Por uma vida de escolhas II

“Legal, segura e rara”

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Dizem-me que esta frase é de Bill Clinton. A resposta com que, a dado passo, terá arrumado a pergunta sobre a sua posição quanto à interrupção da gravidez: “Deve ser legal, segura e rara”. É uma boa síntese.

Despenalizar a legítima opção de não levar uma gravidez por diante é uma obrigação de qualquer Estado de Direito, laico e democrático. Não é sinónimo de convidar as mulheres a abortar. É deixar que esta matéria, tão radicalmente íntima, se resolva, em segurança, no exercício do critério insubstituível da própria consciência. Consciência essa que, mesmo em presença da interrupção voluntária da gravidez, pode sempre decidir, livremente, levar por diante uma gravidez que começou por não ser desejável.

A criminalização da IVG, tal como persiste em Portugal, subtrai as portuguesas, todas as portuguesas, mais de metade da população, ao estatuto de cidadãs. Redu-las, tecnicamente, a incubadoras forçadas da espécie. Com trágicas, bárbaras e inúteis consequências.

Paula Moura Pinheiro

(caderno, Por uma vida de escolhas – Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim)

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por Fernando Publicado em Aborto

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