O maior Português de sempre

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O meu voto foi para Álvaro Cunhal. Os portugueses durante 48 anos estiveram privados das liberdades. A liberdade é para mim o bem mais precioso. Muita gente lutou e morreu pela liberdade. Álvaro Cunhal é para mim o símbolo da resistência antifascista em Portugal. É um voto emotivo, reconheço. Mas sem liberdades não conseguia viver.

Nunca fui militante do Partido Comunista e nunca irei ser. A sociedade que defendo está longe do paradigma do modelo defendido pelo Partido Comunista. Sou um dos que “explica a razão pela qual somos actualmente o mais atrasado país da Europa”, nas palavras do adiantado mental Miguel Sousa Tavares.

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26 comentários a “O maior Português de sempre

  1. Devo confessar que ler Sousa Tavares não é algo que faça com especial prazer. É demasiadamente pretensioso para os meus gostos. Porem, dependendo do tema, vezes há que me debruço sobre as suas crónicas. Sobretudo pela acutilância e até pelo verbo.
    Numa dessas li precisamente a referência que o Fernando, não percebi porquê, aceita e na qual se inclui. Segundo Sousa Tavares, somos «actualmente o mais atrasado país da Europa» precisamente por essa razão que faz com «que uma grande parte dos portugueses ache que eles [Salazar e Cunhal] são dos maiores».
    O Fernando é que sabe, mas eu, pessoalmente não me sinto nada lisonjeado por poder fazer parte desses portugueses, dos portugueses que se dispõem a «‘eleger’ por voto telefónico de valor acrescentado os ‘maiores portugueses de sempre’» acho simplesmente idiota essa peregrina manifestação democrática. Obviamente que desse modo «só (se) pode chegar a conclusões constrangedoras. Alguém me consegue explicar por que motivo aquela ‘tia’ que foi episodicamente ministra da Educação do Governo Santana Lopes está entre os 100 maiores portugueses de sempre?» Ou, porque carga d’agua votaram naquele rapazito meio imbecil, que faz uns números numa novela da TVI? Ou, pelo mesmo diapasão, votaram num Cristiano Ronaldo ou escolheram um tal José Mourinho? Meu amigo, é pobreza de espírito nomear o líder do clã Azevedo para “O top dos 100 grandes portugueses”… Não te sentiste envergonhado ver naquele lote o Alberto da Madeira?
    Pois…
    Participar naquela votação é passar um “atestado de competência” a quem está fartíssimo de nos dar provas de incompetência.
    A atitude mais inteligente é não só não participar na chafurdice daquela votação, como não lhe dar crédito nenhum.
    Aliás, o programa é um a proposta de Maria Elisa Domingues (Deve ser o resultado do seu trabalho como adida cultural em Londres para onde saltou depois de uma fugas e paupérrima passagem pelo parlamento nas listas do PSD) e obviamente ao seu (baixo) nível.
    Não me cabe julgar as decisões de cada um, portanto se te decidis-te a votar… problema teu!
    Outra coisa bem diferente é o sentido do teu voto.
    Antes de continuar deixa-me colocar um ponto prévio: A personalidade ALVARO BARREIRINHAS CUNHAL é sem sombra de dúvida impar. Foi inegavelmente um dos maiores resistentes ao fascismo bem com um brilhante intelectual. Mas Cunhal foi também um indefectível da ex-URSS. Nos últimos tempos de vida, lembro-me de ler elogios seus aos ditadores coreanos, referi-los como modelos de liderança socialista. Como julgo que Cunhal foi um homem sério, logo deduzo que o elogio foi sentido, isto é: O modelo de socialismo coreano é, na opinião de Cunhal, correcto logo aplicável ao meu país… (?!?)
    Por outro lado, Fernando quando te referes, corrige-me se estou errado, a Fidel de Castro acusa-lo de ditador.
    Devo deixar claro que não faço essa acusação a Fidel, ainda que em minha opinião Cuba, não seja nenhum paradigma do socialismo, nem o seu líder representa um modelo de virtudes. (Mas se ele é ditador, o que chamar a Pinochet, a Franco ou a Salazar?)
    Deixemos estas questões de parte… e vamos aos finalmente? Qual a coerência de alguém que abomina Fidel e nomeia Cunhal para o maior português de sempre?
    Vá lá Fernando, diz lá que não desejavas uma polémica(sinha)? Isto tem andada tão sonso, tão consensual que…

  2. Pela minha parte mantenho o que atrás escrevi, no entanto gostava de te perguntar se concordas com aquela abstunta, aquela ortodoxa ao quadrado que convidaram para fazer a defesa de Álvaro Cunhal. Em minha opinião os organizadores do programa não querem valorizar o papel de Cunhal na nossa história contemporânea. Se quisessem, ou se pelo menos fossem imparciais não podiam escolher Odete Santos para advogado de defesa de Álvaro Cunhal. ‘Antes a morte que tal sorte’. Pacheco Pereira, por muito absurdo que possa parecer, seria o advogado indicado para dignificar e defender Álvaro Barreirinhas Cunhal.

