Teresa Freitas

A Teresa Freitas é uma amiga e trabalha na Portugal Telecom. Além de excelente pessoa, uma grande mãe, uma colega extraordinária, é uma profissional dedicada e competente. A Teresa Freitas é assistente comercial, apoiando na retaguarda, dois gestores comerciais, e mais de uma centena dos mais importantes clientes empresariais.

Cabe à Teresa, zelar pela prestação de um bom serviço aos Clientes, acompanhar os pedidos e reclamações, efectuar os pedidos de serviços e de materiais, elaborar orçamentos, preparar, organizar, e controlar, todos os processo, desde instalações, reclamações, da facturação, dos tempos de cobrança das facturas, etc.

Não é uma tarefa fácil e requer a colaboração de outros departamentos e dos próprios gestores comerciais. A Teresa faz o seu trabalho com muito empenhamento, muita dedicação, trabalha imenso, para cumprir os tempos previstos, acordados, ou prometidos, para servir bem os Clientes e cumprir em simultâneo os objectivos da Empresa.

O que a Teresa não pode fazer é o trabalho dos outros, porque senão até faria. O êxito do trabalho da Teresa, depende dela, mas depende em muito, do empenhamento e do envolvimento de outros, colegas e departamentos, alguns deste, confrontando-se também com imensas dificuldades.

A amiga Teresa, dizem-me outros amigos da Portugal Telecom, anda cansada, desgastada, a precisar de um tempo para si. O seu esforço, entusiasmo e aplicação, não é percebido porque a Teresa, apesar do seu empenhamento, da sua competência e conhecimentos profissionais, não tem conseguido, cumprir os objectivos propostos e os chefes apenas olham para os números.

A Teresa tem o azar de ser avaliado por um sistema cego. Um sistema que a penaliza, porque muitos dos seus clientes são institucionais e pagam mal e fora de tempo. Um sistema que a penaliza porque a Teresa tem o azar de ter mais trabalho do que outros. A Teresa tem azar porque os seus gestores comerciais, vendem mais do que outros, e isso acarreta dificuldades acrescidas. Mais tarefas subsequentes para dar seguimento, cumprir os tempos de instalação, os tempos de cobrança. A Teresa tem ainda o azar de ser muito humilde e pouco exigente com os seus gestores o que a sobrecarrega ainda com mais trabalho.

A Teresa podia ter atingido os objectivos se fosse menos profissional. Se fosse desonesta, “esperta”, jogar com truques, “viciar” o jogo, fazer “ultrapassagens”. Ou se tivesse uns gestores que vendessem menos ou não tivesse Clientes Institucionais, como Câmaras, por exemplo.

Fico muito triste quando vejo colegas, como a Teresa, excelentes profissionais, excelentes pessoas, profissional empenhada e competente, e ainda grande amiga, não lhe seja reconhecido o valor profissional ou no mínimo que fosse corrigido um sistema de avaliações que tem grande falhas.

Um abraço de solidariedade, Teresa.

Apesar de tudo isto que fique claro que continuo a defender um sistema de avaliação de desempenho e de mérito, mas que requer, como não me canso de dizer, de ser muito bem acompanhado e rectificado, por força de circunstâncias imponderáveis e até de circunstâncias.

Nota: Ah, soube agora que 4 ex-administradores executivos (Horta e Costa, Vasconcelos Cruz, Iriarte Esteves, Paulo Fernandes a quem não foram renovados os cargos de administradores com a entrada do novo executivo de Henrique Granadeiro, receberam de indemnização 9,7 milhões de euros de indemnizações.

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por Fernando Publicado em Geral

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