Amanhã fecha mais uma fábrica a Alcoa e quatrocentos e quarenta pessoas vão para o desemprego.

Será que ainda prestamos atenção a estes pormenores?

A maioria é mulheres e as suas idades rondam os 40 anos de idade. É mais uma multinacional a dar com os butes. Os trabalhadores acham que falta “empenho do Governo para tentar demover estas deslocalizações”. Resta-lhes o fundo de desemprego, por uns tempos. A esperança em arranjar emprego em Portugal é o que vai faltando.

Os números do desemprego crescem todos os dias e sem emprego crescem os problemas e as dificuldades das pessoas.

Mas isso são pormenores.

Anúncios

2 comentários a “Amanhã fecha mais uma fábrica a Alcoa e quatrocentos e quarenta pessoas vão para o desemprego.

  1. Viva Fernando,

    Antes de mais gosto do template, é bom mudar às vezes. Não sei se está melhor porque também gostava do anterior mas tem uma claridade que aprecio.

    É dramático qualquer despedimento. É uma pessoa que vai ter dificuldade em encontrar novamente a sua utilidade na economia, é o quebrar de muitos sonhos, enfim, é dramático. Mas, ao mesmo tempo, é a única forma duma economia regenerar-se e encontrar novas soluções, estas é que, globalmente, tardam. Pior é sempre manter o que é inviável porque ou o Governo tem que injectar subsídios ou perdões que vão ter que ser cada vez maiores ou a falta de pagamento de salários começa a ser uma regra até à solução final que, afinal, era a inicial.

    O empenho do Governo, no contexto actual, é um mero pormenor e raramente tem uma influência importante ou duradoura. Mas não quer dizer que não tenha responsabilidade em preparar o futuro quer através da formação e qualificação quer na criação de atractivos nas infraestruturas ou no contexto fiscal que atraíam investimento externo.

    Abraço,

  2. Ricardo,

    Não percebo nada de economia. Mas sei que a questão do emprego é fulcral e não pode ser negligenciada com o argumento dos ciclos económicos, das mudanças estruturais na economia, na confiança no mercado, esperar que a regeneração apareça num passe de mágica.

    Quem vive exclusivamente do rendimento de trabalho, como pode sobreviver sem emprego? Esta situação é dramática.

    Já disse algures que enquanto houver um desempregado forçado não me venham dizer que o país está bem. Não está. Quando num “país de pelintras se acha normal haver mãos desempregadas” está tudo dito. Somos um povo demitido.

    Aparentemente o(s) Governo(s) não são responsáveis pela criação de emprego, mas só aparentemente. Se não Sócrates não teria prometido a criação de 150 mil empregos. Quando depois de mais que demonstrado que a captação de investimentos com base nos baixos salários não é a solução (haverá sempre países a oferecer mais competitividade a este nível) o ministro da economia, Manuel Pinho, clama no estrangeiro, para investirem em Portugal porque se praticam baixos salários, duvida-se se haverá alguma política de emprego e de investimento sério.

    O país não pode estar sucessivamente a ser adiado. O que quer dizer a atrasar-se mais. Não vejo as tais políticas de criação de emprego, reclassificação profissional, investimentos na formação, os choques tecnológicos. Acho que anda tudo ao contrário.

    Programas concretos de criação de emprego, apostas fortes e sérias em contratos programas com as empresas, reclassificações profissionais e formação adequada, não podem ser palavras soltas no discurso político. É preciso mais.

    É preciso não esquecer que ao mesmo tempo que o desemprego cresce a desprotecção social também é enfraquecida.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s