    Se eu votasse, coisa que não farei pelas razões já expressas, o meu voto iria para Aristides de Sousa Mendes. Queres saber porquê?
    Mesmo que não queiras eu escrevo: Para avivar a memória dos judeus e lembrares-lhe a atitude magnânima daquele HOMEM. Daquele homem que se sacrificou para que alguns judeus pudessem fugir ao holocausto… Talvez eles assim pudessem entender o drama dos árabes…

  3. Boa, Fernando!

    Conheço da vida o suficiente para poder dizer quanto é duro viver numa ditadura como a que vivi no tempo de Salazar, principalmente quando piso um palco de efectiva democracia, embora com encantos e desencanto.
    Creio ser isto o suficiente para assinar por baixo do teu texto.
    E se não for Álvaro Cunhal o maior… salvo a respeitável excepção de Aristides de Sousa Mendes, então teremos, dados como isso, invasores e mercadores de escravos ou um dos maiores fascistas do século vinte.

  4. Viva Fernando,

    Confesso que esta novela dos “Grandes Portugueses” começa a afectar o meu já frágil sistema nervoso. Numa época em que a ligeireza domina não fico espantado que tenhamos que pagar para eleger os grandes portugueses numa votação sem qualquer tipo de cuidado com amostras ou outra qualquer regra estatística. Mas estamos num país livre e ainda bem, é importante dar espaço a estas ligeirezas porque é incomparavelmente melhor a qualquer situação de ditadura.

    Quanto ao teu voto respeito. O critério para chegar a esse voto foi isolar uma fase da vida de Cunhal e votar segundo isso. Apesar de respeitar discordo e faço minhas as palavras do João.

    Abraço,

  5. João,
    Isto não tem grande polémica.
    Sobre MST estou de acordo contigo. Respeito o escritor, reconheço a sua inteligência e acutilância, concordo muitas vezes com ele mas discordo também muitas vezes com ele. O seu estatuto permite-lhe dizer tudo e tratar levianamente alguns temas, sem tratar de fazer o “trabalho de casa”. Lembro-me de um caso concreto,passado com o processo de saídas da PT, em que misturou as saídas por rescisão de contrato que a empresa dava 2,5 salários por cada ano, com as saída para a reforma, dizendo que os trabalhadores recebiam aquela indemnização para se reformarem.

    MST não critica o programa, critica e passa um atestada de menoridade (de estupidez, de mentecaptos) a quem vota Cunhal ou Salazar. Isto é segundo MST, o facto de Cunhal estar nos 10 melhores (vou pôr de parte Salazar, por razões óbvias) explica o atraso do País!… O João não compreendo porque me incluo-o. Não sou eu que me incluo-o, quem me inclui, a mim e a outros “atrasados mentais”, é MST e disso quis dar relevo. Não percebo como podes entender doutra maneira o que quis dizer.

    Sobre o programa em si. Podia fazer como, como muitos outros, não lhe dar importância, nem participar na votação. Claro que podia. Aquilo não tem jeito nenhum, acho que não atrasa nem adianta. Entendi-o como mais um programa desenxabido. Não participei em nenhuma fase até ontem. E se calhar nem votava se não tivesse lido a crónica de MST. Assim sempre posso dizer que MST me classificou como um dos responsáveis pelo atraso no país….

    Indo ao que interessa e te interessa o meu voto e a possível contradição sobre a minha posição sobre Cunhal e sobre Fidel. Já disse que o voto em Cunhal teve a ver com um dos valores que mais prezo, enquanto cidadão, as liberdades. As liberdades é o valor q

  6. O comentário foi publicado por engano antes de terminado. Retomando.

    Dizia que a liberdade está, para mim em particular, no topo dos valores inalienáveis. Cunhal, com mais de quarenta anos de resistência ao fascismo, de luta pelas liberdades em Portugal, com mais de dez anos de prisão e torturas, com setenta anos de actividade política em defesa dos mais desfavorecidos, é para mim, não o único, mas o maior símbolo dessa luta, pela reposição da democracia e das liberdades em Portugal. Cunhal era de uma família da média burguesia. Era um homem culto e inteligente. Podia ter ua “outra” vida, mas entregou-se à causa dos mais desfavorecidos, dele recordo a sua famoso frase que marca um compromisso, “sou filho adoptivo do proletariado”. Disse que o meu voto era emotivo, por essa razão. Haverá muitos motivos para votar neste ou naquele. Questões da nacionalidade, questões culturais, da língua, dos descobrimentos, da expansão, etc. Eu valorizei as liberdades.

    Aristides de Sousa Mendes era um homem com uma dimensão humana e coragem que também merece o meu apreço, e estaria seguramente, numa lista de grandes homens, mas não estaria no primeiro plano.

