem assentes no chao para formar as nossas posicoes politicas REAIS deixando a utopia para os nossos ideiais, para as nossas vivencias, para as nossas lutas do quotidiano, mas o que estamos a apresentar e um programa e um projecto para os tempos recentes, para hoje, para ganhar as maioria eleitorais e sociais hoje, para mudar as politicas, para mudar a governacao hoje.

    Respondendo as tuas questoes. Nao ha luta de classes ponto de interrogacao. Ha e havera sempre. As classes sociais nunca vao acabar. E por isso a luta far se a sempre.
    CLASSE TRABALHADORA MAIORITARIA a liderar *organizada pelo partido, pergunto eu*a revolucao social para a SUPERACAO DO CAPITALISMO e o ADVENTO DO SOCIALISMO *num sistema multipartidario*como se consegue isto pergunto* no quadro de UMA NOVA ORDEM MUNDIAL SOCIALISTA. Isto ]isto e o que, ponto de interrogacao a seguir a que.

    Isto nao e marxismo e trotskismo com um pouco de leninismo. Essas discussoes sao interessantes mas o Bloco nao e o local proprio para serem discutidas. Na UDP, PSR, FER, Politica XXI, em foruns proprios, nao para introduzir as tres pancadas numa mocao para gáudio de quem quer ver contempladas as posicoes politicas do seu grupo como e o caso da FER.

  6. Desculpa Fernando quem está reduzir as moções a uma frase que nem é da Moção és tu. Claro que tens todo o direito de o fazer, mas não me parece que valha a pena responder. Apenas pporque esa não é a questão. Que temos concepões diferentes do que é o BE, temos. Que fazemos uma análise diferente do que se tem que alterar para o BE voltar a aer a alternativa que se propunha ser há poito anos (e que não se media, apenas, em número de votos…ou estou enganada?), agora que tu queiras resumir uma moção de 7500 cqaracteres a um parágrafo…e que teimes em dizer que ele está metido na moção para gáudio de quem quer que seja…não posso discutir. Primeiro, porque está num Manifesto, que como já te repeti foi,apenas, o 1º passo de um caminho que percorremos. Segundo, porque na elaboração desta Moção não houve gáudio de uns e tristeza de outros. Houve cedências mútuas. Como acontece em Democracia. E num Partido democrático feito de pessoas diferentes.

    Portanto, voltando ao princípio…e se deixassemos para outros espaços a discussão de uma frase e voltassemos ao que está em causa na Convenção do Bloco. Continuar a ser a alternativa cujo vigor vamos perdendo…

    Como dizes o que devemos é apresentar propostas. E se falassemos delas? E delas discordassemos?

    Creio que a Moção tem 10 Resoluções…propostas para o Bloco adoptar na Convenção…e se falassemos dessas…as discutissemos e delas discordassemos? em vez de continuarmos a perseguir fantasmas?

  7. Não consigo entender nada disto!

    O Fernando diz-se critico, diz que não retira uma virgula às criticas que um pouco por aí, pela blogosfera, tem espalhado, e no entanto aparece como um paladino da maioria
    (Esta coisa da maioria e da minoria – desculpa lá o mau jeito Fernando, mas esta coisa faz-me lembrar os blocheviques e os mencheviques – é tudo tão igual…) e o que me espanta é que é na maioria (serão tiques de bolcheviques?) que encontramos os atropelos à democracia… Dispenso-me de os enumerar, ou pelo menos de os precisar… limito-me a um ou dois exemplos.
    Comecemos pelas listas para deputados. Não, não me refiro à lista de Viseu, de Portalegre, de Bragança, de Évora ou de Beja onde as hipóteses de eleger alguém são ínfimas… falemos de Lisboa, do Porto e de Setúbal. Nas próximas incluamos Braga, Santarém, Coimbra e uma ou outra… Quem escolhe os candidatos pelos distritos? Os candidatos são escolhidos os cinco ou seis primeiros pelo bando dos quatro (queres que cite os nomes?) são eles que impõem às estruturas regionais aqueles nomes que eles escolheram. Tá bem eles depois dão liberdade daí para baixo…
    Mas temos mais… Um bom exemplo foi a magna reunião dos activistas sindicais na Faculdade de Psicologia em Lisboa. Aí assistimos a mais uma demonstração do poder dos bolcheviques.
    Dispenso-me de continuar a fornecer exemplos do poder da maioria e da sua concepção democrática. O Fernando conhece a situação melhor que eu, tem dado algumas alfinetadas à situação… o problema é que na hora da verdade aparece seduzido pelo cante da sereia… (o problema é que por vezes até o grasnar dos cisnes se parece com o cante da sereia)

    Pareceu-me ler nestes comentários e contra-comentários algumas criticas à chamada esquerda do Bloco, que alguns querem reduzir à FER/Rotura. Nas entrelinhas por vezes transparecem algumas críticas à FER/Rotura… (Atenção, em termos organizativos não tenho nada a ver com estes camaradas) Ora estes camaradas são a esquerda do Bloco. para mim, para além do desmesurado poder do Grupo Parlamentar sobretudo do seu líder, o que me incomoda é a direita do Bloco… aquele sector mais para lá do que para cá… Não, não é a esquerda caviar… é a direita, caviar ou não, que me incomoda e me preocupa. É dela que partem os desenhos que equacionam alianças e outras bizarrias com o sectores liberais e outros com objectivos pouco transparentes que não o simples poder…

    O que me incomoda é haver no Bloco quem se incomode com referências à classe trabalhadora e não se mostre receoso, ou receosa, com a proximidade do poder, o qual embora sendo ainda uma miragem já parece contaminar…

    Quanto às críticas algo jocosas acerca da “revolução social, protagonizada pela classe trabalhadora, maioritária” deixai-me plagiar José Afonso:

    Admito que a revolução seja uma utopia, mas deixai-nos acreditar que ela é tangível. Deixai-nos acreditar e acreditai porque seguramente se nos comportarmos como se ela fosse atingível, ela será uma realidade. É sonho, pois que seja… se eu continuo a pensar que devemos lutar onde existe opressão seja a que nível for. E, já agora continuo a lutar contra o capitalismo, selvagem ou não, mais ou menos liberal, mais ou menos humanizado… porque eu que sou Socialista quero o Socialismo.

    Fernando, com tanto ziguezague a democracia e o socialismo porque dizes lutar… não passará de uma miragem.

  8. E claro aqui também meto uma colherada. Cá vai:

    «O Francisco Louçã é um manganão!!»

    In-«MANIFESTO ANTI-CAVACO E POR EXTENSO PELA U.D.P UNIÃO DE POETAS “DA ESQUERDA A VALER” HUMORISTAS, FUTURISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E BOA GENTE E TUDO» de Mario Viegas

  9. De uma moção que me chegou às mãos, – moção não conotada com a maioria – ressalto para já alguns enxertos. Excertos que me preocupam… Bem sei que alguns, em nome não sei de quê…. (do poder? Será?) se sentem confortavelmente… a mim deixam-me inquieto.

    É só inquietação, inquietação…

    « (…)

    O BE poderá, e cremos que é o mais provável, continuar a crescer eleitoralmente. Mas este correr por fora passará a ser correr por fora dos activistas e um apelo reforçado à estratégia pura e dura do marketing político. Não é esse seguramente o Bloco de Esquerda que queremos construir.

    Não é apenas a falta de plenários regulares de activistas, a falta de investimento na criação de núcleos (organizações de base). É sobretudo uma postura de divórcio crescente entre a direcção executiva e um círculo estreito de, outros activistas influentes, por um lado, e o resto da organização por outro.

    É nessa zona de ambiguidade que se tem vindo a definir como é que o Bloco de Esquerda intervém, no quê e porquê. Se as acções vêm formatadas do topo [Um pequeno aparte: Estilo Comissário Politico do tipo controleiro.] se as deliberações são passadas à comunicação social antes de serem deliberadas nos órgãos competentes, ou de sequer serem transmitidas aos aderentes, se, se generaliza um certo tom professoral e paternalista [Aparte dois: Uns professores ainda revelam “competência”, e, até parece que os diplomas não foram comprados, outros são mera imitação, estilo pechisbeque.] Muitos dos que se aproximam do Bloco [Aparte três: Como é o meu caso.] rejeitam ter apenas o papel de coladores de cartazes, distribuidores de panfletos e actores de acções simbólicas e mediáticas. Esse papel naturalmente necessário, [Aparte quatro: Olhe que não, olhe que não… O recurso aos profissionais da propaganda, até essa faceta militante fará desaparecer a curto prazo. É a profissionalização, pura e dura!] transforma-se em factor de desânimo, desinteresse e desmobilização.
    (…)»

    este outro excerto das mesma moção é deveras preocupante.

    «A actuação do grupo parlamentar, assente numa lógica tecnocrata, limita-se a viver de assessores, restringindo a discussão politica ao seu umbigo (… e ao resto da Comissão Politica?!), num total desprezo, pelos restantes activistas renegando a riqueza da diversidade, tão cara à fundação do Bloco – ostentando um ar elitista e iluminado!!!»

