Uma boa notícia.

semedo1.jpgJoão Semedo, médico, Presidente do Conselho de Administração do Hospital Joaquim Urbano com funções suspensas, deputado independente, membro da Renovação Comunista. ex-militante do PCP, aderiu ao Bloco de Esquerda.

Um alento. É este o caminho que o Bloco deve trilhar, o alargamento à esquerda, como um movimento plural, mais abrangente, envolvido nas lutas, com propostas políticas, sérias, rigorosas, responsáveis, alternativas a um modelo neoliberal e anti social de Sócrates e conservador, defensivo e desajustado do Partido Comunista. O Bloco pode ser a alavanca para a construção de uma nova esquerda orgânica e ideologicamente em construção, sem exclusões à esquerda.

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3 comentários a “Uma boa notícia.

  1. Viva Fernando,

    Há passos positivos dados pelo Bloco de Esquerda que se quer afirmar como uma esquerda moderna (apesar do moderno ser uma corrente do século passado mas percebe-se o sentido). Tenho notado muitas evoluções, por exemplo, nos discursos de Miguel Portas nos debates promovidos pela RTP no PE.

    Mas o BE, estrategicamente, ainda está longe dum discurso que crie condições para que este partido pertença a uma opção de governabilidade. Aliás a forma como o BE articula as suas posições e constrói a sua base de apoio não permite um discurso mais moderado. Nesse sentido estamos longe de poder ter um partido com influência executiva para aplicar esses conceitos de “esquerda moderna”. O que não significa que não tenha a sua utilidade já que um partido não precisa de integrar um executivo para ser útil.

    Outra questão é a base de apoio do BE. Bem sei que o BE – partido – é uma aglomeração de várias pessoas com sensibilidades de esquerda muito diversas mas o BE – votantes – é um pouco diferente. É um partido urbano e tolerante que aglomera algumas faixas de naturais eleitores de direita ou apolíticos (como se verifica nas anedotas sobre o peso do Bloco em algumas zonas nobres de Lisboa) e tem comportamentos estranhos (a base de apoio, os eleitores) nas sondagens, por exemplo, das Presidenciais. Ainda hoje fico confuso como a maioria dos que votaram BE nas legislativas votavam Cavaco numa segunda volta contra qualquer outro candidato de esquerda. Mas, enfim, as sondagens valem o que valem…

    Abraço,

  2. Pois se o Sócrates também fala em esquerda moderna …

    Mas se o falhanço do “socialismo real” não nos impediu de continuar a falar de socialismo, se algumas organizações se apresentam como de esquerda, e algumas são terroristas, e continuo a dizer que sou de esquerda, não temos que temer falar em …esquerda socialista.

    O Bloco é para mim mais do que um partido (será apenas um partido porque é a forma legal que melhor se quadra para apresentar propostas, alternativas, ter mais visibilidade) é um movimento das esquerdas em recomposição, tarefa complexa e difícil, mas absolutamente necessária e inadiável. Por isso ainda não é um partido de poder. Espero que seja um movimento para construir uma nova identidade de esquerda e para consolidar uma nova resposta ideológica às “inevitabilidades” do liberalismo económico, juntando, nesta caminhada, todos quantos não se revêem nas políticas neoliberais, queiram ajudar a construir uma alternativa de poder.

    O Bloco não é um fim é o princípio. Pelo menos espero que seja. Às vezes tenho dúvidas (e perco a esperança) e é por isso que não escondo a minha satisfação com estas aberturas a outras correntes ou pessoas de esquerda.

    O Bloco é para mim a última esperança de reunificação das esquerdas e a possibilidade de construção de uma alternativa de poder para mudar as políticas e não apenas resistir ou protestar.

  3. Fiz parte da Comissão Dinamizadora da Renovação Comunista, estive presente em 2 Encontros Nacionais da RC, e evolui para um pensamento segundo o qual a RC deveria integrar o Bloco, por isso aderi em 2004, a maior parte dos Renovadores não pensam assim. Ainda bem que o grande político, João Semedo está conosco, é uma mais valia para o BE, sem dúvida. No Congresso do PCP em 2000, Vitor Dias, referiu , vejam bem , vitor Dias – o PCP é um partido onde tem lugar todos os comunistas a bem da diversidade na unidade, tretas, e mais foi assobiado. A diversidade à esquerda está no Bloco.

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