    O que Cunhal pensava ou pensou da ex-URSS e dos países ditos socialistas, para o caso pouco importa. Eu sublinho o que fez não o que pensava ou pensa sobre alguns aspectos. Porque não me revejo e revi nessas posições é que nunca fui militante do PCP e não serei. Entre Cunhal e Fidel existe essa “pequena diferença”. Fidel é poder. Fidel é e foi um ditador. Não tenho dúvidas nenhumas sobre isso. Um país onde não há liberdade há ditadura. Onde a oposição é perseguida e proibida, é uma ditadura. Um país onde as pessoas estão impedidas de ter opinião, de se organizarem e se manifestarem, são presas e algumas mortas, é uma ditadura. Um país onde não há eleições livres, onde as pessoas não podem circular livremente é uma ditadura. Um país onde as pessoas não têm acesso livre à informação é uma ditadura, etc., etc. Fidel não é igual a Salazar, Pinochet ou Franco, mas não deixa de exercer sobre o país uma ditadura. E nem sequer considero que seja uma “ditadura do proletariado” que para mim vinha dar ao mesmo. Cunhal não é isso. Cunhal não foi poder para sabermos se seria isso. Não os posso comparar. Não posso dizer se Cunhal no poder seria igual a Fidel. Podia ser mas também podia não ser. Com poder as pessoas dão-se a conhecer melhor. Em qualquer dos casos preferia não querer passar por uma situação dessas porque defendo uma organização de sociedade diferente. Os modelos de sociedade que Cunhal defendeu conduziram a ditaduras. Para mim não servem. Mas isso não quer dizer que Cunhal seria um ditador. Faltaria fazer a prova. Mas a minha avaliação de Cunhal não é ideológica. É pelo que fez e por ser uma referência.

  7. Em primeiro lugar, gostaria de referir que acho este programa uma grande “fantochada”, por inúmeras razões entre as quais destacaria o facto de na minha óptica, não se poder afirmar que houve uma personalidade que possa ter sido, em face das demais, a maior da nossa História, porque se formos minimamente sérios e intelectualmente honestos verificaremos que existem homens que se destacam, mas isso nunca levará a uma pretensa superioridade de um face aos restantes. Há uma enorme subjectividade inerente a este tipo de juízos avaliativos quanto à dimensão de cada homem na no processo histórico.
    Relativamente ao Alvaro Cunhal confesso que é um homem que particularmente me fascina não obstante as divergências que nutro face à ideologia que sempre defendeu, o marxismo-leninismo. Considero-me um marxista, o que aliás é bem diferente do marxismo-leninismo, mas esta já e outro debate que não interessa. A vida de Cunhal fala por si, as suas acções, a sua luta contra o fascismo é exemplificativa e paradigmática, etc., no entanto é francamente triste e desalentador ouvir e ler certas afirmações de alguns pseudo-analistas e intelectuais de opereta quando analisam e qualificam Cunhal com base naquilo que ele não fez mas que eventualmente poderia ter feito. Esse tipo de exercícios retóricos e especulativos só prejudica e desmerece quem os faz. Eu próprio como referi anteriormente discordo de muitas das ideias defendidas e preconizadas por Cunhal, todavia sei separar esse facto daquilo que ele realmete fez durante toda a sua vida.

  8. Mas só por curiosidade ( bem sei que a pergunta que lhe vou colocar pouco tem a ver com o que se está a analisar), como classifica a acção de Cunhal e do PCP no PREC, acha que de facto Cunhal queria implementar uma sociedade totalitária em Portugal? Se sim, como caracterizar também todas as medidas tomadas nesse período, mais concretamente pelos Governos de Vasco Gonçalves.

  9. Fernando, quando dizes que «Cunhal não foi poder para sabermos se seria isso.» estás a brincar comigo, não?
    E seria preciso ser poder? Não nos basta a experiência sindical? O PCP não tutelou o sindicalismo? Conheces a liberdade que desfrutaram todos os opositores a linha sindical do PCP?! Então?!
    Para saberes o que seriam se fossem poder basta comparar.
    Mas isso pouco me importa agora. Para mim efectivamente Cunhal foi um combatente e isso é que me importa…

    Escreves «Cunhal era de uma família da média burguesia. Era um homem culto e inteligente. Podia ter ua “outra” vida, mas entregou-se à causa dos mais desfavorecidos, dele recordo a sua famoso frase que marca um compromisso, “sou filho adoptivo do proletariado”. » e eu pergunto que diferença há entre este Cunhal e Fidel?
    Não era Fidel também filho de boas famílias, (ex-emigrantes galegos). Por acaso até tiraram ambos o mesmo curso.
    Não podia Fidel ter escolhido outro destino?
    Não é igualmente Fidel um homem culto e inteligente?
    Frases celebres… Cunhal disse-se “filho adoptivo do proletariado”. Fidel proferiu a celebre “A história me abolvirá!”. Frases combativas: Cunhal”A luta continua!”; Fidel: “Pátria ou Morte”, etc…
    Fernando, por mais que te esforces não consegues demonstrar as diferenças entre um e outro… Sabes porquê? Porque simplesmente, no fundamental, elas não existem!

