O meu desprezo por esta Igreja católica.

Não sei se Deus existe ou se existem outros Deuses. Se me perguntam se acredito em Deus, digo que não. É uma desconfiança. Não estou habilitado a dizer se existe ou não existe. Está além das minhas capacidades. Fico-me pela minha crença. Não acredito. Mas não posso afirmar que não existe. Seria um presunçoso se dissesse mais do que isto. Mas este assunto não faz parte das minhas preocupações ou inquietações. Serei um agnóstico, pessoas a quem se associa, a dúvida, para além do que é o conhecimento científico. O ateu, simplesmente não acredita e é inquestionável.

Sendo agnóstico e não acreditando em Deus ou Deuses, respeito muito os verdadeiros crentes. Chego a admirá-los, a ter simpatia por quem acredita, por quem tem muita fé e pratica, um estilo de vida, uma forma de estar, ajustada, honesta, respeitável.

Tive uma educação católica. Fui educado com a ideia do Céu e do Inferno. Dos bons e dos maus. Tudo isso com os tempos se apagou, tudo somado, a experiência e o conhecimento da vida, o passagem do meu Pai pelas testemunhas de Jeová, levaram-me a questionar e a pôr em causa as religiões, por todas essas razões, com o acordo da minha ex-mulher, não baptizei os meus filhos e um deles teve problemas na escola pública, por causa disso e ainda hoje, um com 26 e outro 23 anos, continuam sem vontade em se filiar em qualquer religião.

Apesar disso ou por causa disso, não sei, nunca hostilizei a fé e a religiosidade dos outros, mas critico os fundamentalismos, critico a Igreja, dá-me asco o abuso e o aproveitamento, da boa-fé dos outros, por parte das hierarquias das religiões, abomino o Vaticano, a riqueza e o poder da Igreja, para só falar no religião católica. Mas posso dizer o mesmo de outras religiões, embora as conheça menos, mas os fundamentalismos islâmicos, os problemas no médio oriente, na Palestina, em Israel, muito por culpa das religiões, aconselham a mesma atitude.

Recebi ontem pelo correio um desdobrável de uma “Acção Família” ligado à Igreja católica e tive vómitos, nojo, repugnância, asco, senti que “esta” Igreja não merece compreensão, respeito, mas um desprezo profundo. Esta Igreja não é tolerante. É má, é abjecta, imoral, imunda. Não quero dizer mais. Custa-me saber que esta Igreja, usa os dinheiros de famílias pobres que oferecem os pequenos haveres, que deixam esmolas, quando se deslocam aqui e ali por fé, para estas campanhas nojentas.

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5 comentários a “O meu desprezo por esta Igreja católica.

  1. Estou absolutamente do teu lado, mesmo que não quisesses. Religiões, tudo em nome do mesmo, porque assim vai dando, envenenam uma grande parcela do mundo com esses “dogmas” transformando-os em droga(alienação) loucura(guerras fraticidas, e morte (fome). tudo em nome de deuses e anjinhos e, profetas que por esse mundo proliferam. Enquanto nos tentam distrair com um referendo sobre uma matéria que por princípio é um direito natural da Mulher, o poder político e económico (ele até oferece 900.000 euros) vão-nos
    sacando o que podem, para em nome de uma crise manterem os seus também “naturais” previlégios.
    Saudações de um passageiro deste Blog

  2. Se me perguntarem se acredito em deus, eu respondo: Não acredito, de maneira nenhuma, porque sou ateu e a minha mulher é atua” 😉
    Nota: o “nosso” cardeal lá anda na sua caridosa missão pelo não ao aborto. Terá ele uma mulher atua?… Nunca se sabe, às vezes são os piores…

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