Um governo mole

O editorialista de hoje do Público mostra-se atarantado, pressentindo hesitações na governação. E coitado dele, esses sinais são cedências, a favor dos privilegiados do costume.

Ora vejamos:

a) Os funcionários públicos vão afinal (o afinal é dele) manter o vínculo vitalício à função pública e apenas (palavra dele) os que entrarem a partir de agora, deixam de ter essa manutenção dos postos de trabalho Uma autêntica desgraça (esta parte é minha) o emprego para toda a vida é factor de desmotivação e desleixo (esta parte é dele).

b) Os professores a mais, não vão para a “bolsa de mobilidade”, sendo-lhes garantidas outras funções na escola. Outra desgraça (continuo a ser eu a dizer). Esta situação retira, à cabeça 120 mil funcionários ao grupo dos que poderiam (o sublinhado é meu) passar à condição de supranumerários. Continua ele, como é que o Governo vai reduzir em 400 milhões de euros as despesas com o pessoal se vai aumentar os ordenados em 1,5 por cento (tanto dinheiro, meu Deus, outra vez eu…) se deita fora a possibilidade (não usa exactamente estas palavras mas é esse o significado) da redução do ordenado em 17 por cento de dezenas de milhares de funcionários da Administração Pública. Não sei se perceberam esta parte. É que aos supranumerários ser-lhes-à reduzido o ordenado em 1/6 (17%) do vencimento a partir do terceiro mês nessa situação. Topam!

c) Relativamente às mudanças fiscais dos contribuintes com deficiência também vão ser atenuadas (não resisto a estes sublinhados).

d) O nosso editorialista, Paulo Ferreira, também se indigna com a alteração do destino das receitas de venda de imóveis do Estado que vão ser encaminhadas para o fundo de pensões dos funcionários públicos.

Prontos é isto. O que nos vale é que há pessoas a lembrar-nos que o Governo está a ceder. O que para ele parece ser uma deriva perigosa, para mim é sinal de que há protesto que valem a pena. Ah é verdade. Este não é um artigo de opinião. É o editorial de um jornal que deve reflectir a posição oficial do mesmo. Estamos feitos ao bife com esta gente “dona” dos jornais.

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