    Fernando, não tenho o prazer de te conhecer pessoalmente, mas penso que posso escrever que lá bem no fundo não odeias Fidel… até porque Fidel de Castro Ruiz a ser teu credor, nunca o seria do teu ódio… talvez do teu respeito.

    Enquanto Cunhal estava na prisão e depois fugiu para o exílio, Castro esteve também preso e depois de liberto “fugiu” para a Sierra Maestra e organizou o derrube de Fulgencio Baptista e a consequente libertação de Cuba…
    O resto enfim… é aquilo que ambos conhecemos…

    Mas isto era a propósito do programa… o programa da Maria Elisa… é uma merda. Desculpa mas é o que eu penso!

  10. Fazer o culto da personalidade de algumas Personalidades foi peditório para o qual já dei. Algumas delas fizeram obra individualmente mas outras são apenas um nome e por detrás ou ao lado têm centenas ou milhares de anónimos que fizeram tanto ou melhor e não se lhes conhecem os nomes.

    Mas acredita que entendo a tua escolha, Fernando.

  11. João
    A experiência do PC nos sindicatos, nos movimentos, o seu funcionamento interno, o seu projecto de sociedade mostra-me porque não sou do PCP. Mas estamos a falar Álvaro Cunhal. E como diz o João Pinto Bastos mais acima, o que interessa é o que ele fez, não o que supostamente faria. O resto é especulação. Álvaro Cunhal também tem um percurso nebuloso no que respeita às ligações, cumplicidades, com as práticas imperialistas dos dirigentes da ex-URSS. Tenho algumas opiniões sobre isso, mas não é o momento para falarmos disso. A minha avaliação tem a ver com o seu papel no combate ao fascismo e pelas liberdades em Portugal que destaco acima de todas as outras e destaco para além de outras razões que poderiam levar-me a votar noutro. Tão-só. Mas eu sei que a questão que tu pretendes evidenciar é outra. É uma aparente contradição que encontras entre eu “apoiar” Cunhal e apelidar de ditador Fidel. Não encontro contradição. É certo que me custa chamar ditador a Fidel. Não o nego. Até porque tenho uma estima muito grande pelo povo cubano e pela sua história. E por Fidel até a um dado momento. Mas se conseguires mostra-me que alguém não é ditador quando e vou repetir-me “Um país onde não há liberdade há ditadura. Onde a oposição é perseguida e proibida, é uma ditadura. Um país onde as pessoas estão impedidas de ter opinião, de se organizarem e se manifestarem, são presas e algumas mortas, é uma ditadura. Um país onde não há eleições livres, onde as pessoas não podem circular livremente é uma ditadura. Um país onde as pessoas não têm acesso livre à informação é uma ditadura, etc., etc. Fidel não é igual a Salazar, Pinochet ou Franco, mas não deixa de exercer sobre o país uma ditadura. E nem sequer considero que seja uma “ditadura do proletariado” que para mim vinha dar ao mesmo” talvez mude de ideias.

  12. João Pinto Bastos
    Também não sou marxista-leninista. Já fui num grupo da extrema-esquerda. Se ainda fosse estava hoje no PCP. Subscrevo o teu comentário quanto à apreciação que fazes de Cunhal e também sobre o que alguns comentadores dele dizem ou especulam. Concretamente sobre a pergunta que me fazes se acho que o PC queria impor uma sociedade totalitária em 1975, acho que não. Embora tendo em conta o momento quente, o extremar de posições, o alinhamento pró-soviético do PC poderia conduzir a isso. Quanto a Vasco Gonçalves acho que não tinha projecto nenhum. Era um homem bem intencionado, simpatizante do PCP, mas algo ingénuo politicamente e as suas posições eram influenciados pelo PCP. Penso que nada disto será novidade.

  13. Pois!!
    É assim… somos mesmo uns incompreendidos…

    Deixemos os lamentos (guardemo-los para quando estiver em discussão o «percurso nebuloso [de Álvaro Cunhal no que respeita] às ligações, cumplicidades, com as práticas imperialistas dos dirigentes da ex-URSS.»

    Em termos de romantismo político, Cunhal não chega, em minha opinião evidentemente, aos calcanhares de Fidel. Enquanto Cunhal tem uma fugaz passagem pela Guerra Civil Espanhola, e uma extraordinária fuga de Peniche, uma resistência heróica na prisão, etc… Fidel tem a passagem pela mítica Sierra Maestra e associado a ele está ainda o romantismo de um grupo de guerrilheiros. [Ainda não inclui nesta nossa “divergência” o papel de Che. A propósito Cunhal nunca teve um Che! Nunca Jean Paul Sartre disse de Cunhal o que disse de Che. Cunhal com algumas honrosas excepções, que ele se encarregou de “eleminar” escreva-se, nunca teve lugares-tenente de tão alto gabarito…]

    Não tenho animosidade contra Cunhal, antes pelo contrário. Sou aliás um admirador da sua tenacidade, combatividade, coragem etc… [Sou também critico de muitas, da maioria, das suas decisões ao leme do PCP, como aquela que levou a reescrever a fuga de Peniche para apagar, à boa maneira stalinista, a presença de um tal Francisco Martins Rodrigues nessa fuga].