  10. Isabel,
    Estive esta tarde a ler mais atentamente a Moção. Não me revejo mesmo nela. De facto vi que apesar de estar inscrito no manifesto, na moção não estão incluídas as frases a bold que me pediste para comentar, mas depois não gostaste que comentasse!…. Não tenho nada contra os companheiros da FER. São camaradas que merecem respeito, tal como qualquer outros, concorde ou divirja com eles. Apenas acho que são pouco flexíveis em termos político/ideológicos. Só interesses grupistas podem trazer conceitos ideológicos daquela natureza para um movimento do tipo Bloco. Ainda bem que retiraram esse ponto, bem como outros, creio que o ponto 8 e 10. Esta tarde, sublinhei as minhas diferenças com a Vossa moção. Tenho-as registado para os momentos de discussão, embora se leres o post que coloquei acima, dê para perceber algumas delas.
    Agora tenho de retomar a leitura da moção subscrita pela, (será que posso dizer, sem ser mal interpretado?)maioria.

    Isabel a discussão não vai ficar circunscrita às 10 resoluções. A moção não se avalia pelas resoluções propostas que algumas de tão genéricas não merecem objecção de princípio, eventualmente apenas tentar perceber as razões porque aparecem, mas sim pelo seu total conteúdo.

  11. Graça Ramalho,
    Não sou paladino de nada e muito menos de maiorias. Tenho opinião sobre as coisas e dou-as. Sendo critico ou apoiando quando entendo que se justifique. Aconselho-te a ler o post que coloquei mais acima, sendo que uma parte, já foi escrita à uns meses e não me inibi ou inibo de fazer as criticas que achei (acho) deverem ser feitas. Os meus alinhamentos são políticos não são pessoais. E também não confundo as criticas à coisa política, propriamente dita e ao funcionamento interno que aliás segundo todos, é a principal lacuna. Mas não faço juízos pessoais. Os aspectos que fala de constituição das listas para mim é novidade. Eu não aceitaria que me impusessem, à margem da “legalidade” o que quer que fosse e se tal sucedesse, marcaria uma posição muito clara e publicamente. Não pactuaria.

    As minhas criticas à FER são políticas. Não concordo, apenas e seriam um erro político grave se adoptadas pelo Bloco. O Bloco está para além dos grupos e especialmente de um grupo muito marcado por uma ideologia, respeitável, mas a ideologia da FER e não abrangente como deve ser a do Bloco. falas em direita do Bloco? Será que estarei nesse espaço político? Visto à luz dos camaradas como as que apresentam a proposta alternativa, serei. Eu não me considero, considero-me uma pessoa verdadeiramente de esquerda. Mas podem pensar o que quiserem. Não me incomoda o uso da palavra trabalhadores mas prefiro confesso gosto mais de falar em pessoas, povo, populações. Trabalhadores, dizem todos ser.

    Também parece incomodar os nomes das figuras do Bloco. A mim não me incomodam nada, pelo contrário. O Bloco é também um partido de figuras e ainda bem. As figuras são incontornáveis. As pessoas revêem-se nas figuras. O que é preciso é que essas figuras tenham comportamentos exemplares. E ainda bem que temos figuras como, Louçã, Rosas, Miguel Portas, Fazenda, Gil Garcia, Pureza ou outras, como Sá Fernandes, João Semedo, Fernando Marques (esta é piada).

    Por fim incomoda à Graça a aproximação ao poder. A mim não, desejo que o Bloco (ou algo parecido e se possível melhorado) chegue um dia ao poder para mudar alguma coisa. Mesmo considerando os riscos …

    Não sei se faço ziguezagues mas sei o que quero. O melhor para os que mais precisam e uma sociedade mais justa, solidária e digna (insisto muita nesta palavra)

  12. João C. Lopes,
    Penso que conheces as minhas posições e sei que na maior parte das vezes não concordas comigo, mas acho isso natural. É difícil concordar comigo. Porque sou por natureza um desalinhado. Porque normalmente assumo a posição do contra. Melhor dito, procuro os argumentos contrários, quando estou a conversar ou opinar com alguém. dar sempre a outra visão dos acontecimentos. Depois formo a minha própria opinião. Sobre essas questões da proposta alternativa que não conheço, só lendo tudo. Não quero valorizar algumas coisas se não conhecer o envolvimento e as motivações de quem escreve. Mas também sinto inquietudes. Um abraço.

  13. Fernando, não percebo onde foste buscar a ideia de que não tinha gostado de explicares as frases a bold…apenas achei que não valia a pena ficares nelas. Até porque, eu que assinei e que estive horas a discutir para que se conseguisse uma moção que todos subscrevessemos, sabia que aquelas frases não continuavam na Moção.
    Claro que respeito que não te revejas na Moção.
    Mas deixa-me só acrescentar que não entendo que insistas que só os camaradas da FER são pouco flexíveis…de falta de flexibilidade está, neste momento, e daí eu insistir em falar em falta de Democracia interna, o Bloco enfermo.
    Os camaradas da FER aceitarem subscrever uma Moção que não é, possivelmente, a “sua” moção. Fruto de uma discussão aberta. Demorada. Com pessoas vindas de muito lado…comparada com a falta de flexibilidade que os nossos camaradas da maioria, trataram ( e nos trataram) no Encontro do Trabalho, por exemplo …bem, Fernando, os nossos camaradas da FER são as pessoas mais abertas e mais tolerantes do mundo…(percebes o tom, eu sei…).

    E sabes, amigo, continuo a preferir manter estas questões (que não são de pormenor, são de fundo. Tão politicas como a nossa capacidade ou não de criar alternativas ou como nos colocamos perante o Poder…) nas discussões que vamos fazer durante o período pré-convenção. Da nossa parte vamos tentar ter discussões em conjunto…que o Regulamento não obriga (contrariamente ao passado…). A ver vamos se a maioria vai aceitar. E aí, falar-se-á em flexibilidade. E falta dela. E em “alguma violência sectária e sobranceria” perante as divergências, como lhe chamou há pouco Zé Mário Branco…sem se referir à FER. Nem aos outros camaradas que assinam qualquer das Moções alternativas à da maioria.

  14. É estranho… para poder participar como delegado na V convenção, não me basta ser eleito pelos camaradas que entendam que eu deva ser eleito… tenho que me identificar com uma moção.
    Para ser eleito tenho que fazer lista sob os auspícios de uma Moção mesmo que eu não me reveja no todo dessa moção ou entenda que as duas contêm ideias e princípios bons e outros nem tanto.
    Por mim a democracia plena não deveria obrigar a pré-alinhamentos.
    Não auguro nada de bom com nestas normas… Eu não queria escrever mas estes normativos parecem-me demasiadamente fechados, muito ao estilo ortodoxo e tresandam a golpe. Parece que alguém teme as surpresas

    (Não é para admirar… saímos à rua de cravo na mão a horas certas e em dia marcado. Faz lembrar os deputados a marcarem o ponto)

    Infelizmente nesta convenção não vai ser possível fazer surgir, como aconteceu noutras convenções, alternativas no decurso do plenário da convenção…

    Está tudo tão regulamentado, tão normalizado, tão… tão social-democrata…
    Está tudo tão sem sabor… tudo tão parecido com o PCP, embora mais soft… tipo caviar…

  15. Isabel

    escreves ” com a falta de flexibilidade que os nossos camaradas da maioria, trataram ( e nos trataram) no Encontro do Trabalho, por exemplo ”

    e se nos contasses o que se passou nesse encontro?
    Como vos tratou e trata a maioria?

    será que a maioria tem um discurso para conumo externo e outro para consumo interno?

    Um discuro do genero correr por fora e outro correr por dentro? (Correr po fora, nas corridas é desclassificação garantida).

    Isabel, pessoalmente tenho todo o interesse em conhecer o tratamento que vos reservaram os camaradas da maioria.

    Dá para abordares esse assunto?

  16. Isabel,
    Estou a falar em flexibilidade ideológica. Tu pela primeira vez em cinco convenções vais subscrever uma Moção GLOBALMENTE alternativa e os camaradas da FER? Tu sabes como eu sei como todos sabemos que pelo menos ainda existe a UDP, PSR, Política XXI e independentes e sempre encontraram forma de apresentarem propostas comuns. Os camaradas da FER querem negociar, não querem consensos. Continuam a funcionar numa lógica de grupo. São a única tendência organizada do Bloco. Eu sou contra o direito de tendência. As pessoas com aproximações políticas e ideológicas até por “sinais de fumo” se entendem. Este tipo de funcionamento faz-me lembrar as células de partido (PC’s e grupos M-L). E o Bloco faz-se muito de consensos.

