Pelo sim!

“A minha autoridade para falar resulta de ter feito um aborto; ter mais tarde constituido uma família estável, com filhos e netos felizes; ter sido durante 37 anos professora …”Fazia há vários meses o gráfico das temperaturas, porém um dia, devido a um período irregular, na primeira relação sexual engravidei. …não tinhamos condições, nem afectivas nem profissionais equilibradas para ter a criança …podia ter desistido dos estudos …mas a criança estava destinada a ser filha de pais separados …não tinha o equilibrio emocional, psíquico, nem era aquilo que desejava para os meus filhos … a relação entre os dois não era estável e de facto cada um de nós viria a constituir a sua própria família.”

“Sou actualmente uma mulher feliz, com filhos e netos. E agora pergunto:
Teria vindo alguma vantagem para a sociedade em eu ter sido incriminada por crime de aborto, mesmo que a pena fosse suspensa e e a prisão não se efectivasse?
Seria possível, após a incriminação, ser uma professora considerada?”

Ricardina Barros in Dn Tribuna Livre, 7 Fevereiro de 2007

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por Fernando Publicado em Aborto

4 comentários a “Pelo sim!

  1. Tenho que louvar este post pelo simples facto de não se tratar de um ataque feroz ao Não ou ainda de uma imposição forçada do Sim.

    Acho que estes tipos de testemunhos que acabam com uma pergunta são muito mais fortes e levam a uma maior reflecção (tanto do Sim como do Não) sobre este assunto que é o aborto.

    Basta de “apelos a votos forçados” e de campanhas políticas para um referendo que, antes de tudo é moral e civil. Menos subjectivedade e mais informação!

    Convido a ler o artigo http://radiodelpueblo.wordpress.com/2007/02/05/aborto-ao-referendo/ que se trata de um texto principalmente crítico em relação ao ambiente que se criou em volta do referendo, não sendo explícitamente nem pelo Sim, nem pelo Não.

    Obrigado!

    Abraço!

  2. Governo deve tomar medidas em vez de pedir ao povo a solução

    Não ! – Não à legalização do aborto através da falsa bandeira (engodo) da despenalização !

    A despenalização do aborto é outra forma enganadora de combater o aborto. O número de interrupções de gravidez, no mínimo, triplicará (uma vez que passa a ser legal) e o aborto clandestino continuará – porque a partir das 10 semanas continua a ser crime e porque muitas grávidas não se vão servir de uma unidade hospitalar para abortar, para não serem reconhecidas publicamente.
    O governo com o referendo o que pretende é lavar um pouco as mãos e transferir para o povo a escolha de uma solução que não passa, em qualquer uma das duas opções, de efeito transitório e ineficaz.
    Penso que o problema ficaria resolvido, quase a 90 %, se o governo, em vez de gastar milhões no SNS, adoptassem medidas de fundo, como estas:

    1 – Eliminação da penalização em vigor (sem adopção do aborto livre) e, em substituição, introdução de medidas de dissuasão ao aborto e de incentivo à natalidade – apoio hospitalar (aconselhamentos e acompanhamento da gravidez) e incentivos financeiros. (Exemplo: 50 € – 60 € – 70€ – 80€ – 90€ – 100€ – 110€ – 120€ -130€, a receber no fim de cada um dos 9 meses de gravidez). O valor total a receber (810€) seria mais ou menos equivalente ao que o SNS prevê gastar para a execução de cada aborto. (*)

    2 – Introdução de apoios a Instituições de Apoio à Grávida. Incentivos à criação de novas instituições.

    3 – Introdução/incremento de políticas estruturadas de planeamento familiar e educação sexual.

    4 – Aceleração do “Processo de Adopção”.

    (*) Se alguma mulher depois de receber estes incentivos, recorresse ao aborto clandestino, teria que devolver as importâncias entretanto recebidas (desincentivo ao aborto). [Não sei se seria conveniente estabelecer uma coima para a atitude unilateralmente tomada, quebrando o relacionamento amistoso (de confinaça e de ajuda) com a unidade de saúde].

    Estou para ver se os políticos vão introduzir, a curto prazo, algumas deste tipo de medidas. É que o povo, mais do que nunca, vai estar atento à evolução desta problemática.

  3. O que vamos decidir no Domingo é onde colocamos a cruz. No sim para deixar que a mulher seja considerada uma criminosa e permitir que aborte até às 10 semanas em estabelecimento de saúde autorizado. Ou se, pelo contrário a deixamos entregues ao aborto clandestino, com todas as consequências que acarretam para a sua saúde física e mental. Tão-só. Por mim é um voto sim, inequívoco.

  4. Pela primeira vez na minha vida não consegui acompanhar nem os debates nem a campanha. Não consegui suportar o nível, o rumo, os temas do ruído de fundo, a hipocrisia, a manipulação. E quando digo não suportar, quero mesmo dizer não suportar. Fisicamente.
    Respeito pelas mulheres? SIM, obrigada!
    [com vírgula, pois. O pessoal pelo SIM sabe escrever!]

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