    Mas tudo isto é passado, embora não deve ser esquecido! Tanto mais que “um povo sem memória, é um povo sem futuro!”, ou como disse Natália Correia «Ser-se revolucionário em Portugal é preservar a memória, a memória do que nos coube partilhar, e muitíssimo foi!»

    Fernando o que eu quero realçar neste debate são duas coisas muito simples:

    Primeiro:
    A futilidade do Voto naquele programa [Concordo neste particular com a analise e critica de Sousa Tavares]

    Segundo:
    A contradição entre a tua animosidade (chamemos-lhe assim) para com Fidel de Castro e a simpatia para com Alvaro Barreirinhas Cunhal.

    Ah!! Não precisas de mudar de ideias, cada um está certo e bem se estiver de bem consigo.
    Algo me diz que é forçada a tua animosidade para com Fidel de Castro. Só isso…

  14. O que se segue deveria ter ficado apenso ao post acima…
    __________________________

    Deixa-me esquecer que existo. / Deixa-me esquecer que estou vivo.

    Deixa-me com a minha vergonha!

    Isto passa… / Amanhã é outro dia.

    Amanhã…

    (…)

    Apaga a luz / E deixa-me só! / Já te disse.
    Foda-se! / Deixa-me só / Eu quero ficar só

    Ouviste! / Apaga essa merda, Caralho!..

    [Fernando Marques]

    Mãe (…)

    E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. (…)

    Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe…

    Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar…

    Assim mesmo, como entrevi um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o azul dos operários da Lisnave a desfilar, gritando ódio apenas ao vazio, exército de amor e capacetes, assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou: Olá camaradas, somos trabalhadores, eles não conseguiram fazer-nos esquecer, aqui está a minha arma para vos servir.

    Assim mesmo, por detrás das colinas onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores, as festas e os suores, os bombos de lava-colhos, assim mesmo senti um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o bater inexorável dos corações produtores, os tambores.

    De quem é o Carvalhal? É nosso! Assim te quero cantar, mar antigo a que regresso.

    Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena.
    Diz lá, valeu a pena a travessia?

    Valeu pois.

    [Zé Mário Branco]

    Mas, diz lá… O que tem um post a ver com o outro?
    Se calhar tudo, se calhar nada…

    [JCL]

  15. João
    Vamos lá ver se nos entendemos e colocar um ponto final nisto. Tua mais acima disseste que entre Cunhal e
    Fidel que não havia no fundamental diferenças “Fernando, por mais que te esforces não consegues demonstrar as diferenças entre um e outro… Sabes porquê? Porque simplesmente, no fundamental, elas não existem!” Agora, dizes que Cunhal não chega aos calcanhares a Fidel, em termos de romantismo (o que é que o romantismo tem a ver com o fundo da questão, assim como Sarte, em Che, lugares tenente de gabarito, etc.?) procurando TU marcares as diferenças entre les (mas quem disse que não havia diferenças foste tu, não fui eu.). Cunhal até podia ser no fundamental parecido com Fidel como dizes. Não sei. Faltou-lhe a prova do poder e não quero especular. A minha “simpatia” com Cunhal existe na medida exacta de tal “crédito de respeito” por quem tem um passado inquestionável no combate à ditadura. Apenas isso e não é pouco. Foi isto que valorizei. Preciso repetir mais vezes!.. Sobre o Cunhal também tenho muitas dúvidas sobre o seu possível “envolvimento”, ou “cumplicidade” com as atrocidades nos países do leste “comunista” em particular na era pós Stalin. Conheço bem o caso de Francisco Martins Rodrigues. Conheço a denúncia nas páginas do Avante da chegada a Portugal de João Pulido Valente, dissidente do PC que pôs a pide na sua peugada, etc. Mas isso é a história do PC com coisas boas e coisas más.
    Sobre os teus pontos:
    1 – A futilidade do voto. Concordo, mas apeteceu-me tomar posição. Mas o cerne da minha critica de MST não é sobre o programa é sobre a sua arrogância intelectual de considerar que os votos em Cunhal (e salazar) explicam o atraso de Portugal. Se concordas com isso tudo bem. A mim mete-me asco, por um lado, juntar Cunhal a Salazar, segundo, considerar de “atrasados mentais” quem votou em Cunhal e dizer que ” se não fosse a parte sã da nação” teríamos uma outra ditadura como a de Salazar e seríamos uma outra Albânia!? Achava ele que quem devia lá estar era uma tal Ray qualquer coisa só “porque editou e divulgou o que de melhor Portugal tinha escrito “entre os quais tenho a honra de me incluir”. Os critérios de MST
    2 – Não há nenhuma contradição entre o que penso de Cunhal e Fidel. Cunhal até poderia vir a ser um Fidel. Admito, mas seria estar a especular. Cinjo-me aos factos. A minha animosidade com o Fidel tem a ver com o regime de que é responsável. A propósito sobre isso não falas. “Bates” em Cunhal porque supostamente seria igual a Fidel e “compreendes” Fidel , sem justificares validamente as políticas.