    Isabel “alguma violência sectária e sobranceria” é de facto um grande problema. Mas como se combate melhor esse sectarismo e essa sobranceria? Alargando o debate, alargando a participação, alargando o partido, ouvindo os aderentes e simpatizantes e “definindo os processos de discussão e participação nas decisões”. Por exemplo, estou cansado de dizer isto, fazendo plenários para discutir as resoluções políticas, ANTES e depois das mesas nacionais. É isso que querem também os aderentes do Bloco. Achas que a falta de organização e debate é só culpa da direcção, que o sectarismo, a presunção, a sobranceria, é um exclusivo da comissão política, do grupo parlamentar, das figuras nacionais do Bloco.
    Que Bloco queremos? Com uma lógica de partido com um funcionamento arrumadinho (como tu dizes), preso a ideologias ortodoxas, sejam trotskistas, ou de tipo comunista (UDP) ou algo que faça a unidade entre os pensamentos plurais de pessoas da esquerda que querem é uma alternativa a Sócrates e Cª’s neoliberais, assegurando os direitos sociais, a universalidade dos serviços públicos, a defesa de um estado social?
    Com a primeira opção estará tudo bem, concerteza, estaremos na rua às horas certas, faremos umas greves ali, uns protestos acolá, mas tudo ficará na mesma e a cada dia que passa pior. Com a segunda alternativa, terás problemas de toda a espécie. O Bloco tem especificidades muito próprias e foi essa que concorreu para fazer regressar alguns e captar outros e não é fácil lidar com a diversidade de pensamentos e a necessidade de não criar roturas irremediáveis, para além dos focos das televisões, dos deslumbramentos pessoais, dos oportunismos pelos lugares de relevo, mas isso é inevitável e para isso é preciso, em minha opinião, aquilo que há muito tenho vindo a dizer.
    “Há um debate que tem de ser feito no Bloco de Esquerda. Um debate que se prende com formas de organização do trabalho político os processos de comunicação, do debate, da intervenção e decisão.” Estaremos disponíveis para este debate
    A política está certa, genericamente. A proposta da maioria é correcta. Os comportamentos, o funcionamento interno, (não tanto a democracia interna, nunca em nenhuma ocasião, vi vedada a possibilidade de dizer o que quisesse, onde quisesse e nunca fui admoestado por isso), a participação nas decisões, isso é que precisa ser discutido. E é preciso que os aderentes estejam disponíveis para além das declarações, mais ou menos melodramáticas. Sei que não é o teu caso, Isabel. Mas já é um pouco o meu. Começo a sentir-me cansado das discussões e por isso, de algum modo, entrega a decisão aos nossos maiores.
    Mas apesar disso tenho opiniões e sempre vou fazendo os trabalhos mínimos.
    Ah, e ainda tenho para além das duas moções que li mais duas para ler. Alternativas não faltam.

  17. João C. Lopes
    Já leste algumas das moções? Qual a tua opinião sobre as quatro?

    Que eu saiba sempre a eleição dos delegados se fez com base na associação a uma moção. Também o facto de seres eleito numa lista/moção não impede que votes em que sentido quiseres na convenção. Não és censurado por isso e além disso as moções alternativas decorrem por voto secreto.

    Eu para me identificar totalmente com uma moção teria de ser eu a escrevê-la e mesmo assim, depois de um debatezinho qualquer, já era capaz de a não subscrever na totalidade.

    A verdade é que os aderentes ao votarem nos seus representantes, estão a dar indicações para votarem nesta ou naquela moção global. Parece lógico que os delegados representem o sentir dos aderentes. Não sendo assim era um plenário geral não era uma convenção.

    Porque é que não hão-de surgir mais alternativas? O que impede que sobre este ou aquele aspecto se apresente uma proposta, uma moção, uma recomendação, uma resolução sectorial? Apenas não deves poder e acho que não deves (posso estar enganado, mas é o meu conceito de democracia representativa) é votar moções GLOBAIS alternativas que não foram submetidas à discussão dos aderentes. Parece-me elementar isso.

    Eu estou para aqui a defender posições e até parece que sou um alinhado com a direcção (admito para quem nunca lesse ou me ouvisse falar sobre estes assuntos) e que concordo com tudo o que a direcção está a fazer politica e pessoalmente. Não, não concordo, nem alinhe incondicionalmente.

    Mas a culpa também é nossa. Vou dar o exemplo de Viana do Castelo. Não temos uma coordenadora eleita, porque “ninguém” quer ir para a coordenadora. Ou pelo menos aqueles que seriam as pessoas tidas como mais indicadas para irem não querem e não estando algumas dessas pessoas outras recusam-se a estar, como é o meu caso. Que isto dizer que não é fácil amigos.

    Outro exemplo de como é possível fazer trabalho assim aja vontade. Apesar de não haver coordenadora a maior parte da malta costuma-se encontrar todas as segundas feiras e até chegou a elabora um plano de trabalho muito interessante, em que todos os meses e a propósito de um acontecimento marcante no calendário fosse o pretexto para um seminário, uma conferência, um debate EXTERNO, convidando pessoas exteriores ao Bloco. Morreu à nascença, às primeiras dificuldades. Também se criou um grupo excelente de acompanhamento autárquico, durou pouco tempo. É difícil a participação mas criticar é extremamente fácil.

    Por isso acho muito bem a criação de Coordenadores Nacionais de apoio ao trabalho autárquico, Coordenadoras ambiente, Coordenadoras sindicais, etc. Mas coordenadores especializadas.

    Quero terminar com um apelo sincero que já deixei no post sobre as minhas ideias políticas e não apenas tricas. A concepção original do Bloco tem um tempo. Espero que não deixem esgotar esse tempo.

    É que melhor que o Bloco não encontram por aí, digo eu.

  18. Na verdade não li as moções, ou por outra… li. Mas li na diagonal e algumas nem conheço os subscritores nem os associo a este ou aquele grupo.

    “Vos podeis chamar-me louco,
    comunista e socialista também.
    Na verdade, sou de tudo um pouco,
    do bom que tudo isso tem”

    Citei de memória uma quadra atribuída ao meu conterrâneo António Aleixo, a qual sintetiza o que eu penso das moções em presença. Todas sem excepção contêm princípios que eu assinaria de cruz. Todas, igualmente sem excepção, contemplam ideias ou normativos que repudio.

    Tens razão quando escreves que o tempo, a concepção original do Bloco tem um tempo e esse tende a esgotar-se.

    E porque assim é precisamos de intervir quanto antes. Já!
    Quando tu dizes que queres conquistas já e apresentas esse sentimento por oposição aos que invocam uma sociedade mais igualitária, quiçá mais justa, amanhã, estás em consciência a alcançar essas conquistas, ou estas também a projectar um futuro mais justo? É evidente que falas de um futuro. Ambos, as quatro, cinco sabemos lá quantas moções falam no futuro… E nós precisamos, se queremos um Bloco a sério, de exercer vigilância. É preciso estar alerta.

    Não sei se são do teu conhecimento, mas no interior do Bloco há processos de fazer inveja ao mais empedernido stalinista. Por vezes, pela forma como escreves e deixas transparecer algumas inquietações, dá-me ideia que, neste particular, sabes mais que o que escreves e que eventualmente uma fidelidade aos grandes princípios do Bloco te impedem de “partir a loiça”. Se calhar estou enganado… talvez…

    Meu caro, dizes que conheço o teu pensamento e que discordo dele (escreveste isto num post anterior) mas a verdade é que de todos os que aqui navegam, de todos os que aqui mandam bitates e dizem umas coisas, é com o que tu Fernando Marques escreves que me identifico. Tens neste blog, um magnífico texto de opinião/reflexão denominado Sobre o Bloco e alternativas que sem qualquer rebuço subscreveria. Não temos assim tantas diferenças… penso que são mais as afinidades, [que não são cumplicidades porque não nos conhecemos pessoalmente] que as diferenças.

    A questão é que eu sem identificar os bois, sem os chamar pelo nome, digo que os há e que são perniciosos, enquanto tu preferes ver apenas bezerros “doentes” de uma manda que apesar deles continua sadia.

    Sadia! Mas por quanto tempo?

    Voltando ao cerne da dita: Se, mesmo que eleito delegado por uma lista, eu posso mudar o meu sentido de voto (o voto é secreto) porque raio tenho que ser eleito mediante declarações de intenção ou fidelidades pre-declaradas? Não seria mais verdadeiro expressar o pensamento na reunião de núcleo (os núcleos ainda não foram proibidos pois não?) e mediante essa expressão merecer a confiança dos camaradas para os representar na convenção? Eu creio que seria mais democrático e mais verdadeiro…
    Mas há uma coisa, a politica é feita por pessoas. Por pessoas que têm ou seguem ideias, por pessoas que têm apetências, vontades e ambições… Meu caro mais que as ideias, são as pessoas e se elas não são credoras da minha confiança, e se elas se preocuparam mais com o seu ego que com o colectivo… nada feito.

    Como é evidente neste naco de prosa mal parida, para mim, há no interior do Bloco um conjunto, pequeno penso, de pessoas desprezíveis e que só lá estão por oportunismo, sede de poder, ambição e… por moda…

    Para acabar: A organização não é um exclusivo dos M-L! A organização é uma necessidade de quem quer mudar o mundo…

  19. Quando escreves:

    «Mas a culpa também é nossa. Vou dar o exemplo de Viana do Castelo. Não temos uma coordenadora eleita, porque “ninguém” quer ir para a coordenadora. Ou pelo menos aqueles que seriam as pessoas tidas como mais indicadas para irem não querem e não estando algumas dessas pessoas outras recusam-se a estar, como é o meu caso.»

    Falas em “nossa” ou em “recusam-se a estar como é o meu caso”… isto é conversa de quem está dentro do Bloco, não de quem está de fora?

    Desculpa a boca, humor negro se quiseres, mas no meu entendimento para fazer parte de uma Coordenadora Bloquista é preciso ser aderente, não?

  20. Fernando, apenas para algumas correcções. E outras tantas perguntas.

    Não é verdade que os delegados sempre tenham sido eleitos por moção. Vê o regulamento da última Convenção.
    Para eleger e ser eleito, basta ter pago as quotas, estava escrito.

    As moções não são eleitas por voto secreto. São eleitas por braço no ar. Sempre assim foi. Só as listas para a CP e para a Comissão de Direitos são votadas por voto secreto em urna fechada.

    Uma das perguntas que sempre fiz é a quem seria descontado o tempo se, durante a Convenção, um camarada que fosse eleito por uma Moção, decidisse fazer uma intervenção a apoiar outra…ainda espero a resposta. Com o actual regimento essa tua afirmação de que se pode alterar o sentido de voto na Convenção, se se pretender intervir não é, portanto, assim tão linear.

