25 de Abril, sempre! Uma música por dia (III)

Sérgio Godinho – Liberdade

Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir

Biografia

sergiogodinho.jpg

Nascido em 1945 no Porto, e com mais de 30 anos de carreira, Sérgio Godinho é um dos grandes nomes da música portuguesa.

Além de autor, compositor e cantor é, um pouco à imagem do personagem da sua música “O Homem dos 7 Instrumentos”, artisticamente multi-facetado, sendo actor com diversas participações em filmes, séries televisivas e peças teatrais, dramaturgo, com assinatura de algumas peças de teatro e ainda realizador, entre outras actividades.

Como tantos outros, aos 20 anos sai de Portugal, voltando as costas à guerra colonial. Permanece 9 anos afastado do país. A sua maior ligação é com a capital francesa, Paris, onde integra por dois anos o elenco do musical “Hair” e começa a esboçar as suas primeiras músicas, tomando contacto com outros músicos portugueses, como José Mário Branco, Zeca Afonso e Luís Cília. Passou ainda por Amsterdão, Brasil e Vancouver

Em colabora no primeiro álbum a solo de José Mário Branco, Mudam-se os tempos mudam-se as vontades e viria nesse mesmo ano a concretizar a sua estreia discográfica ao gravar, em solo francês, o LP Os sobreviventes. Gravou ainda no exílio o álbum Pré-histórias 1972. Ainda que constantemente censurados, estes álbuns conseguiram alcançar popularidade entre o público português no ano seguinte, tendo inclusivamente a imprensa premiado Sérgio como “Autor do ano” e Os Sobreviventes como “Disco do ano”.

Já no Canadá, casa-se com sua primeira mulher, Shila, colega na companhia de teatro Living Teather. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver, e é aqui que irá receber a notícia da revolução do 25 de Abril, que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum À queima-roupacom estrondoso sucesso, e corre o país, actuando em manifestações populares.

Desde então a sua carreira não mais parou; apesar de nem sempre ter obtido o correspondente êxito comercial, permaneceu como favorito da crítica e do público, sendo autor de algumas das canções mais aclamadas da história da música portuguesa, como “É terça-feira” e “Com um brilhozinho nos olhos”.

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7 comentários a “25 de Abril, sempre! Uma música por dia (III)

  1. adoro Sergio, acho que tanto antes como agora as letras dele são sempre actuais e mais que isso tocam fundo.è uma pena não se ouvir mais nas nossas rádios, e televisões…

  2. que se passa com esta coisa?? lol
    só queria dizer que adoro sergio.. e que é uma pena as nossa televisões só darem destaque a alguem pela sua figurinha.. é triste tambem se pensarmos nas radios que não dependem da figurinha e que mesmo assim não passam musica de qualidade como esta, como todos os outros que focaste antes e muitos mais ….

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