    Por fim não percebo mesmo, desculpa lá, a tua referência àquela “espécie” de poema da minha lavra.

    Quanto ao excerto do FMI é isso mesmo. Obrigado por o teres trazido.
    “E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar…” isso é que interessa.

    Olha agora estou na campanha do Sim, completamente envolvido e logo ao fim da tarde temos a presentação formal à imprensa. Essa agora é que deve ser a nossa batalha mais importante de momento. Um abraço.

  16. Todas as batalhas são importantes, Fernando. TODAS!

    O problema é a priorização das batalhas. Esta é mais importante que aquela e aquela mais importante que a outra. É esse princípio que determina nos ML a secundarização das batalhas em defesa dos direitos dos gays, das lésbicas, etc…

    Se não estás para ai virado, se este ‘debate’ não te interessa, paciência. Assunto encerrado!

    Eu continuo a não perceber as diferenças que tu vês entre Álvaro Cunhal e Fidel Castro. E continuo, por incrível que te pareça, a respeitar a memória de um e verticalidade do outro! Sem concordar na essência com nenhum deles!

    E agora desculpa lá, mas tenho ali uma amiga a chamar-me… vou a Aljezur distribuir manifestos do meu movimento pelo… advinha lá?(*)

    post scriptu: Meu amigo, não percebes o que eu quis dizer com aquele teu poema (retirei propositadamente “espécie”) como assim, se as palavras são tuas?
    Não percebes? Deixa lá…« Isto passa… / Amanhã é outro dia.»

    (*) Não! O meu sentido de voto não é o que estás a pensar…
    EU SOU CONTRA O ABORTO, NUNCA O FAREI NEM INCENTIVAREI NINGUEM A FAZER E VOU NO PROXIMO DIA 11, VOTAR CONTRA A LEI QUE PUNE QUEM ABORTAR, PORQUE ENTENDO QUE A MINHA OPINIÃO É O QUE É, MAS APENAS ME VINCULA A MIM. NÃO POSSO OBRIGAR NINGUEM A PENSAR COMO EU! POR ISSO VOTO sim!

  17. João
    Já vi que te estás a divertir… podes continuar.
    Fazes- te de desentendido, conheço essa táctica doutros.
    Lições de m-l? É escusado …já tive a minha dose. Deixa isso para outros.
    Agora até já sabes o que estou a pensar sobre o teu sentido de voto? Continua a brincar se quiseres o espaço é todo teu. Mas não estejas à espera que te responda no mesmo tom … ou noutro. Este assunto está encerrado para mim.

  18. Companheiro
    não estou a brincar. Acredita!
    Relê o que eu escrevi e, eventualmente poderás encontrar algum sentido de humor, (tentei fazer algum humor, provavelmente não consegui… lamento) mas apenas isso, o resto é opinião e desafio. É verdade meu amigo, passei o tempo neste debate a “forçar-te” a admitires que há contradição nas tuas opiniões sobre o Dr Cunhal e sobre El Comandante en Chefe. Não consegui, tu não admites… paciência.
    Acredita que não estou a gozar, antes pelo contrário…
    Mas tem mais companheiro, no que ao meu sentido de voto diz respeito a minha posição é mesmo esta que escrevi e penso que ela é profundamente tolerante. Não sou apologista do Aborto, por minha iniciativa a minha companheira nunca abortará, porem entendo que tenho que votar e fazer campanha pelo SIM. Não tenho o direito de obrigar ninguém a seguir a minha opinião e isso, no que ao IVG diz respeito só se consegue se o SIM GANHAR.
    Vou VOTAR SIM e fazer campanha pelo SIM (Cheguei agora mesmo de Aljezur de uma iniciativa em apoio do SIM)

    Não te chateies amigo… não vale a pena… Eu sou apenas um tipo que tem dificuldade em debater as coisas pela rama…. e quando percepciono contradição sou tipo carraça… apenas isso.

    Quanto à poesia, meu amigo eu, penso que já sabes, já pelo menos o escrevi noutros post teus, gosto de poesia. Utilizei o teu poema, porque gosto dele, tem força, tem sentido e revela um estado de alma ao qual fui particularmente sensível.
    A frase …« Isto passa… / Amanhã é outro dia.» pareceu-me adequada como resposta à admissão de que poderias mudar de opinião sobre Fidel que deixas-te implícito acima. Apenas isso amigo.