    O que é uma tendência organizada no Bloco? Todas as tendências têm congressos. Todas têm direcções eleitas. Creio que algumas ainda têm jornais…com excepção dos independentes…por isso (e esta é uma das maiores críticas que faço á actual Direcção do BE) é que nos teimam em pôr rótulos…claro que não, enquanto não fazes críticas de fundo. Aí vem o cliché…passaste-te para a FER (para “os outros, os que querem acabar com o Bloco, os inimigos do Partido” como me foi dito numa recente reunião).
    Agora as tendências estão lá…como dizia ontem creio que o João, basta ver como são feitas as listas para as legislativas…ou como a rotatividade nos elitos por Lisboa, parou agora…

    Fernando, o que me faz um pouco de confusão é tu separares as coisas. Assim. A politica está certa. Os comportamentos é que não. Mas não há ligação?

    Quando tu optas por, contrariamente ao que sempre se fez, passares a ter as Coordenadoras dos Grupos Temáticos nomeadas em Mesa Nacional (isto é, nomeadas pela C.Política), e não em reuniões de activistas, é uma questão de comportamento? Ou uma opção política?

    Quando não se escolhe um camarada dos bancários (sabes que o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas vai ter eleições a 14 de Abril, e a única lista que concorre contra a Direcção PS/PSD tem muitos camaradas afectos ao Bloco, que a Direcção emenda e diz…afectos à FER…) para a Comissão Organizadora do Encontro do Trabalho, porque os bancários são da FER…ah, e o Luís Fazenda descobriu a razão milagrosa para isso, duas intervenções antes do encerramento do Encontro…os camaradas da FER, logo, por extensão, os bancários que são da FER, não concordaram com a Marcha do Emprego e o Encontro do Trabalho era a continuação da Marcha do Emprego (baralhado? imagina eu, que estive desde o início na convocação do E.Trabalho e nunca ouvi falar em Marcha do Emprego…), é uma questão de comportamento ou uma questão política?

    E quando camaradas nossos acusam membros da CP de os sanearem politicamente é uma questão de comportamento ou é uma questão politica?

    Quando membros da Mesa Nacional dizem que todas as decisões são tomadas pela CP/GP e apresentads como factos consumados, ao orgão máximo do Partido entre Convenções, são comportamentos ou opções politicas?

    Quando o Esquerda.net diz, Domingo, dia 1 de Abril, “O encontro do Trabalho terminou ontem…teve um fórum sobre pracariedade, outro sobre comunicação sindical e outro sobre Flexisegurança. E a exibição dum filme sobre a marcha…” E nós estivemos no Domingo, dia 1, no Encontro do Trabalho em discussões duras, mas necessárias, ok, levamos muita “porrada”, fomos acusados de muita coisa, deturparam tudo o que escrevemos…mas temos a certeza que lá estivemos…e o Esquerda. Net diz que não…são comportamentos ou é politica?

    Quando a Mesa Nacional de um Partido não reúne por falta de quórum na última reunião antes da Convenção, em que tinha que discutir e aprovar o regimento da Convenção, são comportamentos ou é política?

    Não sei, Fernando. Qures explicar-me se num Partido político de Esquerda, estes e outros tipos de comportamento não são política?

    João, não tenho a certeza do que gostaria ou não de te dizer aqui sobre o Encontro do Trabalho…(para além do que disse neste comentário ao Fernando). Logo com mais calma ,tentarei responder-te de forma a não entrar em questões que não queria aflorar aqui…

  21. Vamos lá deitar umas achas na fogueira.

    O Bloco é o paladino da seriedade, sempre pronto – e ainda bem – a apresentar legislação que clarifique as águas em que se movem os detentores de cargos públicos. O estatuto do deputado e as incompatibilidades é disso mesmo um exemplo. Ora sendo o Bloco tão exigente nessa matéria, não seria bom começar pela própria casa?

    A título de exemplo, indico por agora, e sem qualquer estudo prévio, seis pequenas matérias onde o Bloco poderia ser pioneiro.

    Poderia começar…

    1. pela limitação de mandatos dos seus próprios dirigentes.
    2. pela regulamentação da constituição das listas para deputados. (Agora que a eleição é possível, convém regulamentar para evitar oportunismos e inerências…)
    3. pela limitação de mandatos dos seus próprios deputados.
    4. pela regulamentação das substituições dos deputados.
    5. pela imperiosa necessidade de regulamentar as acessórias do Grupo Parlamentar
    6. pela exclusividade dos funcionários (Se é funcionário não pode ser dirigente… O velho problema as dependências…)

    “Bem prega Frei Braz., faz o que ele diz, não o que ele faz!”

  22. Uma porcaria isto João Lopes. Já estava quase a acabar uma resposta ao teu comentário e uma explicação sobre a minha ligação ao Bloco quando “perdi” o que escrevi. Isto já parece uma desculpa de mal pagador tantas vezes digo isto, mas é verdade. É a desvantagem de não escrever antes em Word e depois passar para aqui.

    Dizia-te que ainda continuo como aderente do Bloco apesar de ter formalizado um pedido de demissão. Mas por razões que se prendem com o facto de ser membro da Assembleia Municipal e de colocar exigência a mim próprio de que o meu substituto deveria ser alguém melhor que eu e não igual (finalmente agora vai ser possível, será o 5 da lista, mas nossa primeira escolha à Câmara não aceite por querer acabar o doutoramento, e irá entrar brevemente com a discussão do PDM (a sua formação é de arquitecto urbanista, salvo erro, e conhece como ninguém esses dossiers) e também pelas minhas hesitações entre deixar tudo ou agarrar e tentar dar uma volta aquilo. É isto que espero muitos dos camaradas mas continuo a ter muitas dúvidas e vou adiando uma decisão. Esclarecido?

    Sobre o primeiro comentário concordo com quase tudo o que dizes mas quero apenas dizer-te que não sou contra a organização bem pelo contrário. Gosto de organização. Apenas questiono o modelo e os fins da organização que os camaradas têm vindo a defender. Não quero disputar com o PCP as organizações dos trabalhadores e não defendo a criação de núcleos com os objectivos de controlar/dirigir os movimento, no pressuposto de que nós somos melhores. Acho que deve ser através das nossas posições, práticas e ideias políticas que podemos conquistar a confiança dos outros, mas se outros forem melhores …melhor ainda, não tenho a pretensão de achar que somos os detentores das verdades e que somos melhores que outros,

    Fico satisfeito que me vás conhecendo um pouco melhor, depois do azedume inicial que tivemos. Não tenho a pretensão de pensar que tenho sempre razão, mas julgo que as minhas posições tanto quanto possíveis, são consequentes (não coerentes). Um abraço.

  23. Isabel,
    Feitas as correcções não retira nada de relevante ao que disse. Os “congressistas” vão ser eleitos pelos aderentes inscritos e com as cotas em dia em assembleias regionais, presumo, como é costume e através de apresentação de listas de candidatos (o que é questionável mas sempre foi assim e parece que ninguém propôs a possibilidade de apresentação individual – mas também não posso confirmar nada porque não conheço o regimento) que irão ser eleitos pelo método proporcional. Mesmo sendo a forma de votação das moções por voto de braço no ar ninguém está impedido de votar como quiser.

    Indo ás tuas questões directamente, embora tu não vás sempre Isabel, quando sou eu a colocar questões. Vê as minhas respostas aos teus comentários. Lê as minhas posições e verás que é assim:

    a) Vamos lá ver, Isabel estou a falar em teses políticas. Política será tudo. Eu subscrevo as teses políticas. E subscrevo também muitas criticas ao funcionamento interno do Bloco, aliás a própria direcção também diz que há muitas deficiências e muitos erros. Está na moção … e aliás tu, também já as lembras-te, quando Miguel Portas fez a apresentação da moção. Acho que isso é consensual. Mas dizendo coisas parecidas, estarmos a falar às vezes de coisas diferentes, isso está também bem patente nas diferentes propostas. Quando falamos em organização, funcionamento interno, democracia interna, não estamos TODOS a falar sobre TODAS as coisas do mesmo. Não respondo pelos comportamentos. Servem-me apenas de referência sobre as boas intenções para validar ou não aquilo que afirmam. Mas também não generalizo. Um partido é feito de pessoas, com qualidades e defeitos e se bem que certos comportamentos ou atitudes, delas discorde, algumas veementemente, procuro não as valorizar excessivamente, e também procuro compreendê-las à luz dos acontecimentos. Mas não há imaculados. Consegues responder pela honorabilidade dos elementos que estão contigo na moção? Não vou por aí …até ver. Neste momento as minhas preocupações são outras. Até porque defendendo um partido ainda mais largo e abrangente sei que esses problemas se irão colocar sempre.

