O trabalho faz mal à saúde.

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imagem do cartoonices

A precariedade do emprego, a desregulação laboral, a pressão das tarefas, as exigências de resultados mais rápidos, a organização do trabalho deficiente, um horário de trabalho inconstante, o incremento da competição individual, as relações hierárquicas de autoridade para com os subordinados e de submissão para com os superiores, uma especialização apressada e desconjuntada, estão a fazer emergir novas doenças profissionais, como o stress, a depressão, ansiedade, o pânico, articulado com o assédio, a intimidação e a violência no trabalho.

São as doenças dos novos tempos da economia capitalista. Embora as doenças de trabalho tradicionais (tendinites, hérnias, dores lombares, etc.) subsistam em maior número, as novas doenças emergentes, são responsáveis, por ausências ao trabalho de igual dimensão, que resulta, segundo um estudo da Comissão Europeia de 2002, na perda de 350 milhões de dias de trabalho por anos na Europa dos Quinze.

E quanto custa e quem paga essas ausências? Em primeiro lugar, os próprios trabalhadores. Com os custos com os tratamentos. Com a perda de salários. Com a perda de qualidade de vida. Depois também as empresas, com perdas de produtividade, e também a segurança social com o pagamento dos subsídios de doença. Pagamos todos, enfim.

Actualização.
Nem de propósito. O Público de hoje, 20 de Março, dá conta de que na Renault francesa, em 2006, 3 trabalhadores suicidaram-se por motivos relacionadas com a pressão e as exigências do trabalho o que levou a empresa e os sindicatos a reverem as relações e os métodos de trabalho.

Estas novas formas de exploração capitalista permitem relacionar uma causa-efeito, entre o nível precário do trabalho, a perda de direitos sociais, o temor da perda do emprego, as remunerações baixas, a competição desenfreada. Feito o saldo tenho dúvidas se alguém ganha com esta situação, inclusive, os empresários que estimulam estas formas de trabalho.

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2 comentários a “O trabalho faz mal à saúde.

  1. Mais do que a infeliz falência do estado social e dos direitos dos trabalhadores, é a constante má resposta dos sindicatos que se tornaram num corporativismo tão cancerígeno quanto a política governamental dos últimos anos.

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