    Não te irrites, precisas, como eu de serenidade e energia para derrotar os intolerantes do não.

    Pela tolerância, SEMPRE!

  19. Penso que a vossa discussão é estéril, mas só para colocar as coisas nos seus devidos lugares. Em primeiro lugar, na minha óptica Cunhal e Fidel são duas personalidades bastante diferentes que têm como semelhança o facto de comungarem a mesma ideologia. Relativamente a Fidel Castro e ao regime por ele liderado partilho basicamente da opinião do Fernando, mas com algumas ressalvas. Se atentarmos ao regime político Cuba é evidentemente uma ditadura, é um regime autoritário, onde os direitos e liberdades fundamentais são completamente subalternazidos ou para utilizar uma expressão cara ao Dr. Vieira de Andrade são funcionalizados. Mas se olharmos para os índices sociais do país as conclusões são distintas. São as próprias organizações internacionais que confirmam este facto, pois em termos de educação, saúde, cultura Cuba é um país extremamente desenvolvido. Eu sei que para o pessoal da direita neoliberal e conservador, bem como, para certa ” esquerda” (que de esquerda só tem o nome) o que eu acabei de dizer é quase uma heresia. Para termina, é preciso dizer que o regime cubano apesar das semelhanças inevitáveis com os antigos regimes comunistas ao nível do sistema político e económico tem bastantes diferenças relativamente a estes últimos, entre as quais eu salientaria o facto da repressão ser menor; O Partido Comunista Cubano não apresenta uma burocratização e fossilização tão profunda como os congéneres dos antigos regimes comunistas; há um sentimento de dignidade e patriotismo nacional em parte devido ao embargo; e há efectivamente um apego à revolução por parte da população não obstante todos os desvios autoritários que esta revolução tem observado. Daí o facto do regime comunista cubano não ter caído ao contrários dos regimes comunistas do leste europeu, e isso deve-se a estes aspectos entre muitos outros, e não a uma possível ou suposta maios repressão por parte do regime.
    Para o João Lopes, Cunhal e Fidel são farinha do mesmo saco, fundamentalmente pelo facto do Fidel ser um ditador sanguinário e torcionário, e pelo que Cunhal poderia ter feito se supostamente tivesse alcançado o poder. Desculpa João mas é um argumento para não dizer outra coisa, absolutamente ridículo, repito, absolutamente ridículo. Ademais, a “estória” do PCP ter tentado implementar uma sociedade totalitária por vários meios, ou então ( como li noutro blogue recentemente) o PCP ter organizado o 28 de Setembro, o 11 de Março e o 25 de Novembro (este argumento nem é novo, pois Mário Soares num dos seus momentos de “esquizofrenia intelectual” já mencionara semelhantes disparates) são mais um exemplo da incapacidade de discernir correctamente as coisas. Eu não digo que Cunhal tivesse uma visão heterodoxa, ou se preferirem, não dogmática do socialismo e do marxismo. Não! Cunhal foi efectivamente um comunista ortodoxo e por vezes cego, mas no período do pós-25 de Abril se olharmos e atentarmos na acção do PC, constataremos que as acusações de que muitas foram alvo, no que toca às suas pseudo-intenções democráticas são falsas. O programa do PCP da época fala por si. Nunca estiveram em causa as liberdades e direitos democráticos conquistados com o 25 de Abril, ademais muitos comunistas morreram na luta por esse ideal. Para mim nunca houve o confronto entre totalitarismo e democracia, mas sim o confronto entre socialismo e capitalismo, parece-me que esta distinção é mais exacta.A história do PREC a meu ver, ainda está para ser devidamente contada, mas como é sabido, a história oficial é sempre a história dos vencedores, o que acaba por dificultar e muito a descoberta da verdade. Como conta Diniz de Almeida no seu livro Ascensão, apogeu e queda do MFA, muitos daqueles que se arvoraram em grandes democratas no pós-25 de Abril, e que ainda hoje em muitos casos os ouvimos a perorar sobre uma imensidão de coisas ( muitos continuam a deter uma grande influência na nossa sociedade) foram exactamente aqueles que nunca mexeram uma palha para combater a ditadura fascista. É esta a nossa dura realidade.