    Quando achar que estou a violentar-me, quando o estômago não aguentar, vou embora, com tristeza. Mas também deves saber, porque já o afirmei várias vezes que tenho grande dificuldade em me assumir como um homem de partido …precisamente porque é preciso ter estômago.

    a) Tendência organizada é aquela que se afirma para dentro da organização como tal. Segundo sei, apenas a FER o faz. Mas está nos estatutos é assim que pensa a maioria e eu apenas limito-me a considerar um erro político, oito anos depois do Bloco ter nascido. Depois há a UDP, PSR e Política XXI que se dissolveram como organizações políticas para serem movimentos de reflexão política. Achei bem que se tivessem extintos como partidos políticos. Não sei se funcionam como tendência, mas é evidente que há entre eles alguma proximidades política e ideológicas é normal. Mas a diferença é que aos meus olhos, “sacrificam” posições para construir consensos maioritários. Não me parece que seja o caso da FER, mas cada um faz o que acha melhor, eu limito-me a concordar ou discordar nesta matéria.

    c) Não conheço a situação dos bancários para dizer-te se é uma lista da FER, ou do Bloco. A situação pode suscitar dúvidas se e repara, Isabel, sois Vós próprios a alimentar estas misturas, quando afirmais na moção, que ” …connosco está também a Rotura/ FER.”. Isso é alguma coisa? Porquê essa necessidade de numa moção a ser apresentada à convenção do Bloco se falar na FER?
    Em qualquer dos casos, a ser verdade que a não indicação desses camarada (já agora, diz-me porque razão achas que ele devia ser indicado ou se foi indicado outro com menor preponderância sindical, chamemos-lo assim, para facilitar) se deve estritamente ao facto de ele ser da FERS, bem isso seria sintomático do muito sectarismo que ainda há no Bloco (mas isso também não é surpresas nenhuma para mim e vindo de muitos lados) e mais grave se bem de um dirigente político, com as responsabilidades do Fazenda

    d) Esses membros da Mesa estão impedidos de discutir? de apresentar propostas alternativas? alguma vez o fizeram? como reagiram os outros membros? para combater as propostas formatadas, foram apresentadas alternativas? foram recusadas a sua discussão ou votação?
    Depois disso posso dizer-te mais alguma coisa. Agora é normal que havendo uma comissão politica que é o órgão dirigente entre reuniões da Mesa, apresente as propostas para discussão. Se isso é serem formatadas… não me parece.
    Já me parece errado e pelo que julgo saber isso é uma prática corrente é que esses camaradas, membros da Mesa nacional, não interajam com as coordenadores para alargar a discussão prévia desses pontos a todos os aderentes. Eu garanto-te que se por acaso fosse membro da Mesa nacional, antes da realização da mesma, tudo faria para promover esses debates. Mas também sei porque me disse o meu camarada de Viana, membro da Mesa, que muitas vezes esses documentos vêm em cima da hora.

    e)Pois sobre o esquerda.net ou quem lá escreve, haveria muito a dizer e esses é um aspecto que devia ser clarificado na convenção. Também a propósito das eleições para a CT se escreveram coisas que não concordo nada. Não sei bem que papel está cometido ao esquerda.net. Não sei se deve ir ao pormenor do disse eu, disse aquele. Não sei se é uma atitude deliberada de silenciar as posições contrárias, até porque eu li lá, creio não estar enganado, o documento que apresenta-te tu e outros camaradas. Assim como li o “Oficial” do Fazenda, Victor, Justino, Aiveca e li o que não gostei na parte em que retomaram a defesa da tese antes exposta sobre as eleições para a C.T da PT.

    f) Se a Mesa nacional não tem quorum isso também é culpa da maioria? Não percebi essa.

    g) São comportamentos políticos.

    Mas esses dados não mudam nada da minha opinião sobre o juízo que faço das moções. E continuo a achar que há muita coisa a mudar mas que não é com as propostas, nem com a forma que preconizais.

  24. Já repararam que o Partido Comunista do Brasil – Panamá, considerou com um bom texto (penso que foi este o termo) o meu post sobre “O Bloco e a convenção” ali mais para cima?

    Não lhes parece uma cumplicidade perigosa com este esquerdista (direitista, se calhar, dentro do Bloco)?

    Eu por acaso que conheço razoavelmente bem a história do Partido Comunista do Brasil que respeito imenso e que, tem agora uma política de grande abertura, fazendo coligações com o PSB, PDT e outros partidos de esquerda, num “Bloco de Esquerda” é este o nome do grupo, apoiando Lula, será que por fazer estas GRANDES alianças, virou à direita? Não acredito.

  25. Não sei quem é esse Thiago Moro que te dá os parabéns “pelo Blog e pelo texto” e que em nome do PCdoB do Paraná te saúda. Conhece-lo? Representa o PCdoB (Paraná)?
    Dizes que conheces bem a história do PCdoB… Também não me e estranha a historia desse outrora “partido irmão”; ou a historia do João Amazonas ex-secretário-geral; a história da cisão com o Luís Carlos Prestes, (Este excelentemente retratado nos Subterrâneos da Liberdade de Jorge Amado, que ele chamava de “cavaleiro da esperança”). Na cisão João Amazonas ficou no PCdoB e o Prestes no PCB. O primeiro pró-Albania de Enver Hodja e maoista e o segundo pró-sovietico. Lembro-me do camarada Diógenes Arruda… e do seu papel no PCP(R), da sua morte, de enfarte julgo, no aeroporto de Brasília creio, quando regressou do exílio.
    Mas este PCdoB, já nada tem que ver com o velhinho Partido Comunista do Brasil, nada tem a ver com a guerrilha do Araguaia… Este PC é o que deu uma volta de 180 graus e até, por extinção do PCB julgo, foi convidado e participou como “partido irmão” agora do PCP, (PCP sem “R”) na festa do Avante…
    Queira saber o Fernando que me envergonhei. Tive vergonha… quando ouvi as declarações da delegação do PCdoB acerca do “nosso” PC. O mesmo Partido que no passado destacou altos quadros para apoiar a UDP e o PCP(R), entre os quais o já referido Diógenes Arruda, fez tábua rasa sobre a história e de braço dado com o Jerónimo de Sousa fez declarações altamente elogiosas para o PCP. O mesmo PCP que nos “ensinou” a combater e que classificou tantas vezes de revisionista e até de social-fascista…
    Esse Partido que tanto te alegrou escreveu no seu órgão oficial em 20 de Setembro de 2004 o seguinte: «Durante a recente viagem que realizei a Lisboa, para participar da festa do jornal “Avante”, órgão central do Partido Comunista Português (PCP), tive oportunidade de manter, no dia 7 de Setembro, uma longa e produtiva conversa com o camarada Jerónimo de Souza, secretário sindical do PCP e deputado nacional (o equivalente ao nosso deputado federal), sobre o trabalho dos comunistas junto ao proletariado. Pude concluir que se trata de uma rica experiência histórica, com a qual o nosso Partido tem muito a aprender.»
    REPITO: com a qual o nosso Partido tem muito a aprender!!!!
    O Fernando há elogios que mais parecem punhaladas…
    Já li por aqui que o Fernando não quer nada com os M-L. Está no seu direito! Mas quererá com o PCdoB despido da farda ML e travestido com a farda coreana? Correndo o risco, de não ser preciso, tenho a vaga ideia de que não foi apenas Cunhal a considerar como comunista o regime coreano, também o PCdoB o terá feito.

    Nota: As declarações da delegação do PCdoB à festa do Avante, podem ser lidas em: http://troll-urbano.weblog.com.pt/arquivo/2005/04/ e a reacção de Jerónimo de Sousa a essas mesmas declarações que abordavam a temática das relações do PC com a CGTP (por sinal bastante embaraçosas para o PCP) podem por sua vez ser lidas na Edição de “O Expresso” de 25 de Setembro de 2004 http://66.102.9.104/search?q=cache:rrlA_KvzOvoJ:semanal.expresso.clix.pt/1caderno/pais.asp%3Fedition%3D1665%26articleid%3DES148602+PCdoB+na+festa+do+Avante&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=13&gl=pt

  26. ma
    Bem uma vez mais perdi tudo o que escrevi por um dos problemas recorrentes que tenho referido.

    O PCdoB mudou, mudaram os partidos m-l todos, mudou a Albânia, mudou o mundo. Eu estava no PCP(r) na altura do Diógenes Arruda em Portugal e estiva na OCMLP, conheço a divisão nos comunistas do Brasil, entre Prestes e João Amazonas e li também (são aliás os livros que mais me marcaram até hoje e muito me ajudaram à minha formação política e como homem) toda a colecção dos cinco ou seis livros dos subterrâneos da Liberdade de Jorge Amado.

    Nos últimos anos deixei de acompanhar o PCdoB e ficar a conhecer a sua política de alianças, o apoio a Lula, a criação de um Bloco de Esquerda (é mesmo este o nome) com outras forças de esquerda, são sintomáticos de uma abertura política muito grande (aliás já nesse tempo o PCdoB era muito adepto de criação de frentes alargadas, mas na perspectiva leninista de partido líder)que à distância de um Oceano eu saúdo. Não vejo alternativas para melhorar a vida das pessoas que não sejam criar consensos para dar passos seguros para melhorar as condições dos mais desprotegidos e isso segundo os últimos indicadores tem acontecido no Brasil.

    Estranho era que o passados trinta/quarenta anos tudo ainda fosse igual no funcionamento do PCdoB como parece sugerir a ma.

    A presença na Festa do Avante foi positiva e nenhum partido de esquerda deve auto excluir-se se convidado. Mas a presença e sobretudo o relato da conversa com o Jerónimo de Sousa causou engulhos ao PCP ao citar factos reveladores de como o PCP encara os organismos de trabalhadores e se organiza em células. O caso da AutoEuropa é exemplar. Mas repara, ma, que o representante do PCdoB no relatório preocupa-se em colocar aspas quando se refere às posições do PCP, que entendo como uma forma de demarcação. Também a atrapalhação de Jerónimo face às questões como “trabalham” com outros sectores como os técnicos e engenheiros ou quando é referido, pelo representante brasileiro, de um estudo que estariam a fazer sobre o novo perfil do operário, fazendo subentender as formas de trabalho e de organização devem ser hoje diferentes.

