Lapidar

“… No caso português é pior: traduz um país pequenino e mesquinho, preso numa esquizofrenia ridícula. Cavaco Silva visita uma escola luxemburguesa onde os luso-descendentes têm aulas em português: que história de sucesso, etc. Em Portugal alguém sugere aulas de língua materna aos filhos de imigrantes: que absurdo politicamente correcto, etc. Para os nossos filhos lá fora, é uma ideia excelente. Para os filhos dos outros cá dentro, é um perfeito disparate.”

Rui Tavares
(Público, 20 Março de 2007)

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5 comentários a “Lapidar

  1. Desculpa Fernando, mas acho que estas enganado no que esta dito no teu post.
    Se temos aulas em português no estrangeiro, o pedido vem dos pais portugueses vivendo no estrangeiro, pedido feito nos consulados afim de ter professores portugueses, vindo de Portugal e pagos pelo Portugal…

    Querias também que nosso pais tenha em carga os filhos de emigrantes que ai vivem ? penso que o pedido deve vir dos estrangeiros que ai vivem e deve ser os consulados deles a resolver esse problema…
    Penso que existe outras prioridades em portugal a nivel escolar, como por exemplo a gratuidade dos livros escolares, etc..

  2. Helena,
    O problema não é esse.

    A questão é que aí em França, como dizes…

    “Se temos aulas em português no estrangeiro, o pedido vem dos pais portugueses vivendo no estrangeiro, pedido feito nos consulados afim de ter professores portugueses, vindo de Portugal e pagos pelo Portugal…”

    e aqui em Portugal foi apresentada uma proposta idêntica e foi recusada e fortemente criticada. É essa a diferença.

    O que é considerado um sucesso no estrangeiro, se for em Portugal apresentada uma proposta idêntica (desde que não seja apresentada pelos grandes partidos) é logo recusada ou vista com desdém.

    Perguntas-me se quero que o nosso país suporte o encargo com os filhos dos imigrantes que aqui vivem. Não era o caso. Mas não me importava se assim fosse, dado que os imigrantes também contribuem em muito para a economia, (as grandes obras em Portugal nos últimos anos tiveram a mão dos imigrantes e muitos dos filhos dos imigrantes, até são portugueses), do nosso país e portanto também é justo que sejam tratados em pé de igualdade.

  3. Esse pedido não foi logo aceito, o principio foram pais que organizaram essas aulas fora do tempo de trabalho e pouco a pouco o estado português e francês tiveram de resolver esse problema que era de dar esse ensino as crianças da emigração..
    As aulas em arabe existe so ha poucos anos, esse ensino era dado em associações criadas por eles…se não me engano so existe aulas nas escolas primarias nessas duas linguas e portante ha por ca varias nacionalidades.
    Penso que existe sempre remédio a tudo basta crer e acreditar que se vai conseguir, construindo pouco a pouco por nos, so assim se vai em frente…
    Criticando e não fazendo nada, não adianta…os partidos não querem, pode se sempre detornar as coisas de maneira a fazer pelo o melhor…neste caso não me digas que não ha pais que não conseguem ensinar os filhos, existe sempre “um pai” que pode.
    Acho que os filhos de emigrantes de Portugal são tratados como os dai, o que eu queria dizer também era que o estado deveria ameliorar as condições deles, a começar pela gratuidade dos livros, aqui existe até entrar na universidade e acho que é uma coisa boa, mas também não aconteceu assim, levou tempo…

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