Os reformados precoces

Com a aposentação e com base nas declarações de IRS, os meus rendimentos baixaram 28,5 por cento. Isto sem contar com as remunerações indirectas, como prémios e subsídios. Foi este o resultado das alterações à fórmula de calculo das pensões, promovidas pelos governos do PSD/CDS e do PS.

De um dia para o outro, sem nenhuma moratória, ao arrepio das expectativas legítimas, expressas em lei, alteraram as regras do jogo, baixaram os valores da aposentação, aumentaram a idade da reforma e empurraram literal e precocemente para a reforma, pessoas em idade activa e com uma experiência acumulada importante.

E aqui estou com quase 52 anos aposentado por …velhice. Mas não estou a reclamar por isso. Foi uma opção. Poderia continuar a trabalhar até aos 65 anos. Eram mais 15 anos até atingir a nova idade da reforma. Nessa ocasião, perfaria 51 anos de descontos para a Segurança Social. Era obra. Preferi aceitar a “proposta” de reforma antecipada, mesmo sabendo que iria perder muito dinheiro.

O que é lamentável é que se não fossem estas alterações, muitos destes novos aposentados, estariam ainda hoje a trabalhar, a pagar impostos por inteiro e por mais alguns anos a ser úteis ao país e a descontar para a Segurança Social em vez de estar a sobrecarregar prematuramente o sistema.

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(Um dos “jovens” aposentados)

Assim são às centenas de milhares os “jovens” reformados deste país. Uma tristeza.

Para não suscitar especulações, direi a quem eventualmente não saiba que descontei para o conjunto da Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações durante 36 anos.

Fidel Castro escreve sobre o uso de combustíveis alternativos a partir de alimentos e ataca Bush

Fidel Castro, publicou à dois dias um artigo sobre o uso de combustíveis alternativos à custa de recursos essenciais à alimentação. O recurso a estes carburantes, em alternativa ao petróleo tem suscitado polémica em todo o mundo e os seus alegados benefícios são muito duvidosos, face aos riscos na biodiversidade dos terrenos agrícolas. Uma importante reflexão. Falta-lhe “reflectir” sobre o seu próprio país, mas essa é outra história.

Ler também este artigo.

 

Condenados à morte prematura pela fome e sede mais de 3 mil milhões de pessoas em todo o mundo.

Não é uma cifra exagerada; mas sim cautelosa. Meditei muito nisso depois da reunião do presidente Bush com os fabricantes norte-americanos de automóveis.

A ideia funesta de converter os alimentos em combustível ficou definitivamente estabelecida como linha económica da política exterior dos Estados Unidos na segunda-feira, 26 de Março.

Uma informação da AP, agência de informação norte-americana que chega a todos os cantos do mundo, diz textualmente:

“WASHINGTON, 26 de Março (AP). – O presidente George W. Bush elogiou na segunda-feira, os benefícios dos automóveis que funcionam com etanol e biodiesel, numa reunião com fabricantes de veículos, na qual tentou impulsionar seus planos de combustíveis alternativos”.

“Bush disse que o compromisso dos líderes da indústria automotriz nacional para duplicar a produção de veículos que utilizem o combustível alternativo ajudaria a que os motoristas renunciassem aos motores que funcionam com gasolina e dessa maneira reduzir a dependência do país a respeito do petróleo de importação”.

“‘Este é um grande avanço tecnológico para o país’, disse Bush após inspeccionar três veículos de combustível alternativo. Se a nação quer reduzir o consumo de gasolina, o consumidor deve estar em condições de tomar uma decisão raciona”l.

“O presidente instou o Congresso a avançar rápido numa legislação que o governo propôs recentemente para ordenar o uso de 132 biliões de litros (35 biliões de galões) de combustíveis alternativos em 2017 e impor padrões mais exigentes de poupança de combustível nos automóveis”.

“Bush reuniu-se com o presidente do conselho e director geral da General Motors Corp, Rich Wagoner; com o director geral da Ford Motor Co., Alan Mulally e com o director geral do grupo Chrysler de Daimler Chrysler AG, Tom LaSorda”.