    Dizer que têm muito que aprender com a experiência do PCP é natural, todos temos, para o bem e para o mal.

    Os elogios ao meu blogue são de circunstância e apenas quis brincar com a situação. Se fossem a sério, sinceramente sentir-me-ia honrado por que afinal estavam a concordar comigo. Tu entendes isso como estaria mal acompanhado, mas isso não me preocupa. Conheço-me muito bem e sei o que quero e as minhas intenções são nobres, independentemente do que possas ou possam pensar, apenas porque deixei à muito de me rever nos conceitos m-l.

    Nunca li nada ou sequer alguma vez isso me fosse sugerido que o PCdoB tivesse defendido o regime Coreanos como socialista, á semelhança do PC português. Mas atenção mesmo que assim fosse, não tenho nada a ver com o PCdoB e nem sequer faço a ideia se tenho afinidades politicas ou ideológicas, para isso precisava de conhecer o seu modelo e organização de sociedade que preconizam.

  27. Estou esclarecida!

    Evidentemente que se queremos crescer e mudar o mundo, urgente se torna, percebê-lo. E isso não se faz parando no tempo, mantendo-nos orgulhosamente aconchegadas nos estilos, nos métodos e nas práticas de há trinta anos ou quarenta anos. Estamos de acordo…

    Mas cuidado, com as voltas que damos!
    É que para unir, para juntar não sei bem o quê, já vi gente a vender a “alma ao diabo”… Mais, para alargar, para correr por fora como agora se diz por aí, já vi gente a negar ser de esquerda. [Não é que o conceito, por si só seja significativo, mas que é um valor, um dos tais que faz toda a diferença, desculpe a presunção, mas nesse particular não tenho duvidas.]

    Por outro lado, acho giro, até interessante! Acho divertido que mudemos ao longo da nossa vida, que mudemos e rodopiemos… pois se o mundo, em suma a natureza pula e rodopia, porque haveríamos nós, que somos a sua consciência, (ou já não somos?] de o não fazer?

    Sinceramente… estou esclarecida e, não vejo nada de anormal, nas simpatias pelo PCdoB, acho-as até… faltam-me as palavras… giras, engraçadas, divertidas sei lá… gosta-se pronto!

    ma

    Nota: Evidentemente, que aquelas ou aqueles que em nome da sua coerência e da analise marxista e até leninista [Este, Lenine, também virou proscrito, não foi?) que fazem da vida, preferem manter alguns princípios ditos antiquados, têm o direito de o fazer e merecer ainda assim o nosso respeito. Não concorda Fernando?

  28. Não sei! Não sei se o momento é este, nem quando será… tampouco sei se alguma vez será…

    Falei de inquietações.

    Inquietações. Inquietações que me inquietam e desassossegam…
    Sucedem-se umas às outras. Repara no excerto que se segue retirado do blog de apoio à moção “A”, conotada com a chamada maioria do Bloco (http://bloco2007.blogspot.com/)

    «A Mesa Nacional do Bloco discute brevemente a proposta de regimento da Convenção. Perante a proposta, Gil Garcia e Isabel Faria (da Moção C, Ruptura/FER) divulgaram na imprensa a sua crítica: a divisão dos tempos de debate na proporcionalidade entre as moções é um “golpe anti-democrático”»

    A minha angústia, não se prende com o facto de ser ou não um “golpe anti-democrático”, deixo isso para os autores e defensores das moções, a minha inquietação prende-se com o facto da denominação. Repara “Moção C, Ruptura/FER”. É nitidamente uma rotulagem. Eu sei que a moção “C”, assume claramente que “Connosco está também a Ruptura/FER, corrente fundadora do Bloco” porem a denominação da Moção é Letra “C” ou ” TODOS NA LUTA, EM TODAS AS LUTAS!”
    Não vi em lado nenhum a Moção “A” ser rotulada como “Moção A, UDP/PSR/PXXI” e na verdade é. Esta Moção resulta de um acordo de cúpulas, ou se quiseres de um acordo entre o deputado Luís Fazenda, que é quem, ainda que por interposta pessoa, domina a UDP, o deputado Francisco Louçã, do grupo PSR, Miguel Portas da Politica XXI e o deputado Fernando Rosas na qualidade de independente…
    Parece-me redutor forçar a colagem ainda que assumida. Todas sabemos que isso faz parte de uma estratégia, uma estratégia de diabolização daquela corrente. Mesmo que nas anteriores convenções os tivessem “assimilado”, porque na altura pareceu-lhes mais perigosos os “metralhas”… (denominação na gíria bloquista de uma das correntes bloquistas que tem marcado presença nas convenções).

    São pequeninas coisas, aparentemente insignificantes… pequenas areias na engrenagem. Mas foi assim que começou a “deslenização” do velho PCUS por contraste com a “Stalinização”. Foi com pequenas insinuações, pequenos ajustos nas fotos… e mais não escrevo porque posso ser tomado por doente…

    Esclareço que não sou apoiante da Lista C, tampouco da B e que a A não me enche as medidas, ainda que não me desagrade de todo (se eu conseguisse esquecer uma boa meia duzia de subscritores, se calhar não engolia sapos e fazia-o de muito boa vontade, ainda que critica… O problema são as pessoas… as ideias não surgem por ai, provêm da cabeça das pessoas)
    Quanto à quarta Moção, nada sei…

    Para acabar… O momento pode não ser este, mas que tem que se fazer essa discussão ai isso tem…
    yo no creo em brujas, mas que las ay, las ay

  29. Fernando eu sei que não te vou responder a todas as tuas questões. Desculpa.

    Ficará para as reuniões, se lá puderes e quiseres estar.
    Apenas a algumas:

    c) “(já agora, diz-me porque razão achas que ele devia ser indicado ou se foi indicado outro com menor preponderância sindical, chamemos-lo assim, para facilitar) “- os camaradas bancários que faziam parte do Grupo do Trabalho, estão a concorrer para a Direcção do SBSI, fazem parte da Coordenadora dos Bancários…eu que fui convidada (na altura ainda não estava numa moção “inimiga” e que achei que não devia aceitar porque nos moldes em que iria decorrer o Encontro não fazia sentido e não me agrada nada, mas tive razão…), sou apenas membro de uma CT de uma empresa de 300 trabalhadores…os nossos camaradas são candidatos à Direcção de um Sindicato que representa mais de cem mil trabalhadores…respondi-te?

    E ) “Não sei bem que papel está cometido ao esquerda.net. Não sei se deve ir ao pormenor do disse eu, disse aquele. Não sei se é uma atitude deliberada de silenciar as posições contrárias, até porque eu li lá, creio não estar enganado, o documento que apresenta-te tu e outros camaradas. Assim como li o “Oficial” do Fazenda, Victor, Justino, Aiveca ” – Não foi no Esquerda.net que viste. Foi no site do Bloco. Não penso que o Esquerda.Net deva fazer artigos a dizer este disse isto…aquele disse aquilo…mas dizer que o Encontro acabou no Sábado??? A opção a não dizer tudo é mentir? Fernando, desculpa mas entre o 8 e o 80 não temos o 30 ou o 55? Sei lá do género”…O Encontro continuou no Domingo com discussões sobre questões de organização”…mentir, Fernando? Apagar um dia, porque nesse dia houve discussão e diferenças de opinião? Vou-te roubar a frase: tirem-me deste filme !!!

    f) Na mesa Nacional que creio tem 80 e tal membros…3 são da FER e creio que 6 são eleitos pela lista da Helena do Carmo…ah e para aí metade são funcionários do Bloco…o que tem a ver com a maioria???

    João, convido-te também a leres o post anterior. E sem um camarada pelo meio…Gil Garcia e Isabel Faria…como se não pertencessemos ao mesmo Partido…o do João Delgado…como se não se pertencesse ao mesmo Partido…
    Acusando-o de ser mentiroso, aproveitando uma notícia de uma revista de Direita…como se todos não soubessemos o que a CS de Direita faz do Bloco como quando lhes convem…
    E no post que fazes menção as mentiras sobre o darmos o PCP como exemplo de Democracia.Basta lere a minha carta.

    João, não sei se pensas em ir a uma reunião para discussão das listas. Os camaradas da Lista A pretendem concentrar a discussão das Moções apenas em 3 dias- o calendário aprovado pela MN é de um mês…para nos obrigarem, às Moções minoritárias, a desdobrarmo-nos por três dias…quando no calendário que eles propuseram e aprovaram em MN (são maioritários) havia (há) 30 dias para discussão…se nos outros 27 dias quisermos discutir teremos que o fazer só nós (ou nós e os camaradas das outras duas moções se estes aceitarem) , mas se fores a uma reunião, dizia eu, dentro do Bloco, entre camaradas, porque infelizmente há que dar nomes, falarei (falar-te-ei) dessa diabolização. Com nomes. E termos.

    Ah e deixa-me dizer-te que não é Lista A, B e C…é A,B,C e D. A lista D tinha problemas regimentais…entretanto resolveu-os e foi aceite pela COC…mas contionua sem estar no Site. Eu não tenho nada a ver com a lista D. Apenas sou do Bloco. E exijo que todos sejamos tratados da mesma maneira. Como militantes do Bloco. Não como militantes de 1ª ou de 2ª. Muito menos como inimigos.
    Os meus inimigos são o capitalismo (Fernando desculpa, mas aprendi assim…), a globalização, o Governo de Direita do Eng Sócrates, a guerra imperialista…não são os meu camarada Pedro Soares ou os meus camaradas que assinam a Moção E.

