Ninguém é de ninguém.

O pcp-pt.gif está a renovar.

Renova nas pessoas mas não renova nas politicas. O PCP traveste-se apenas. Fá-lo no momento adequado. Em acalmia interna e a liderar a contestação popular. Inteligentes mas não sérios.

Sou absultamente contra o saneamento político.

Não cabe aos directórios partidários nem podem, decidir a substituição de alguém que foi eleito. Já disse isto, mas não me canso de repetir. Nenhum partido é dono de um eleito. O eleito tem deveres de lealdade com o partido, mas também com os eleitores.

O partido pode pedir, conversar, tentar um entendimento em nome de qualquer coisa. Pode também, no caso de perder a confiança política, retirar o apoio a um militante eleito. O que não pode, não deve, é forçar a saída, pressionar, para levar adiante os seus propósitos contra a vontade do outro

Na eleição cada parte tem a sua cota de mérito. Não interessa agora dizer que a cota maior é do partido ou do eleito. Cada parte faz a sua análise. Mas os partidos não mandam nos seus militantes.

Por isso retirar o apoio (e como virá a ser o caso de Luísa Mesquita se mantiver a intenção de continuar como deputada) e a possível condição de militante é um aviltre, um desrespeito, uma prepotência. Não diria o mesmo se a uma reacção negativa, como é um caso, o PCP não respondesse com medidas intimidatórias e disciplinares.

Estas renovações dos eleitos, pouco tempo após serem eleitos, são operações de cosmética e não correspondem a mudanças estratégicas nas políticas e nos protagonistas.

É de centralismo democrático que estamos a falar. É de um conceito marxista-leninista em que os eleitos não representam o povo mas o partido que por sua vez representa o povo. Enfim, coisas da ortodoxia.

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4 comentários a “Ninguém é de ninguém.

  1. O senhor já ouviu falar no “partido com telhados de vidro”?
    Não, não é da obra do Dr. Cunhal que lhes estou a falar, Cunhal escreveu “O Partido com paredes de vidro”, eu falo de telhados de vidro…
    Quero eu dizer com isto que, QUEM TEM TELHADOS DE VIDRO NÃO DEVE ATIRAR PEDRAS…
    A ortodoxia anda por aí, e à vista de todos ou pela calada, vai fazendo os seus saneamentos políticos. Uns mais sonantes, mais vistosos, outros nem tanto.
    a minha total solidariedade, também eu sou absultamente contra o saneamento político, no PCP ou noutro qualquer partido, nomedamente no meu.

  2. De acordo. Seja qual for o partido. No PS, nomeadamente também há muitos exemplos desses. Veja-se o caso último na câmara de Lisboa. A minha posição é uma questão de principio. Como é o do PCP. Mas o partido cumnista tem a sua filosofia própria, desaquada, já se vê e anti-democrática. O pior mesmo é passar-se isso em partidos que criticam o centralismo democrático” e o papel dos partidos na sociedade e na prática têm um comportamento igual.

  3. Alentejana,
    Aqui tem-se opinião.
    Não gostaste de quê? Da critica ao PC? Não gostar não é debater. Nunca deixarei de fazer as críticas que ache correctas como peço aos comentadores que façam o mesmo. Agora porque não agrada ao “nosso” (neste caso o teu) partido, iso não nos deve condicionar. Aqui ninguém, nenhum partido está iimune a criticas, mais ou menos ácidas, conforme achar que for o caso. Um beijo de simpatia para ti!

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