“Os participantes do encontro discutiram medidas para apoiar a produção de veículos que utilizem combustível alternativo, tentativas para desenvolver o etanol a partir de fontes como a relva ou a serragem, e uma proposta para reduzir em 20% o consumo de gasolina em 10 anos”.

“As discussões tiveram lugar num momento em que aumentaram os preços da gasolina. O estudo mais recente da organização Lundberg Survey salientou que o preço médio nacional da gasolina aumentou em seis centavos por galão (3,78 litros) nas últimas duas semanas, a US$ 2,61.”

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por Fernando Publicado em Geral

Teresa Freitas

A Teresa Freitas é uma amiga e trabalha na Portugal Telecom. Além de excelente pessoa, uma grande mãe, uma colega extraordinária, é uma profissional dedicada e competente. A Teresa Freitas é assistente comercial, apoiando na retaguarda, dois gestores comerciais, e mais de uma centena dos mais importantes clientes empresariais.

Cabe à Teresa, zelar pela prestação de um bom serviço aos Clientes, acompanhar os pedidos e reclamações, efectuar os pedidos de serviços e de materiais, elaborar orçamentos, preparar, organizar, e controlar, todos os processo, desde instalações, reclamações, da facturação, dos tempos de cobrança das facturas, etc.

Não é uma tarefa fácil e requer a colaboração de outros departamentos e dos próprios gestores comerciais. A Teresa faz o seu trabalho com muito empenhamento, muita dedicação, trabalha imenso, para cumprir os tempos previstos, acordados, ou prometidos, para servir bem os Clientes e cumprir em simultâneo os objectivos da Empresa.

O que a Teresa não pode fazer é o trabalho dos outros, porque senão até faria. O êxito do trabalho da Teresa, depende dela, mas depende em muito, do empenhamento e do envolvimento de outros, colegas e departamentos, alguns deste, confrontando-se também com imensas dificuldades.

A amiga Teresa, dizem-me outros amigos da Portugal Telecom, anda cansada, desgastada, a precisar de um tempo para si. O seu esforço, entusiasmo e aplicação, não é percebido porque a Teresa, apesar do seu empenhamento, da sua competência e conhecimentos profissionais, não tem conseguido, cumprir os objectivos propostos e os chefes apenas olham para os números.

A Teresa tem o azar de ser avaliado por um sistema cego. Um sistema que a penaliza, porque muitos dos seus clientes são institucionais e pagam mal e fora de tempo. Um sistema que a penaliza porque a Teresa tem o azar de ter mais trabalho do que outros. A Teresa tem azar porque os seus gestores comerciais, vendem mais do que outros, e isso acarreta dificuldades acrescidas. Mais tarefas subsequentes para dar seguimento, cumprir os tempos de instalação, os tempos de cobrança. A Teresa tem ainda o azar de ser muito humilde e pouco exigente com os seus gestores o que a sobrecarrega ainda com mais trabalho.

A Teresa podia ter atingido os objectivos se fosse menos profissional. Se fosse desonesta, “esperta”, jogar com truques, “viciar” o jogo, fazer “ultrapassagens”. Ou se tivesse uns gestores que vendessem menos ou não tivesse Clientes Institucionais, como Câmaras, por exemplo.

Fico muito triste quando vejo colegas, como a Teresa, excelentes profissionais, excelentes pessoas, profissional empenhada e competente, e ainda grande amiga, não lhe seja reconhecido o valor profissional ou no mínimo que fosse corrigido um sistema de avaliações que tem grande falhas.

Um abraço de solidariedade, Teresa.

Apesar de tudo isto que fique claro que continuo a defender um sistema de avaliação de desempenho e de mérito, mas que requer, como não me canso de dizer, de ser muito bem acompanhado e rectificado, por força de circunstâncias imponderáveis e até de circunstâncias.