  30. Fernando
    Penso que existem demasiados preconceitos na política em geral e o Bloco, não foge à regra. Um dos preconceitos é o que diz que a moção que a Isabel subscreve é da Ruputura/FER. Assim o”pensdores” no Bloco já ficam “descansados” pois já têm uma vacina para reagir a certos argumentos ditos “trotzkistas”, ou “morenistas” e ficam muito felizes, ou melhor, ficam descansados. E porque razão “precisam” estas pessoas de “pensar” assim? Porque se o não fizessem teriam que procurar entender o que a moção diz, reflecte. significa.
    Já sei que isso dá um trabalhão! E ninguém lhe apetece ter nenhum trabalhão! Sobretudo quando já “sabemos tudo”! Isto é, quando desiludidos porque se iludiram, cairam na situação onde os ventos sociais os deixaram em relativa “paz”.
    Fernando, não te enganes! A moção “C” mão é do Ruptura! É de um grupo de homens e mulheres do Bloco que tiveram que fazer um esforço para marcarem uma diferença e/ou uma alternativa à situação a que se chegou – boa e má.
    Confessa que etiquetar as coisas é o caminho fácil. É o caminho de não querer saber. E eu estou convencido que uma das tuas características é quereres saber.
    O Ruptura/FER tem a mesma dignidade (se te parece não ter é porque não querem que tenha) que tem qualquer outro grupo dentro do Bloco: Ou não será assim?
    Olha eu, nunca engalinhei com o trotskismo, nem com o leninismo, nem mesmo com o marxismo. Sempre tive mais um pezinho que me puxava para os anarcas que outra coisa qualquer. E encontrei-me numa situação dentro do Bloco em que fui forçado a tomar posição face a situações que em muito se assemelhavam a outras que eu combatia dentro da empresa onde trabalho (posições da administração), dentro do sindicato de que sou sócio (gajos que estão na direcção há mais de 30 anos!). Nunca imaginei isso numa organização como o Bloco.
    E digo-te mais: deve dar muito jeito a algumas pessoas um bode expiatório numa organização como o Bloco! Mas isso não quer dizer que corresponda à verdade, nem que se insinuem venenosa e perversamente certas histórias aliás falsas, para justificar a falta de democracia que existe.
    Ou não concordas?
    Eu penso que em política não se deveria recorrer nem à baixeja, nem à calúnia, nem ás insinuações manipulativas que impedem o debate político sério

  31. … e de repente o blog, virou palco do debate.

    Que bom seria que lá, onde se devia realizar e se vai dicidir, pudessemos ter a mesma abertura e a mesma franqueza.

  32. Fernado

    No “Sobre o Bloco e alternativas” penso ter deixado a resposta à questão que me colocas no comentário 19 “João C. Lopes
    Já leste algumas das moções? Qual a tua opinião sobre as quatro?”

    Um abraço
    JCL

  33. Desculpem lá todos os camaradas que comigo aqui têm debatido sobre a próxima convenção do Bloco e mais em concreto sobre a proposta subscrita pela Isabel e outros. É curioso que da considerada maioria ninguém aqui teve opinião. Deve ser uma maioria que também não se revê no que eu digo.

    A – Uma pergunta, para nos situarmos. Já alguma vez leram isto?

    1 – ” …Será que é possível à esquerda, às várias esquerdas, esquerdas-esquerdas, encontrarem plataformas mínimas de entendimentos, cada vez mais alargadas? Serão possíveis, entendimentos que conduzam a um partido único, a um Partido da Esquerda Portuguesa, como é o meu desejo? Que esquerda nova queremos, afinal? Estamos dispostos a sacrificar os nossos “grupos”? É possível construir um movimento ainda mais largo e mais aberto? É possível chamar os renovadores comunistas, os independentes, os votantes de esquerda, doutros partidos a esta nova organização? Em que domínios e quais os pontos comuns, susceptíveis de unir a esquerda, na prática e concertadamente?

    Serão movimentos tipo “Movimento Intervenção Cívica”, Fórum Social, ATTAC, espaços privilegiados e adequados, de discussão, de procura dos caminhos, de reflexão sobre as escolhas fundamentais e prioritárias, da congregação dos esforços para dar forma a actuações mais eficazes? Esta esquerda quer ser poder? Ou deve apenas preparar-se para ser unicamente oposição, resistir e denunciar? O que será melhor para as esquerdas? Fazerem os seus caminhos, separados, mas com entendimentos pontuais? Ou encontrar formas de intervenção, de discussão e de organização concertadas? A esquerda é muito plural. A esquerda não está verdadeiramente definida. O que é ser de esquerda, hoje? Mas com seriedade, lealdade, bem intencionadas, as pessoas que desejam o progresso e a melhoria das condições sociais, são capazes se quiserem, de conversar, de criar agendas comuns, na base de acordos, de consensos e avançar para criar uma esquerda maior e melhor do que os somatórios destas esquerdas. Acredito nisso. O melhor das esquerdas do PS, do PC, do Bloco, dos independentes sem partido. (escrito por mim em 25 Julho 2006)

    2 – ” …Considero mais de meia dúzia de anos passados que está a faltar capacidade ao Bloco para atrair “novos públicos”, para a actividade partidária, fazer interessar mais as pessoas, investir mais, nos mais jovens. Trazer mais jovens à liderança. Não culpo o partido, tão-pouco as políticas do partido. Muito menos as pessoas ou os jovens. São sinais dos tempos. Mas é possível fazer mais, penso eu.

    A “desconstrução” ideológica foi e é a alma do Bloco. É esta a sua marca distintiva, genética, a sua “impressão digital”. É este modelo que permite questionar o que era dado como adquirido, repensar as práticas políticas, reflectir sobre as ideologias, adaptar o pensamento e a acção aos novos problemas de uma sociedade moderna, com respostas novas e adequadas.

    A “descontrução” ideológica, não é pois, um abandono da ideologia. É antes um assumir de que a ideologia não se esgotou nos pensadores clássicos marxistas ou nos pensadores mais contemporâneos, anti-capitalistas. Sem complexos e sem preconceitos, tendo como pano de fundo, os valores capitais de uma sociedade socialista, num cenário de um novo mundo globalizado. Estou de acordo com este caminho. Parece-me aliás o único.

    …Isto não quer dizer que cauciono todas as políticas e todos os dirigentes do Bloco. Não conheço o suficiente, todos os dirigentes.
    …Existirão e onde existir sempre oportunistas que antevêem o entremetimento na coisa política, como trampolim para outros interesses particulares.
    …Há comportamentos que não aprecio, mas avalio como adversidades naturais, num partido, novo e ainda a estruturar-se. Mas estou atento. Interessa-me, antes, acentuar o que melhor descortino na actividade do Bloco. A presença de um vasto grupo de pessoas, verdadeiramente empenhadas. (escrito por mim em 5 de Agosto de 2006)

    2 – “Com o crescimento do Bloco, inevitavelmente, irromperam protagonismos exacerbados, deslumbramentos pessoais, oportunismos inaceitáveis, conveniência pessoais, arrogância intelectual. É uma inevitabilidade o aparecimento desses episódios . O Bloco precisa de assentar os pés. Os militantes e simpatizantes, devem perceber a naturalidade destes fenómenos e estar atentos.
    ” …Estes sinais estão já bem matizados para um observador sofrível. Os “encostos” aos líderes, para conseguir ou assegurar lugares na organização, as “correntes políticas” a jogar com a sua influência, os “profissionais” a perder sentido crítico.
    “…Continuo a confiar nos líderes principais e visíveis do Bloco. Mas o Bloco precisa de sair do “centro” geográfico. Precisa descer, conversar com os aderentes e simpatizantes. Precisa ouvir mais. Precisa discutir mais e melhor com os aderentes, os simpatizantes e os eleitores. Precisa de uma liderança efectiva, praticar melhor a democracia interna participativa e auxiliar mais os eleitos autárquicos e definir melhor a sua intervenção sindical. O Bloco é hoje, em minha opinião uma força política com várias cabeças mas sem tronco e pouco escorada nas bases.
    ” …O Bloco precisa abrir-se mais. Abrir-se a outros pensamentos e pessoas da esquerda. Sem medos. O exemplo da participação de alguns renovadores, como o de João Semedo deve ser alargado a nível nacional. As pessoas de esquerda, sem partido, ou com algumas afinidades ao Bloco continuam a existir. É preciso chamar essas pessoas, renovar os quadros, ousar apostar noutras figuras.
    ” …No que me toca começo a sentir algum desconforto. Gostava de ver o Bloco regressar à pureza inicial. (escrito em 26 Agosto 2005em

    3 – “Não quero entrar por aí. Não alinho em políticas de “marcações” em cima, entre as acções do PCP e do Bloco, na liderança à esquerda do PS, de procura de protagonismos mediáticos. Não alinho numa competição a dois, pelo controle do movimento popular, dos sindicatos, das comissões de trabalhadores, pela disputa do eleitorado de esquerda. Isso é um perfeito disparate. É público que o PCP e grande parte dos seus militantes, embirram com o Bloco. Não consigo compreender. O Bloco trouxe crescimento eleitoral ao PCP. Despertou o PCP de um sono profundo. Trouxe-lhe energia. É óbvio isto.
    ” …A esquerda precisava de uma força como o Bloco. Com o aparecimento do Bloco toda a esquerda cresceu. A direita perdeu. O CDS quase desapareceu. Nisto o Bloco tem indiscutível mérito e o pior cego é o que não quer ver.
    ” ..A partir daqui deve ser política, só política. Debate político, debate ideológico, debate sobre as melhores formas de fazer política, de fazer sindicalismo, de responder aos novos tempos. Sem visar competir para ganhar lugares. Não. Por aí não. Competir onde deva haver competição. Onde se entenda que as políticas e as práticas são más e desadequadas, fazendo pedagogia política. Cada um com os seus argumentos, com a sua visão dos problemas, com as suas propostas.
    ” …Para uma esquerda assim estou disponível. Não me interessam por ora os grandes princípios ideológicos. Interessa-me uma esquerda que lute por transformações sociais a favor dos mais necessitados e que promova entendimentos alargados. Para forçar mais e melhores mudanças. (escrito por mim em 14 Outubro 2006)

