Não posso ser padrinho

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Ontem fui falar com o padre da freguesia.
Para ser padrinho de baptismo da filha de uma minha sobrinha, precisava de uma certidão, não sei bem para que efeito, a fim de ser entregue na paróquia da freguesia do baptismo.

Não tive sorte. O padre não aceitou passar a certidão por ser recasado. Isso mesmo, casado pela segunda vez. Segundo ele também teria de ser crismado, dado que o bispo segundo as suas palavras “passou por cá e quem não se crismou está contra as leis da igreja”. Mas essa parte ainda relevava. Apesar de considerar que quem não é crismado “não é um bom católico”. Agora recasado é que não podia ser.

Não adiantaram os meus argumentos. Apesar de ser filiado eu não sou católico (será que é possível o desfiliação?), mas fi-lo pela minha sobrinha. Mas “a igreja da tolerância, da moral, dos bons costumes, do perdão”, preferia a mentira. Preferia que tivesse dito que não era recasado.

A igreja acolhe os maiores bandidos. Desde que não digam que são bandidos ou se o confessem em “privado”, com uns pais-nossos e uma tantas ave-marias já ficam perdoados. Mas é esta mesma igreja que nega o direito a uns pais católicos de escolherem os seus padrinhos, se aqueles forem casados pela segunda vez.

Por mim tudo bem. O que a igreja diz ou pensa para mim é absolutamente indiferente. Apenas lamento que os fiéis católicos ainda embarquem nestas cantigas dos senhores da hierarquia católica e permitam que esses parasitas vivam à custa da fé alheia

P.S. – Já fui padrinho de um filho de um irmão meu naquela igreja e com aquele padre, tudo tratado pelos pais. Alguma coisa mudou.

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4 comentários a “Não posso ser padrinho

  1. Viva, Fernando!

    Os líderes religiosos que cada vez mais se afastam da Igreja de Jesus de Nazaré, não enganam… e a maioria do povo já não se deixa enganar. Feitas as contas, o referendo ao aborto já não deixa dúvias… pode dizer-se que a igreja católica, neste país, está reduzida a uns 10 ou 15%.
    São os sinais dos tempos. Quando alguns clérigos viram bombistas e pedófilos e o vaticano vira casa de negócio e é acolhimento de poderosos e afortunados, o “fim” está próximo.
    Não admira, pois, que os padres percam o norte e naveguem nas ondas do disparate e da estupidez.

    Um rijo abraço do Álvaro

  2. Viva,

    Realmente lamentável a situação que viveste. Assim a Igreja Católica não vai conseguir manter a sua influência nem sobre o crente. Fui padrinho de casamento recentemente e, como sabes, sou agnóstico e não tive problema, mas conheço quem já teve.

    Parece que há indicações globais para regredir – sim, é possível – no sentido de voltar a tornar a instituição mais próxima dos seus valores originais. “Eles”, porque a mim só me vai interessar que não me afecte em nada, é que têm que decidir se é este o rumo que melhor identifica a ponte que a Igreja Católica devia ser, ou seja, a ponte entre o homem e Deus.

    Abraço,

  3. Ser padrinho para quê? Quem é que foi o Padrinho de Jesus? Ninguém, essa treta de padrinhos foi mais uma invenção católica.

    Já agora, porque é que se baptizam bébés? Se o baptismo é para a remissão dos pecados, onde é qyue estão os pecados dos bébés? O pecado original? Não, esse foi tirado por Jesus durante o seu sofrimento no monte das Oliveiras momentos antes de o prenderem.

    Senhores Padres, Bispos e Cardeais, estudem as escrituras antes de enganarem os crentes. Já agora, João Baptista nunca pediu uns trocos a Jesus por o ter baptizado, por isso, até nisso, a igreja católica mete a pata na poça. Santa ignorância!

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