Nota: Ah, soube agora que 4 ex-administradores executivos (Horta e Costa, Vasconcelos Cruz, Iriarte Esteves, Paulo Fernandes a quem não foram renovados os cargos de administradores com a entrada do novo executivo de Henrique Granadeiro, receberam de indemnização 9,7 milhões de euros de indemnizações.

por Fernando Publicado em Geral

Especulações bolsistas

O banco suíço UBS-Investment Research é o banco estrangeiro mais activo em Portugal em análises financeiras sobre o mercado accionista. O UBS, tal como outras instituições de consultoria financeira, analisa o desempenho das empresas cotadas na Bolsa de Lisboa e recomenda ou desincentiva o investimento em acções nas empresas cotadas.

Mas nem tudo é assim claro e transparente. Por detrás de determinadas recomendações estão interesses escondidos e aparentemente à margem da lei, não se descortinando onde entra a análise séria e rigorosa e os seus próprios interesses, como accionistas, em algumas dessas empresas, alvo de análises e pareceres técnicos supostamente independentes.

Segundo o DN de hoje, o UBS que acompanha em pormenor a gestão de um conjunto de empresas cotadas na bolsa, como é o caso da EDP, (esta acompanhada por 27 analistas financeiros) da PT, BCP, Sonae SGPS, Cofina entre outros, detém uma participação accionista nas mesmas, sendo que os seus pareceres sobre as mesmas, provocaram uma valorização accionista, e logo após, o UBS, vende essas participações, obtendo lucros fabulosos num lapso de tempo muito curto.

O DN faz referência a dois casos concretos e recentes, perfeitamente elucidativos:

No dia 9 de Março, a UBS reviu em alta o preço-alvo da PT de 10,10 para 10,20. Note-se que depois da “morte” da OPA todos os analistas, apontavam para uma descida do seu valor, considerado inflacionado. Mas a UBS 3 dia antes de fazer a recomendação em alta, adquiriu 8,4 milhões de acções, com estas a 9,64 euros, e uma semana depois, estava a vendê-las a 9,84 euros. A UBS com esta recomendação, valorizou as acções e numa semana, embolsou 700 mil euros.

Para beneficiar o presidente do Banif, Horácio Roque que pretendia alienar 10% das suas acções, a UBS subiu a recomendação duas vezes, em dois meses e meio, provocando uma subida das acções para um valor que permitiu um encaixe de mais de 8,75 milhões de euros.

A UBS parece ser o caso mais evidente deste “conflito de interesses” mas não será um caso único. E é assim que se ganham muitos milhões de euros, fintando a lei. E o país o que ganha com isto? Sabe-se que a maior parte dos movimentos bolsistas não são tributados em sede de IRS e IRC. Por exemplo no caso das OPA’s as empresas que recorrerem a empréstimos bancários, para suportar essas operações, deixarão de pagar impostos, mesmo que essas empresas sejam altamente lucrativas, enquanto o empréstimo não for pago.

As bestas

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O bando de pulhas, de imbecis, de gente desprezível, asquerosa, néscia, reles, anda a colocar outdoores na rua contra os imigrantes, aproveitando-se do sentimento de insegurança e do mal-estar social dos portugueses.

Para esses bestas vai o meu profundo desprezo.

Europa ou voltar aos nacionalismos?

Uma afirmação minha sobre a Europa, no post sobre Cavaco, suscitou algumas discordâncias. Referi apenas o seguinte em resposta a um comentário: “Não consigo imaginar Portugal fora da UE. A Europa das nações e dos povos foi importante para a paz e o progresso. Agora é preciso defender as conquistas sociais; o “povo europeu”, esteve à altura na defesa da causa social europeia, contra a constituição e a directiva Bolkestein e contra a guerra no Iraque. É este o caminho.

Não vou acrescentar muito mais. Tal como em tantas matérias não sou propriamente um versado em assuntos europeus. Também não ligo muito aos dados estatísticos sobre a nossa presença na EU (há para todos os gostos) ou sequer fiz um balanço aprofundado. Sobra a minha intuição e a análise empírica, arrolada numa visão periférica das situações, que a experiência da vida vivida, concede. É pouco mas, à falta de “especializações” concretas (e não há especialistas em tudo, embora alguns o creiam), é esta visão global, não mesquinha, não primária, não comodista, ou porventura circunscrita e guiada pelo pensamento mais comum, que sempre oriento as minhas decisões e opiniões.