  20. PARA JOÃO PINTO BASTOS

    Meu caro Sr. Bastos

    Você pode e deve apoiar a posição do Fernando quando e bem entender; Você pode atribuir-me tudo aquilo que lhe apetecer… é problema seu, não meu. Porém que fique claro. A estéril “discussão” em que me envolvi com o Fernando, da minha parte tinha um objectivo. Basicamente pretendi demonstrar uma contradição entre a opinião do Fernando sobre o Dr. Álvaro Cunhal por contraste com o que ele, ele Fernando, diz de Fidel. Para mim, provavelmente estarei errado mas é a leitura que faço, quem vota em Álvaro Cunhal para aquele concurso, que supostamente nomeará o maior português de sempre, não pode dizer cobras e lagartos de Fidel de Castro. Cunhal e Fidel não foram exactamente iguais, têm diferenças evidentemente… mas aquilo que os iguala é sobejamente forte para eu encontrar contradição na nomeação de um para herói e de outro para vilão. Simplesmente isto.
    Se o senhor Bastos não percebe as minhas palavras… problema seu. Penso que fui claro, contudo admito falhas… oportunamente vou rever o meu português para que possa ser mais incisivo e não fomentar o erro de interpretação. O senhor leu-me mal….
    Creio que o meu português não é tão trapalhão que lhe permita concluir que «Para o João Lopes, Cunhal e Fidel são farinha do mesmo saco, fundamentalmente pelo facto do Fidel ser um ditador sanguinário e torcionário, e pelo que Cunhal poderia ter feito se supostamente tivesse alcançado o poder.»
    Não leu escrito nenhum assinado por mim a chamar ditador a Fidel de Castro, muito menos sanguinário e torturador. Quanto a ser ditador, esclareça isso com o Fernando porque ele é que o coloca nesse lote.
    Espero que se retrate, sr. Bastos, caso contrário terei que lhe chamar mentiroso. Eu não escrevi, nem tenho o Fidel como ditador, tampouco torturador e sanguinário. Fidel de Castro não é propriamente o “meu herói”, mas está longe de ser meu inimigo de estimação e é seguramente, para mim claro está, uma referência mundial do sec. XX e nesse mesmo contexto, não tenho pruridos em incluir Álvaro Barreirinhas Cunhal no mesmo lote, no lote dos que à sua maneira se bateram por uma sociedade mais justa. Ambos fazem parte daquele estrito grupo de homens que se entregaram as suas ideias sem delas tirarem proveitos pessoais. Nesse, e noutros aspectos, são efectivamente farinha do mesmo saco.
    O senhor Bastos tem o direito de nesta contenda tomar a posição do dono do campo, mas por favor, faça-o com elegância!

    PS: Fernando, peço desculpa por chamar mentiroso a um convidado teu. Sei que, pelo menos em tua “casa” eu devia ter cuidado com o verbo mas aquilo que ele escreveu é falso. Eu, João do Carmo Lopes, nunca escrevi que Fidel sé um ditador sanguinário e torcionário, nem que Cunhal seria igual se tivesse alcançado o poder.

  21. Felizmente incluiram o Infante D. Henrique nos 10+, caso contrário seria uma grande injustiça. Mas a contar com quem está em 85 lugar, já espero tudo deste programa. Senão vejamos, Vitor Baia, Cristiano Ronaldo, José Mourinho e o actor que está em 85 lugar, então e o Padre António Vieira, Pedro Alvares Cabral e Fernão de Magalhães que efectuou a primeira circum-navegação(ok, foi ao serviço do rei de Espanha, mas o Mourinho tambem não é propriamente selecionador nacional). Sinceramente à coisas que para entender mais vale estar calado e deixar rolar. Uma grande justiça e homenagem é o 11º lugar de Salgueiro Maia.

  22. Por favor tenho muito apreço pelo homem integro que foi Álvaro Cunhal, mas não coloquem a ele nem a Salazar aos pés do Camões, do Pessoa, do Infante Dom Henrique, do Marquês de Pombal, ou do Dom Afonso Henriques..pq isso não faz sentido, vamos ser sinceros com nós mesmos. Estamos a falar dos maiores portugueses de sempre e não apenas de nossos contemporâneos.

  23. os brasileiros que residem em Portugal são os grandes responsáveis pela votação em Salazar por inveja a Portugal. Quem tiver dúvidas que comprove nos jornais brasileiros, eles só falam de Portugal pra dizer mal, quando há coisas positivas passamos despercebidos.

  24. Santa paciência!

    É grave, muito grave afirmar o que acima está escrito. A Joana tem mesmo ideia do que escreveu? Da acusação que faz à comunidade brasileira em Portugal? (Já imaginou o mesmo concurso noutro país, na Alemanha por exemplo, e a Adolfo ser o mais votado e um alemão, um qualquer alemão, a contas com a sua própria história e incapaz de interpretar o fenómeno, escrever que a responsabilidade é dos portugueses. E, para confirmar a sua tese atira com o exemplo daqueles criminosos que mataram a pontapé o cidadão africano de nome Alcides no Bairro Alto. Acha justo que nós portugueses possamos ser responsabilizados? E a comunidade portuguesa na Alemanha que culpa tem que uns filhos da puta, que outro nome não têm, tenha pontapeado e assassinado um cidadão Africano em Lisboa. Somos por isso racistas, nazis? Oh Joana…

    A Joana acha que são os brasileiros, (mas podiam ser os chineses, os pretos, os encarnados, os bolinhas azuis, sei lá quem mais) são os responsáveis, por esta votação em Salazar?

    Acha mesmo ou é um desabafo…

    Desculpe lá, mas eu não aguentei e desabafei…

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