    4 – “…Louçã tem carisma suficiente para poder romper com praticas que gradualmente vão ganhando corpo no partido que ajudou a fundar. Se não tiver coragem para romper com elas, se em nome dos famosos equilíbrios fizer ouvidos de mercador aos rumores que vão chegando. Se, Louçã aceitar que a próxima convenção seja mais um estafado exercício de pseudo-democracia. Isto é: Se Louçã, se escudar nas couraças dos grupos de trabalho, ditos imbuídas da génese da democracia plena, onde toda a gente discute e manda bitates mas porque esses fóruns são órgãos abertos, onde a participação é um acto voluntário, dependendo da vontade do momento. Se não se tomam decisões, porque são órgãos abertos (não eleitos) l deixam terreno para que os “chicos espertos” do tipo pato-bravo (O pato bravo não é apenas uma ave que nidifica e procria na construção civil) chamem a si a decisão. Toda a gente que participa nesses fóruns são meras figuras decorativas, servem apenas para mesclar, com tintas de democracia as decisões que já estão tomadas. A democraticite é falsa democracia, escrevo mesmo inimiga mortal da democracia plena.Louçã, não apenas mas também, tem que saber romper com este estado de coisas.” (postado por mim com base num comentário do João C. Lopes em 29 Novembro 2006)

    5 – “…Há um debate que tem de ser feito no Bloco de Esquerda. Um debate que se prende com formas de organização do trabalho político os processos de comunicação, do debate, da intervenção e decisão.
    ” …Convém dizê-lo, não obstante inculcar-se a ideia contrária, que a actual forma de trabalhar tem dado jeito (a alguns ou a todos os “grupos” e funcionários do Bloco), para se afirmarem para dentro, num jogo de preponderância política, que dá ascensão no partido por “mérito”, mas que em consequência vai causando “danos” na confiança e credibilidade da força do projecto. (escrito por mim em 2 Dezembro 2006)

    6 – ” …Na parte que me toca disse sempre que apesar de ser um aderente do Bloco, de ter actividade partidária, de ter sido eleito para um lugar público em listas do Bloco, nunca fui um “bloquista” e nem este espaço seria uma tribuna de qualquer partido.
    ” …Porque repego isto agora? … para dar conta de que, por onde menos esperava (quando alguns começaram a sentir a minha total e inabalável independência e sentido critico, sem esconder criticas públicas a quem tinha e tenho afinidades ideológicas) alguns se afastaram daqui.
    Refiro-me a alguns dos aderentes, simpatizantes e dirigentes do Bloco que eram presenças habituais por aqui a comentar ou postando. (escrito por mim em 6 Dezembro 2006)

    7- ” …Mas o grande desafio no plano nacional é combater a filosofia reinante de que não alternativa à nova/velha ideologia revisitada às políticas Socráticas que se tem traduzido em ataques aos direitos sociais, à universalidade de serviços, em mais desemprego e desigualdades sociais.
    ” …Cabe ao Bloco desmontar esta falácia bem montada. E para isso é preciso apresentar propostas políticas, sérias, rigorosas, confiáveis e consistentes, que afirmem uma alternativa de esquerda, social e política, o mais larga e plural possível, sem preconceitos “ideológicos”, em desalinho com o projecto político capitalista de que “é isto ou nada ” que os governos do Centrão político tem vindo paulatinamente a adoptar, com algum protesto é certo, bastante resignação, e muita aceitação e com o apadrinhamento de sectores que se deixaram cegar por este marketing político.
    ” …Naturalmente este caminho trás dificuldades, problemas, arrasta oportunismos, protagonismos, aproveitamentos indesejáveis. Mas esse é o risco de quem pretende construir uma verdadeira alternativa de esquerda, de defesa dos direitos sociais, dos serviços universais, de uma sociedade e um mundo melhor, mais justo, mais solidário, para ser melhor vivido, por todos, tendo em atenção particular, os que de entre nós mais sofrem com as desigualdades, e sem condições dignas de existência. E quanto mais depressa melhor.
    ” …Não é com fechamentos ideológicos, com políticas restritivas, num tempo em que a globalização requer adaptação política e ideológica, para corresponder aos novos tempos e novas necessidades, (mas que vai criando novas desigualdades) das pessoas… ” (escrito por mim em 11 Abril 2007)

    B – Coloquei aqui estes extractos e faltam outros que não consegui encontrar e que estão no meu primeiro Blogue, “à esquerda”, (já lá vão mais de 2 anos)
    como um desafio: tenho a independência necessária; o sentido critico em alerta; tenho opiniões e ideias; o meu entendimento das regras partidárias sempre foi este; não ter inibições de dizer bem ou mal e criticar ou apoiar; mantive apesar disso sempre uma lealdade com a organização. Nunca fiz uma critica pessoal. Essas reservei-as sempre para o interior. Quantos dos críticos ou apoiantes da direcção (de agora ou de sempre) tiveram estas atitudes? Duvido que algum, sem nenhuma presunção. Parece que agora de repente todos descobriram, dificuldade e problemas.

    C – João C. Lopes, Nos órgãos oficiais (site do bloco)as listas estão classificadas por A, B, C e D e pelos nomes atribuídos às moções. Essa crítica deveria ser feita à lista C que (a que propósito?) diz que é uma lista que tem o apoio da Rotura/FER. Nem a lista A, diz que tem o apoio da UDP/PSR/Política XXI (até porque essas organizações,ao que julgo, após a dissolução como partidos políticos, não fazem parte do Bloco mas mesmo que fizessem ou façam parte, dentro do Bloco, todos deveriam ser apenas bloquistas) e também não o faz a lista B, nem a D. Também não sou subscritor de qualquer lista, mas identifico-me com as teses da lista A, sem dúvidas, (quanto às pessoas, bem continuo a pensar que há figuras que são incontornáveis, ainda neste momento para o crescimento do Bloco, outras também as dispensaria) de resto preciso de ler a D. Não sei porquê mas tenho a impressão por alguns comentários que li de um subscritor da lista que será interessante. Essa estória de a maioria assimilar os camaradas da FER e agora diabolizá-los não é assim, parece-me exactamente a o contrário. Os camaradas sempre subscreveram a lista da maioria, aceitaram ser eleitos na lista da maioria e desta vez, decidiram apresentar uma própria. Eles a que se juntaram outros camaradas, como a Isabel, o Daniel Arruda e não sei se também o José Franco e mais alguns não pertencentes à FER.

    D – Isabel, eu se for à convenção e se fores candidata à Mesa Nacional e puder votar em nomes individuais, voto em ti, tens a minha palavra. Agora, não concordo nada com a tua nova (sei que não gostas que diga isto) visão política. Não com algumas criticas que fazes a alguns procedimentos e métodos da maioria, mas penso que ganhaste embalagem para uma nova posição, baseada num processo, com contornos, não sei como dizer para não ferir susceptibilidades, porque sabes que eu sei a sua génese, que te levou a reagir e bem, mas que também não tinhas todos os dados, para tomares uma posição tão definitiva e que depois te deu a conhecer algumas facetas pessoais que tu não julgavas possíveis. Por isso se compreendo que há motivos para fortes criticas, não me parece que as mesmas, fossem motivo para uma alternativa GlOBAL que terá de ser levada agora até ás últimas consequências, ou seja, apresentando também uma proposta de renovação dos protagonistas. Deixo também algumas coisa para discutir, no período de debates, esperando que se discuta política e o melhor rumo para o Bloco.

    E – José Franco, já deves ter percebido que não me deixo ser enganado. Mas é um bocado presunção achares que estamos a ser enganados. Acredita que os aderentes vão decidir o que acham melhor para o Bloco. Já li e reli a moção C e não concordo nada. Depois de ler e reler confirmei o que pensava. Os camaradas da FER não estão à procura de consensos, estão a querer fazer valer os pontos de vista políticos da FER. Estão a pensar na FER e não no Bloco. Por isso é também defendo que as tendências no seio do Bloco deviam acabar. E não digo isto depois de ter lido que alguns pontos da moção são cópias (tal e qual) dos documentos da Liga Internacional dos Trabalhadores, já tinha verificado isso e disso dei conta em comentários no Troll, ao ler o Manifesto.

    F – Isa, o debate feito em qualquer lado não é um mal, desde que a discussão se centre apenas nas questões políticas e não resvalem para os aspectos pessoais, esses sim a serem discutidos dentro da organização, mas o sitio mais adequado apara discutir tudo, aberta e francamente como dizes é dentro do Bloco, sem dúvidas.

  34. Fernando só muito, muito rapidamente porque acabei agora uma tadução e estou de rastos…se a tua justificação para a nossa “culpa” em os camaradas que ontem assinaram aquele post fosse correcta, então os nossos camaradas teriam que lá escrever “Lista C (Independentes /FER). Foi o que escrevemos na nossa moção…

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