Dito isto, reafirmo algumas posições:

A presença de Portugal na UE é uma necessidade objectiva. Com a criação da UE à escala do continente desenvolveram-se condições para gerar políticas comuns, num contexto de interdependências iniludíveis que exigem respostas comuns, em matérias transversais às sociedades, num contexto de globalização acelerada. Isto serve para as questões económicas, políticas, sociais, da segurança, mas também serve, para encontrar soluções e responsabilidades conjuntas, em matérias de preservação do ambiente, de provisões energéticas, do controle das matérias-primas, de exigências ecológicas, de controlo das alterações climáticas.

Sem a UE unificada, (de 27 países e mais de 500 milhões de pessoas) as “defesas” dos países mais pequenos e de mais fracos recursos, estariam hoje condenadas a um isolamento e a um atraso ainda maior. Os riscos de uma divisão europeia e consequentes alinhamentos indesejáveis, a possibilidade de rupturas sociais desorientadas, uma maior desigualdade entre nações e povos, a forte possibilidade de aparecimento de regimes autoritários, seriam possibilidades conjecturáveis e factores de mais instabilidade no mundo.

Sem prejuízo de saber que neste barco e a concorrer com os interesses mais particular dos povos, o grande capitalismo intenta impor políticas restritivas de direitos, determinar regras, fazer valer os seus interesses distintos, não obstante isso e os riscos adjacentes a uma política de globalização inevitável, os povos igualmente, dispõem de oportunidades únicas, para lutar por causas comuns, defender políticas sociais e económicas comuns, combater assimetrias, diminuir a pobreza, defender a paz.

Querer estar de fora ou com um pé dentro e outro fora, a defender pretensos interesses nacionalistas, quando a Europa se alarga, descuidando de saber que os avanços na ciência, nas tecnologias, com uma sociedade e economia globalizada, seria um suicídio político e um atraso de consequências irreversíveis.

Por essa razão é que também defendo o foco da intervenção política, da intervenção partidária, da intervenção social, ambiental e sindical, se centre no plano europeu, criando, incrementando ou expandindo, as organizações dos trabalhadores e dos povos em geral e até ache útil uma constituição europeia, atenta aos factores que atrás referi, sendo que é melhor estar consagrado em forma de lei as linhas políticas globais europeias e dos poderes a constituir de que manter esta forma encapotada e não escrutinada de poder de Bruxelas e dos grandes Estados Europeus.

Por estas razões considero-me um europeísta, de esquerda, claro.

Pedido aos leitores do Foice dos Dedos.

Se conhecem despachos, factos, autos, reprimendas, entrevistas, reportagens, pareceres, intimações, requerimentos, sei lá, qualquer um documento que mostre o lado mais ridículo do regime fascista, agradeço-vos muito que os façam chegar à minha caixa de correio. O objectivo é usar esse material, numa ceia de Abril, (de 24 para 25 de Abril) organizado por um grupo de cidadãos, alternativo às comemorações oficiais, cunhado de ridículo, para ser lido por jovens actores de teatro.

Como exemplo do que se pretende segue este abaixo, lido por Leonor Pinhão no programa os grandes portugueses, mas decerto se recordarão de outros, como os despachos sobre a proibição do beijo público, ou das multas, “de coisa na mão x, a mão na coisa y, etc…”. Fico à espera da Vossa colaboração.

“Diário do Governo, I série, nº 244
Decreto nº 31 709, de 19 de Outubro de 1948

Normas sobre o funcionamento do Serviço Nacional de Meteorologia – Artº 2

Funcionários do serviço Meteorológico Nacional, incluindo o Director, têm um chefe. As ordens que ele der executam-se integralmente, seja qual for o opinião sobre elas; e a atitude do funcionário deve ser tal que dê a impressão de concordar inteiramente com elas, sem mostrar, nem sequer dar a entender, que os pontos de vista do chefe não merecem a sua aprovação.

Publique-se e cumpra-se como nele se contém.

