Correio dos leitores

Este espaço foi aberto à colaboração dos leitores, para o tornar mais aberto, mais abrangente, mais plural. Existem umas pequenas regras para a sua publicação que estão mais lá para baixo numa caixa de nome Participe. A publicação irá assumir duas formas. Uma será do tipo correio de leitores em que os textos poderão ser “encolhidos” tentando assegurar que não se perca o essencial. A outra forma será publicá-lo como post. Abaixo fica a primeira colaboração. Peço apenas que nestes casos me enviem para o e-mail que indico abaixo.

por JC

Como estão lembrados estes senhores [os do PS] enquanto oposição prometeram que se fossem maioria, iriam reformular o código do Bagão, expurgá-lo pelo menos dos seus aspectos mais gravosos. Pois agora que são maioria, não só não o expurgam como o agravam (…) estes mentirosos para não lhes chamar outra coisa, [pretendem implementar] agora o chamado “flexisegurança” [um modelo] dinamarquês [mas apenas] importar o seu aspecto nocivo, isto é a liberalização dos despedimentos? Mas haverá alguém que no seu perfeito juízo pode acreditar nesta corja de aldrabões?

Maria Paz Lima, professora universitária do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa que estudou o “flexisegurança”, considera que «O risco é fazer a importação [para Portugal] da flexibilidade quanto as questões do despedimento individual, e não trazer um conjunto de outras condições. E passaríamos a um modelo que não só mantêm os baixos salários, como teria uma mão-de-obra precária.»
(…) Eu queria que a minha indignação soasse mais alto, que tivesse repercussão, que pudesse acirrar o descontentamento dos que por aqui passam, gostaria que muitos dos teus leitores também fizessem coro, um coro de tal maneira sonante que fizesse borrar de medo os filhos da puta que apostaram tramar-nos o futuro.

Acabei de ler “O poder dos sonhos” de Luís Sepúlveda. (…) ele conta o seguinte episódio:
Depois do fim da ditadura na Argentina, vingou uma lei … tipo reconciliação. Isto é os assassinos e torturadores poderiam passear livremente por todo o país enquanto as vitimas e seus familiares se comprometiam a esquecer que foram torturados, que foram vitimas. Um dia uma vítima encontrou um torturador, um militar de Videla, um tal El Tigre Acosta e dirigiu-se-lhe. O torturador cobarde porque despido do seu uniforme, porque sem as bestas armadas para o protegerem, porque sem a “pátria” como salvo-conduto, cagou-se. Literalmente borrou-se todo na frente dos filhos e da amante que o acompanhavam. Fedendendo a merda por todo o lado El Tigre Acosta balbuciou: «Não se irrite, não se aborreça, eu fazia o que me mandavam.» Miguel Bonasso, assim se chamava a vitima, cuspiu na cara do “valente” militar argentino.
Porque é que contei a historia … Apenas porque de momento não posso cuspir nas ventas dos filhos da puta que nos tramam a esperança e hipotecam o futuro.

Tenho esperança de um dia lhes cuspir nas trombas…
Desculpa a linguagem mas esta corja põe-me fora de mim!

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