Paços do Governo da República, 19 de Outubro de 19948
António Óscar de Fragoso Carmona
António de Oliveira Salazar

por Fernando Publicado em Geral

Unidades anti-mafia para combater a corrupção

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Todo a gente fala em corrupção mas tendo em conta as prisões ou condenações por corrupção, diríamos que quase não há corrupção em Portugal. Apenas oito pessoas estão presas por corrupção, mas todas relacionadas com a imigração ilegal, segundo o DN de hoje. Mas onde está a tão falada corrupção política, a corrupção na administração pública, a corrupção nas autarquias, a criminalidade económica e financeira? O que está a falhar?

Não há corrupção, mas há a percepção. E parece que ninguém percepciona tão bem, como Maria José Morgado. E a ter em conta as propostas que apresentou no colóquio internacional sobre “combate à corrupção, prioridade da democracia”, na Assembleia da República, estamos a falar em corrupção da grossa.

Maria José Morgado, não faz por menos e propõem a criação de unidades anti-mafia. E faz uma afirmação que nos deixa a pensar: o problema não é de falta de meios. Nem de falta de legislação. É de método, de organização, de falhas de formação adequada, é de estratégia “inconsequente, nebulosa, por vezes paradoxal”.

É preciso fazer mais. A responsável pelo Departamento de Investigação Acção Penal de Lisboa, diz ser preciso melhorar os métodos de recolha de prova (protecção dos denunciantes), abolir o segredo bancário (para prevenir a evasão fiscal e a corrupção, bem como controlar o património), e entre outras medidas, propõem a criação de uma rede judiciária contra a corrupção (ligação operacional entre o Ministério Público e a Policia Judiciária).

Estará o poder político disposto a isto?

Cavaco Silva é um palhaço

Para não convidar Mário Soares, o político que conduziu o processo de adesão à antes denominada CEE,  arranjou um esquema/critério estapafúrdio, para a sessão sobre a UE e os 50 anos do tratado de Roma. Um palhaço.

Bom povo português

Oh portuguesitos, isso faz-se? Salazar o maior português de sempre? Onde é que estavam antes do 25 de Abril? A escolha de Salazar é uma brincadeira de mal gosto, companheiros. O saudosismo salazarista só em carolas mal formadas. Mas apesar disso consigo compreender que alguns de vós juntem o seu voto aos carunchosos fascistas.

São sinais de tempos de desencanto e de revolta.

Quando milhares de trabalhadores são empurrados para o desemprego e centenas de milhares não conseguem empregar-se, estamos a falar de pessoas, a carregar o desespero, a desesperança, a transportar uma autêntica bomba atómica, prestes a estourar em suas cabeças. Não é brincadeira, não. São terríveis dramas sociais de famílias inteiras a quem é roubada a dignidade, o sonho.

Quando se fecha a escola, a maternidade, o posto da polícia, quando encerra uma urgência médica, é o abandono, o desprezo, a desconsideração, a insegurança, que se oferece às populações.

Quando a educação, a saúde, a justiça, a habitação, o emprego, a protecção social, trinta e dois anos depois da grande esperança do 25 de Abril, é um fracasso e o que se vislumbra é mais corrupção, mais desigualdade, mais injustiça social, mais pobreza, mais oportunismo, quando escasseiam as perspectivas, é o desconforto, a desilusão, a revolta que assentam arrais em força.

Quando se esperava uns novos tempos de modernidade, de mais qualidade de vida, uma sociedade mais calma, justa, solidária, um mundo sem fronteiras, uni nacionais, de homens e mulheres iguais na diversidade, uma “aldeia global” de povos e culturas, o capitalismo, o imperialismo e seus comparsas, ambicionam mais poder, domínio, mais dinheiro e o povo que se lixe. Definitivamente a luta de classes não é um dogma é uma realidade incontornável.

E em situações de crise é o que se sabe, é um problema e uma oportunidade, para a “revolução” ou para o retrocesso político.

Pronto o sinal está dado. Agora portuguesitos, vamos lá a apontar as setas para os alvos certos …certo?